sábado, 11 de dezembro de 2010

Mais um pouquinho de Marituba do Peixe...



Fotos Láyra Santa Rosa

Para quem não sabe a região pantanosa da Marituba do Peixe é única em Alagoas. Pouco conhecida, ela realmente lembra o famoso Pantanal mato-grossense, explorada internacionalmente pelo turismo ecológico. Assim como na região Centro-Oeste, a Marituba do Peixe é formada pela quantidade excessiva de água e a mais variada vida selvagem. Cobras, Jacarés, lontras, capivaras, jaçanãs, galos d’água, gaviões e até falcões peregrinos vindos dos Estados Unidos na época de migração, podem ser encontrados na área de preservação.

Marituba do Peixe um paraíso na margem do Velho Chico

Foto Láyra Santa Rosa

Várzea da Marituba do Peixe. Sem dúvida um paraíso ecológico de águas claras, animais silvestres, de vegetação rica, que tenta sobreviver de perto com as ações do homem. Um verdadeiro pantanal em terras alagoanas, localizado às margens do Velho Chico. Poucas pessoas o conhecem.

A área funciona como berçário de várias espécies de peixes que alimentam o rio São Francisco e serve como sobrevivência para doze povoados ribeirinhas. São 18.600 hectares água e terra. Uma área tão grande que é o mesmo que colocassem 18.556 mil campos de futebol um ao lado do outro.

Esse éden, de ecossistema variado corta os municípios de Feliz Deserto, Penedo e Piaçabuçu. Hoje, depois de anos de esquecimento, se transformou numa Área de Preservação Ambiental (APA) e para continuar “viva” tenta se recuperar do desmatamento descontrolado, da pesca predatória, da caça de animais silvestres, da queimada, criação de lixões e da interferência continua do homem.

Estive nesse lindo local na última segunda-feira (6). Não pude comentar nada aqui no blog, porque essa é a minha matéria deste domingo no O JORNAL (tive que manter o segredo). O lugar é fantástico, mas como tudo que trata de meio ambiente é cheio de probleminhas que colocam em risco a beleza.

Não consegui confirmar com nenhum estudioso do Estado ou técnico do IMA, só arranquei talvez, mas durante meu trabalho tive uma grande dúvida, será que a Várzea, um paraíso ecológico pode ser atingido pela transposição do São Francisco. Eu acredito que sim, me baseio nessa informação porque tudo que acontece no Rio São Francisco, interfere diretamente no ecossistema do local. Com a transposição, a vazão de água vai diminuir ainda mais, então talvez tudo mude por lá e hoje, tudo que é cheio, fique mais seco... Ainda são talvez!!!

Outra questão que encontrei, e trago na minha reportagem, é relacionado ao trabalho dos órgãos ambientais que acabam esbarrado nas questões sociais da sofrida comunidade. Um deles é a liberação do recurso do defeso, que evitaria a pesca predatória. Só que um mês após o inicio da proibição de pesca, que começou no dia primeiro de novembro e vai até o dia primeiro de fevereiro, o recurso de um salário mínimo por mês que manteria os pescadores nesse período não foi liberado pelo Estado.

De mãos atadas, a pesca predatória continua. Em passagem pela APA do Marituba encontramos situações que provam o descuido com a natureza. Além de localizar uma queimada dentro da reserva ambiental, para abertura de passagem até uma área com maior quantidade de água, ainda encontramos várias redes de pesca espalhadas dentro do rio. Um absurdo, mas os pescadores não tem o que fazer.

Vou ainda mais longe sobre minha visão para o lugar, tenho certeza que a Marituba do Peixe tem um potencial turístico enorme, pouco aproveitado. Talvez a falta desses turistas na região, seja o que deixa o local ainda mais charmoso. Quem tiver de passagem pelo litoral Sul e quiser tentar conhecer o caminho mais fácil é por Piaçabuçu, pega umas estradas de barro, mas sem dúvida vale a pena, o lugar é mesmo lindo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ah, a nossa imprensa...

As vezes fico chocada com o que leio na imprensa, principalmente na mídia local. Infelizmente, muitos companheiros jornalistas fazem “qualquer” negócio por uma notícia, mesmo que ela não seja 100% verdadeira, só para ganhar ibope. É lamentável como as pessoas mudam o que escutam, para conseguir uma boa manchete.

Manchete, para aqueles que não sabem, é a principal reportagem de um jornal, site ou na televisão. É a notícia mais importante do dia. Já cansei de fazer matérias em que a explicação é uma coisa, onde o entrevistado frisa bem o que quer dizer e os “caça-manchetes” destorcem totalmente o que foi falado.

Lamento quando abro o jornal ou vejo a televisão sobre o mesmo assunto trabalhado por mim, e me deparo com uma informação errado. Fico pensado que o leitor ou o telespectador, vai ser iludido, enganado. Vai comprar um produto, crente que é de uma forma, quando na verdade é outra.

Infelizmente, ainda temos em nosso mercado muitos jornalistas que preferem se beneficiar com a manchete, a contar a verdade real, que talvez fique no meio da página do jornal (As notícias principais sempre ficam no alto). Não estou aqui querendo dizer que nunca errei uma informação ou que ela mudou durante o dia, mas falo da importância da sinceridade no que se escuta e que se apura. Essa é sem dúvida uma coisa que tento seguir na minha vida profissional.

Já cansei de trabalhar, principalmente no começo da minha vida jornalística, me deparando com companheiros de outros veículos, que criavam suas notícias. Ouviam uma coisinha irrelevante e contavam no outro dia CASOS mirabolantes. Quando abria o jornal para comparar os dois trabalhos ficava chocada, inclusive já levei carão de chefe por não ter aquela informação. Desesperada procurava a fonte para confirmar e saber se eu tinha deixado passar algo. O eu ouvia? Esse repórter (do outro veículo) criou isso, a sua matéria é a verdadeira. Moral da história, ganhei fontes e amigos de verdade, que tenho certeza que confiam no meu trabalho.

Outro fato é que não dá para acreditar 100% em fonte. Muitas podem falar a verdade e muitas vezes não. É preciso apurar bem, ouvir todos os lados da história, para então soltar uma informação. Os jornalistas precisam lembrar que uma reportagem errada pode gerar pânico na população, estragar a vida dos envolvidos. Diferente de uma boa, que pode ajudar e beneficiar quem realmente necessita.

Para aqueles que não sabem nossos sites – e olhe que já trabalhei em site – são grandes em suas barrigadas (informações não tão verdadeiras). Eles trabalham com a pressa, querem dar o furo um no outro e muitas vezes apuram de forma errada. Não são todos assim, mas uma grande maioria, feita dos “caça-manchetes” sim!!! Basta você abrir um site, outro e outro... As informações neles serão todas diferentes... Para o leitor... VALE FICAR ATENTO!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Foto feita por mim, na Lagoa Manguaba...

"Não sei o que mais me atrai... se são os contrastes do mar entrando na lagoa... se são os pássaros voando sem parar... os peixes pulando e mostrando que estão por ali... ou simplesmente, se é a força daqueles que vivem no entorno da Manguaba. Tudo é lindo, inspirador e passa ultrapassa as melhores sensações do bem estar".

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu plantei a minha árvore!!!


Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Sem dúvida essas são três coisas que quero fazer na vida. Já, realizei uma delas. Plantei uma árvore. Um coqueiro, na nossa linda orla de Pajuçara. Foi um convite muito especial da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempema), que resolveu homenagear 30 jornalistas que tenham ligação com a preservação do ecossistema.

Meio Ambiente é sem dúvida um dos temas que mais gosto de tratar nos meus textos. Falar da natureza, conviver com ela, poder instruir as pessoas a preservá-la, é sem dúvida uma sensação de complemento. Vivo isso muito na teoria, mas sempre que tenho a oportunidade de fazer algo diferente, na prática, isso me encanta.

Desde o primeiro momento que soube do convite, senti algo diferente. Uma sensação do tipo: eu sou importante de alguma maneira, ou melhor, o trabalho que faço é importante de alguma maneira, já para mim essa homenagem reflete o reconhecimento pelo que faço diariamente. Um trabalho cheio de altos e baixos, mas feito com muito amor...

Ao plantar o meu coqueiro, o pensamento foi longe. Só pensava na possibilidade de poder deixar minha marca, fincada através de uma árvore, que sobrevive cerca de 70 anos. E fui longe mesmo... Marquei o lugar do Coqueiro – batizado carinhosamente por Yvette Moura, de Lucy – para quem sabe um dia, poder levar meus filhos e até meus netos, para conhecer o coqueiro plantado por mim, numa manhã de novembro de 2010.

Lucy estará lá a partir de agora, junto com o Verdinho – plantado pelo Deraldo – e o Caio – plantado por Yvette. Meus companheiros de O JORNAL, que também dividiram comigo mais essa experiência.

Torço do fundo do coração que esses coqueiros permaneçam verdes, cresçam, dêem seus frutos e façam muitas sombras para as famílias que gostam de aproveitar o canteiro principal da Avenida Silvio Viana. Sem falar da possibilidade de deixar a cidade ainda mais bonita, afinal o COQUEIRO é a árvore símbolo da minha Maceió.

Ahhh, para quem nunca plantou uma árvore... Sugiro que plante... É uma experiência legal... Poder sentir a terra e contribuir para um ambiente mais verde, deixando o nosso ar mais puro e a visão mais bonita, é uma ótima sensação... Eu indico!!!



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O trânsito em Maceió é mais ou menos assim...

Foto Alagoas em tempo real

Começo da manhã. O trânsito já fervilha nas principais vias de Maceió. Basta chegar perto das 8h, que as grandes filas já se formam. A quantidade de semáforos e o número exagerado de veículos deixam a cidade num verdadeiro caos. Não adianta seguir por vias alternativas, o congestionamento está por toda a parte. A situação chegou ao extremo.

Para completar é motorista, mais apressado que o outro. Parece que estão todos atrasados e não importa quem esteja pela frente. É uma verdadeira guerra de nervos. Carro competido por espaço com motos, que competem com ônibus coletivos e caminhões de cargas, que circulam por toda parte sem nenhuma limitação de horário. Sem falar dos pedestres, muitas vezes esquecidos, ciclistas e até as carroças, estas que circulam livremente por qualquer avenida.

O maceioense sem dúvida não está acostumado com a nova realidade de congestionamentos. É comum motoristas estressados, apressados e muitos, sem nenhuma educação. É justamente essa falta de respeito, comum no trânsito, que dá espaço para as manobras mais arriscadas possíveis. Basta observar a quantidade de “trancões”, motoristas pela contramão e até em alta velocidade, em vias secundárias.

O problema no trânsito não para por ai, vai além dos motoristas de carros e motocicletas, também atinge aos pedestres, usuários de ônibus e ciclistas. Quem precisa do transporte coletivo é obrigado a se deparar com a demora, superlotação e ainda, o risco de serem vítimas da violência. Os que estão a pé, nem se falam, encontram calçadas quebradas ou ocupadas pelos carros que fazem de estacionamento, sendo obrigados a circular pelas ruas. E os ciclistas, que precisam andar pelas ruas, já que não existem ciclovias ou ciclo faixas.

Diante de tantos problemas, que envolve desde falta de estrutura da cidade, crescimento desordenado da frota de veículos, problema nos coletivos, planejamento de trânsito, falta de ciclovias e educação no trânsito, Maceió se transformou numa verdadeira “torre de babel”. Chegando em alguns pontos a se tornar uma cidade sem Lei, basta não ter a presença de um guarda municipal fiscalizando, que as pessoas se aproveitam para cometer imprudências.

sábado, 27 de novembro de 2010

Arma, sinônimo de insegurançaaa...

Mesmo com o Estatuto do Desarmamento, que proibi a população brasileira de ter armas dentro de casa, as pessoas insistem em andar armadas. Eu entendo que a violência está grande, que todos queremos nos sentir mais seguros. Porém, nem sempre estar armado é sinônimo de está protegido e de evitar que tragédias atinjam nossas famílias.

Sou o tipo de pessoa que tenho pavor de revólver, pistola ou qualquer tipo de arma. Acredito que armamento deve ser usado por quem sabe e precisa se proteger. Deve estar nas mãos daqueles que necessitam utilizá-la para preservar a paz e não dentro da casa de cidadãos comuns.

Para mim, arma não passa segurança. Ela tem o poder de deixar as pessoas mais ousadas, acreditando que são os “Deuses do Mundo”. Fato que não passa de engano. Quantos casos ficamos sabendo de pessoas que foram reagir a qualquer tipo de ação criminosa e acabaram sendo feridas ou mortas pela bandidagem. Criminoso não tem pena não, mata por prazer.

Sem falar dos inúmeros relatos de tiros acidentais dentro de casa. As crianças vão brincar com a arma do papai e acabam se matando ou tirando a vida do irmãozinho, amiguinho inocente. Essa semana tiveram dos casos desse tipo aqui em Alagoas. Um deles, que aconteceu nesse sábado no bairro do Clima Bom. O irmão de dez anos acabou matou a irmã de oito, com um tiro acidental. O menino aproveitou que a mãe saiu de casa e pegou a arma do pai, um sargento da Polícia Militar.

Imagino o desespero dessa família. Do trauma, dor e culpa que esse menino vai carregar para a vida toda. E do mesmo jeito que aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um. Criança é curiosa e tem atração pelo perigo. Gostam de tudo que é proibido. Uma fatalidade que sem dúvida acabou com uma parte da vida dessas pessoas.

Situações como essa fazem a população pensar e passar a respeitar de verdade o que o país decidiu. Arma não é para qualquer um e só estimula a violência...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Qual o papel da imprensa: informar ou atrapalhar?

O Rio de Janeiro está pegando fogo, literalmente. O clima na cidade Maravilhosa é de guerra no combate ao tráfico de entorpecentes. Nesse momento até o Cristo Redentor está precisando de colete à prova de bala, qualquer um pode ser vítima. A situação do perigo eminente e do confronto está nas emissoras de TV ao vivo e em todo momento do dia.

Estava assistindo as notícias hoje e acompanhando a briga pelo melhor furo entre Globo e Record. Como jornalista, que faz cobertura policial diariamente, me questionei qual é o verdadeiro papel da imprensa em uma situação como essa? Será que a notícia é a prioridade mesmo. Para mim não... O bem comum da sociedade é o que vale mesmo...

O trabalho deles foi feito. Tudo foi noticiado na íntegra, sem cortes, da forma mais instantânea possível, inclusive prejudicando a operação policial e colocando em risco a vida do repórter. A “Guerra Carioca” apresentada pela imprensa nacional, mostrou um pouco da irresponsabilidade dos meios de comunicação, que com suas transmissões ao vivo, de helicópteros acabaram beneficiando a criminalidade.

Esse fato, onde a imprensa nacional mostrou as estratégias de ações e o momento – na hora exata - da entrada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) nas favelas, acabou fazendo com que os criminosos conseguissem fugir. A situação chegou a ser questionada pela instituição policial, que demonstrou insatisfação com o trabalho, chamando a cobertura jornalística de desserviço prestado pela imprensa.

E quem pensa que a sociedade concorda com esse tipo de ação jornalista, se engana. O comentário do Bope na rede social Twitter gerou a mobilização dos internautas, que não concordaram com a cobertura, já que o que todos querem é que isso acabe com a bandidagem atrás das grades e não com imagens da rede globo, mostrando eles fugindo da favela.

Noticiar é importante. Falar a verdade também, mas manter a ordem, não atrapalhar o trabalho e não colocar a vida de ninguém em risco, é sim, o verdade papel da imprensa. Jornalista quer a boa notícia. Jornalista quer a melhor imagem. Jornalista quer a informação precisa e na íntegra. Mas, jornalista ético não precisa se arriscar, não precisa colocar os outros em risco e muito menos atrapalhar o serviço no combate a criminalidade.

Situações como essa acontecem na mídia nacional e também na local. Conheço vários companheiros de profissão que venderiam a alma por uma matéria exclusiva. Para isso se arriscam e já chegaram até a ser ameaçado, no delírio de um grande furo. Sei que a sociedade tem o direito de saber a verdade, mas sei que minha vida vale muito mais do que a melhor notícia...

Em relação a esse fato a Record se pronunciou dizendo que não recebeu nenhum comunicado da Secretaria de Segurança Pública do Rio proibindo ou indicando qualquer lugar que não pudesse ser filmado. Já a grandeeee, rede Globo, não se manifestou.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O tempo!!! Que tempo???

Quantas vezes nos perguntamos qual o momento certo?

Para mim, essa resposta é um pouco óbvia. Sim, já que não acredito que exista momento certo. O momento certo é aquele que se tem vontade de fazer e arriscar. Pode demorar por um segundo ou uma vida inteira cheia de anseios. Tudo depende daquilo que se procura. A minha vida pelo menos é cheia de estalinhos “de que tem que ser agora”.

Sou imediatista. Senão fizer naquele momento exato que tenho o estalo, não faço nunca mais. Isso me serve para tudo... Desde uma simples faxina em casa a expor o segredo, mais secreto do mundo. Se a coisa não for feita naquela horinha exata, não acontece mais. Parece magia... Como se por encanto perdesse o prumo, o rumo e tudo que planejava fosse por água à baixo.

O planejar e o executar são difíceis de conciliar. Parece que aquilo que é feito do imprevisto, tem um gosto mais gostoso. Um sabor diferente... Uma sensação de poder mudar tudo na hora que quer em bem entende... Não gosto mesmo dessas coisas certinhas. Temos que fazer e pronto... Depois arcamos com as consequências. Afinal, a vida é cheia delas...

Sinceramente, essa coisa de fazer na hora que se tem vontade, que dá o estalinho, deixa a gente com o controle sobre nossas vidas... Esse é combustível para a velocidade adequada, de uma vida cheia de emoções e sensações... Abaixo a chatice do planejado, do calculado... O bom mesmo é se divertir errando, ousando e arriscando. Como diz o ditado: É errando que se aprende!!!

P.S: Vocês devem está pensando que depois de muito tempo sem escrever resolvi filosofar... Devo está meio maluca, mas acho que foi o sol na cabeça depois do feriadãooo... Espero que filosofem também com meu texto... Beijos para todos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O pavor do IML...

Repórter mortuária. É mais ou menos assim que me sinto as segundas-feira (dia tradicional do Instituto Médico Legal Estácio de Lima). Só de pensar nisso me dá nos nervos, um verdadeiro pânico. Gosto muito de ser repórter de polícia, acompanhar operações policiais, prisões, assaltos, confusão, rebeliões, protestos... mas, IML não, não, não...

Me sinto tão fúnebre quando tenho que ir aquele lugar. É triste. Cheio de lágrimas e lamurias de quem perdeu alguém. É um sofrimento tão grande, que acaba me deprimindo. E sinceramente, com essa quantidade de morte, que só cresce e cresce, tem se tornando constante as minhas idas ao Estácio de Lima.

A cada segunda-feira me deparo com histórias mais tristes, mortes mais cruéis... Famílias dilaceradas pela dor. Números de mortes que só crescem e fazem mais vítimas. Sem dúvida é assustador. Meu pavor por aquele lugar é tão grande, que ele habita meus maiores medos. Só de pensar de morrer e ter que ir para aquele lugar, é de dar nos nervos.

Hoje, acho que depois de muito protestar me livrei de ter que passar por lá. Senti um alivio tão grande, uma sensação de paz interior... Isso não diminui o número de mortes, mas melhorou meus transtornos pessoais. É aquele tipo de coisa, sinto uma sensação tão forte, tão intensa de coisa ruim, que prefiro me manter longe.

Como repórter, pelo menos me acho um pouco comprometida com a notícia, sei que mais cedo ou mais tarde vou ter que voltar para lá. Infelizmente, as más notícias não acabam e do jeito que a crescente violência anda, minhas idas e vindas do IML devem continuar por um bom tempo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E temos uma presidente...


Pronto. Acabou. Já sabemos que para 2011 teremos uma presidente, que terá um grande desafio pela frente: atender os anseios de uma população cheia de esperanças. Dilma Rousseff faz história como sendo a primeira mulher a assumir o Brasil.

De um lado ela vai encontrar seus eleitores apaixonados, do outro uma parte desacreditada e totalmente desconfiada no modelo de governo que ela seguirá. Eu prefiro fazer parte do grupo dos confiantes, daqueles que desejam que ela entre mesmo na história, não apenas como mulher, mas como alguém que deixou o nosso país ainda mais forte politicamente e economicamente.

Prefiro acreditar que o trabalho pela diminuição da pobreza e apoio aos mais necessitados vai continuar; que as políticas sociais continuaram fazendo a diferença; que os Planos de Aceleração do Crescimento vão desenvolver o Brasil; que as políticas externas ficaram mais fortes e alianças com os outros países, trazendo benefícios.

Que ela mantenha a postura sensata e não invente de radicalizar com tirania. Somos um país livre e que optou pela sensibilidade feminina de uma mulher de aparente gênio forte. Gosto de pessoas de personalidade, pensando nisso torço que esse seja um grande governo.

Em relação a Alagoas, o Téo Vilela continua. Também espero que 2011 seja um ano de continuidade de projetos. Em quatro anos já deu tempo de arrumar a casa, agora é hora das grandes mudanças e investimentos. Não sou muito boa com políticas, mas é como disse, prefiro torcer e acreditar que a decisão da maioria tenha sido a melhor para o futuro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Policiais que cobraram propina a motorista são presos...

É muito bom saber que as coisas estão mudando. Graças a denúncia de uma cidadão que está cheio da corrupção, três policiais militares foram presos acusados de uma suposta tentativa de extorsão. Apesar da mídia quase nunca denunciar esses casos, sabemos bem que essa prática existe e é comum, tanto em Alagoas, quanto no resto país. O famoso jeitinho brasileiro, para se livrar de uma multa.

As histórias envolvendo esse tipo de crime sujam a ficha daqueles policiais honestos, e que realmente estão fazendo blitz para combater irregularidades e a criminalidade. Porém, duvido se a maioria das pessoas quando passa por uma blitz não pensam logo: “estão ali para ganhar um trocado a mais. A famosa bola”. Esse tipo de irregularidade é tão comum, que já se tornou normal.

Porém, por aqui a situação mudou mais uma vez. Na noite de quinta-feira (29), um condutor teria sido abordado numa blitz na BR-316, nas imediações do Pilar, onde os militares teriam exigido uma quantia de R$ 20 para liberar o veículo. A irregularidade do motorista teria ligação com a validade de notas fiscais de mercadorias que estavam sendo transportadas. Ele pagou a quantia, só que invés de ir para casa, resolveu denunciar o caso. Foi até o Batalhão de Polícia e relatou o fato.

Depois da denúncia formalizada, o Centro de Operações da Defesa Social resolveu tomar as providências e determinou a prisão do sargento Fernandes Costa Neto, do cabo Cícero Maia e do soldado Fábio Clemente, supostos envolvidos na cobrança de propina. Os três são lotados no 8º Batalhão da Polícia Militar em Rio Largo e agora passaram da condição de protetores da sociedade, para criminosos ou melhor, até agora, como acusados de um crime.

O comando da Polícia Militar já se pronunciou sobre o caso e disse que não vai permitir maus policiais que maculem o nome da corporação. É bom lembrar que cobrança de propina existe, porque tem quem aceite e pague. Para que isso acabe é bom denunciar. O telefone para esse tipo denuncia é 3201-2000.

Já passou da hora de combatermos esse tipo de postura...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tudo termina em protesto...

Essa coisa de protesto bloqueando trânsito se transformou numa febre em Maceió. É impressionante que por qualquer motivo, qualquer coisa mesmooo, as pessoas resolvem impedir o direito dos outros irem e virem. O bloqueio de vias já se tornou um fato concreto e acontece pelo menos umas três vezes por semana.

Hoje mesmo aconteceu um. Senão bastasse o caos que a cidade se transformou com a chuva, os moradores da Grota do Moreira, resolveram bloquear o trânsito na Ladeira do óleo. Pegou várias pessoas desprevenidas e deixou o congestionamento ainda maior na região. O motivo do protesto aconteceu devido um resto de metralha e barro, de uma obra que a prefeitura ainda está fazendo na região e que teria invadido as casas com as chuvas.

Concordo que você quer sua rua limpa, tem direito a isso, mais atrapalhar a vida das outras pessoas também não rola. Vão para prefeitura e impeçam o Cícero Almeida de ir e vir. Ele é prefeito e é quem deveria responder pelo descaso com a população. Seria mais justo para todos.

Sou o tipo de pessoa a favor de toda manifestação, desde que ela não atrapalhe a vida de ninguém e nem insulte terceiros. Mas esses protestos que acontecem pela cidade, atrapalham a rotina de qualquer um. É uma falta de respeito com os outros cidadãos que precisam seguir. Entendo que o Poder Público só escuta quando se fecha uma rua, mas não dá para atingir quem também paga seus impostos e tem seus direitos.

Parece que tudo só se resolve no Grito. É uma pena que a situação precise chegar a esse ponto!!! Concordo ainda que os governantes deveriam atender as necessidades da população antes que um protesto fosse formado. Porém tenho certeza que assim como eu, muitos maceioenses não aguentam mais esse tipo de manifestação.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cadeirinha já virou item procurado pelos ladrões de carros


Uma nova modalidade de furto tem se espalhado pelo Brasil e já começou a fazer vítimas aqui em Maceió. Com o uso obrigatório das cadeirinhas, bebês conforto e assentos de elevação, a “bandidagem” já tratou de se interessar pelo produto. Com o custo alto e a pouca demanda no mercado, o equipamento é perfeito para negociar nas feiras informais – onde a nota fiscal é item dispensável na negociação.

Em agosto, fiz uma matéria sobre isso, com informações de vendedoras de lojas denunciando que alguns clientes tinham retornado para comprar o produto, após serem roubados. Dessa vez, aconteceu aqui no prédio. Um dos meus vizinhos, que tem dois filhos pequenos, consequentemente dois equipamentos de segurança, teve o vidro do carro quebrado e o bebê conforto e cadeirinha levados.

O carro estava estacionado na porta de entrada do condomínio. Eles aproveitaram a madrugada, horário de pouco movimento, para quebrar o vidro e levar os equipamentos. O coitado do meu vizinho além do prejuízo com a cadeirinha e o bebê conforto, ainda teve que comprar um vidro novo. Sem dúvida foram mais de R$ 300 gastos de uma única vez.

Tentei saber da polícia se existem queixas em relação a esse nova modalidade de crime, a assessoria da polícia Civil não soube informar. Alegou que como se trata de furto, muitos preferem não denunciar. Só que a denúncia é uma forma de forçar a polícia a investigar ou pelo menos tentar que eles façam isso.

Com essa prática, agora os pais que precisam sair com seus filhos – e usar obrigatoriamente esses equipamentos - tem que se lembrar de arrumar um lugar para esconder aquele “trambolho”, já que esse equipamento é enorme e pesado. Senão bastasse a prática de levar os sons dos carros, os estepes e outros pertences esquecidos ou guardados no veículos, eles agora querem também a cadeirinha.

Para fugir da criminalidade não temos muitas alternativas, mas vale sempre o cuidado. Eu sugiro aquelas dicas básicas de sempre: procurar estacionar em lugar seguro, iluminado e com movimento; tentar guardar o equipamento na mala – o que os olhos não vêem o coração não sente (assim eles não vão saber que existe o que roubar ali); e se for vítima de criminosos, denuncie. Infelizmente, a polícia ainda é o que nos resta.

Desde julho, esses equipamentos de segurança para crianças de zero a sete anos se tornaram de uso obrigatórios. Segundo órgãos de trânsito eles garantem a segurança do menor, evitando possíveis mortes em casos de acidentes. O não uso pode gerar ainda o peso no bolso, com uma multa gravíssima de R$ 191,54, sete pontos na carteira e retenção do veículo.

Vale ficar ligado!!!

sábado, 23 de outubro de 2010

Não passou de história de pescador...

História de Pescador. Foi baseado nisso que a Marinha do Brasil resolveu montar uma mega operação, para retirar seis supostas minas marítimas que estavam enterradas em Maragogi. A ação custou cerca de R$ 10 mil aos cofres públicos e não passou de um conto de pescador... Isso mesmo, nenhuma bomba foi encontrada.

Após 16 dias de escavações, os especialistas em explosivos encontraram no lugar das minas perigosas, que podiam detonar Maragogi, uma chaleira, um ferrolho, duas latas de cerveja, outros objetos de ferro. Essas bombas, que segundo estudos teriam chegado a território alagoano na época da Segunda Guerra Mundial, trazidas pelas correntes do oceano.

O pior nisso tudo é que eles se basearam em conversa de pescadores da região. Onde hoje é Maragogi, há alguns anos era uma Colônia de Pescadores. Foram os filhos desses pescadores que apontaram os locais, que seus pais e avôs diziam estar enterradas as minas que chegaram pelo mar. A gente para imaginar que essas conversas deviam surgir durante a noite, naquelas rodas em torno das fogueiras, onde cada um dizia ter uma história diferente.

Tudo bem que maio uma mina marítima foi encontrada no Centro do município, mas isso não quer dizer que a cidade esteja cheia de explosivos. Fica um grande questionando, como é que uma Força Armada se baseia em “conversas” para iniciar uma ação que mobilizou um município inteiro. Já imaginou quantas vezes um ataque de guerra aconteceu por falta de ANÁLISE maior? Podem ter acontecido vários, é claro.O fato é que faltou melhor estudo da área, que pudesse realmente comprovar a real situação.

Na cidade, em alguns lugares houve escavações, em outros apenas o detector de metal e gazes comprovou que não existia nada. Depois do escarcéu feito, sobrou para a Marinha apenas orientar a prefeitura de Maragogi de que, se algum objeto semelhante a uma mina for encontrada em outras escavações, a área deve ser isolada numa faixa de 45 metros, que é a zona letal de uma mina marítima, e que seja feito contato com a instituição.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E a Justiça foi feita...

Oito anos e quatro meses, além da certeza que a Justiça dos homens foi feita. Esse foi o resultado do julgamento do técnico de enfermagem Rafael Teixeira, condenado pelo Tribunal do Júri, na noite desta quarta-feira, pela morte do policial Federal André Jerônimo Costa de Barros.

Hoje, após essa audiência, Alagoas entra para história desse país por punir um crime de trânsito, como deve ser punido quem tira uma vida. Por maior que tenha sido a fatalidade de um acidente, que assume um volante embriago, sem carteira de habilitação e em alta velocidade sabe exatamente do risco que está correndo e colocando os outros. Assume a culpa por qualquer problema.

A audiência condenatória durou mais de doze horas e foi movida de muita emoção. O promotor do caso e os assistentes de acusação foram perfeitos em suas colocações, sensibilizando os jurados de forma unânime. O auditório do Fórum do Barro Duro, ficou lotado durante todo o dia. Estudantes e curiosos dividiram a expectativa do resultado de perto com a família.

Pela primeira vez estando fora do meu trabalho de jornalista, como família, pude sentir de perto como é importante o trabalho da Justiça. Uma condenação não vai trazer de volta do Del, como era conhecido meu primo, mas vai acalentar o coração daqueles que o amavam, por termos a certeza que situações como essas podem ser evitadas. Infelizmente, as pessoas só deixam de cometer certos delitos, quando são atingidos drasticamente.

Tenho certeza que depois desse resultado condenatório, motoristas irresponsáveis, alcoolizados, desabilitados ou em alta velocidade, vão pensar duas vezes antes de cometer o crime em pegar o volante sem condições de conduzi-lo. Vão lembrar que a condenação de um crime de trânsito pode ir além do pagamento de cestas básicas e de pintura de meio fio. Vão lembrar ainda que dá cadeia, como um crime de homicídio culposo qualquer. Afinal, é a mesma coisa de pegar uma arma e sair atirando aleatoriamente.

Dessa vez a vítima foi André Jerônimo e a minha família, da próxima pode ser a de qualquer um. É preciso que essa cultura de beber e dirigir, de se confiar demais no volante mude. É necessária a conscientização já. É hora de dar um basta nessa irresponsabilidade. Não aguentamos mais ver essas mortes prematuras por motivos fúteis.

Sem dúvida esse júri foi uma grande vitória. Vitória todas as vítimas do trânsito. Tomara que a punição a partir de agora seja mais severa!!!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ninguém merece esses pombos...

Imagem de um desses dias de festa dos pombos

Sabe aquela frase que diz assim: “bonitinho mais ordinário”? Pois é, ela define bem os pombinhos, lindinhos que estão espalhados pelas cidades. Estou falando daquele mesmo, que representa a paz. Apesar do simbolismo, esses bichos são hospedeiros de doenças graves, que prejudicam bastante a saúde humana, podendo causar até a morte.

O pior é que as pessoas não tem noção desse perigo, acham as aves tão graciosas que mantém o péssimo habito de querê-las por perto. Sempre me deparo da janela do prédio onde moro, com alguns insanos alimentando esses bichos. É a maior festa que os pombos fazem.

É sempre a mesma coisa, o insano do prédio do lado, vem para perto do prédio vizinho, joga o resto de comida pelo chão e os pombos cheios de doença logo se aproximam. É a maior confusão... Quase uma guerra de penas para tudo que é lado, para ver quem pega o maior pedaço de comida.

A cena chega a me dar nojo!!! As vezes fico com vontade de dar um esporo em que faz isso, é perguntar se sabe do risco que ele está correndo e fazendo os outros correr. O pior é que os pombos por essa região estão cada vez mais numerosos. Se espalham nas lages dos prédios fazendo seus ninhos, sem falar que deixam suas marcas – as fezes – por toda a parte.

Para quem não sabe os pombos transmitem doenças, principalmente por vias respiratórias, por intermédio da inalação das fezes secas depositadas nos chãos, em beirais, máquinas e até nas roupas. Os piolhos dos pombos também transmitem doenças.

Entre os problemas de saúde mais comuns estão as criptococose ou micoses profundas, que podem gerar inflamação no cérebro e meninges; histoplasmose e ornitose, infecção pulmonar causada por fungos; toxoplasmose, infecção celular que ataca órgãos, causada por protozoários.Pode gerar abortos, cegueiras e até a morte; salmonela, infecção intestinal; psitacose, que ocasiona dor de cabeça, febre, calafrios e dermatites.

domingo, 17 de outubro de 2010

Já basta... é hora de mudar.



Com o intuito de pedir a paz no trânsito, uma caminhada reuniu dezenas de pessoas na orla de Pajuçara, na manhã deste domingo (17). Faixas, bolas brancas e panfletos marcaram a passeata, que homenageava principalmente o policial Federal André Jerônimo Costa de Barros, morto no ano passado, vítima de um motorista que dirigia embriagado.

A caminhada foi linda e cheia de emoção. Conseguiu juntar familiares, amigos e até políticos num ato pacifico. Sem falar que mostrou mais uma vez a sociedade alagoana que muitos anseiam por uma mudança de conceitos (como deixar de beber e dirigir) e principalmente por Justiça, com a punição rigorosa de quem se arrisca na mistura perigosa (álcool x veículos).

Ainda durante a manifestação encontramos fatos interessantes que mostraram na prática a quantas anda a consciência das pessoas com o aumento da violência no trânsito. Estou falando depois acidentes que aconteceram na orla de Maceió, durante a madrugada. No curto percurso, entre a Praça Multieventos e o Alagoinhas, pudemos ver um poste caído no chão, derrubado um motorista bêbado que cochilou ao volante e subiu na calçada; e ainda, os cacos de vidros e restos de outro acidente entre dois carros, perto da Pizzaria Carlito.

Enquanto pedíamos paz no trânsito, os fatos mostravam que as pessoas precisam mudar seus conceitos e acabar com essa coisa de achar que podem assumir um volante após ingerir álcool. É uma mistura perigosa, que pode tirar a vida de pessoas inocentes, como aconteceu com André Jerônimo e até a vida do motorista.

Acredito que as pessoas só vão aprender na marra. É preciso condenar essas pessoas que matam no trânsito com rigor e com a culpa merecida, para assim ver se entendem que estão assumindo o risco. Quem pega o carro após beber assume o risco de matar. É a mesma coisa de pegar uma arma e sair disparando por ai, pode atingir qualquer um.

Na quarta-feira vai acontecer o julgamento do técnico de enfermagem, Rafael Teixeira, responsável pelo acidente que tirou a vida do PF. Ele será submetido a júri popular é sem dúvida a esperança da família e de boa parte da sociedade é que ele seja condenado. Não porque matou o PF, mas sim porque assumiu todo o risco. Ele era desabilitado, estava totalmente alcoolizado, dirigia embriagado numa rua residencial e ainda, pegou o carro de terceiros sem pedir autorização. Será que ele não assumiu o risco? Claro que sim, como muitos outros assumem.

O júri acontece às 9h, no Fórum do Barro Duro, espero chegar com boas novas em breve sobre isso. E espero que os motoristas lembrem-se do risco que correm e na vida de outras pessoas. NADA DE BEBER É DIRIGIR.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A história da Gabi e do Fernando... O que será aconteceu???

Foto da Internet

Um outdoor tem chamado a atenção dos maceioenses. Ele não trata de uma propaganda, pelo menos eu acho que não, mas sim de um desabafo de uma mulher que deve está de saco cheio de um cara. Estou falando da Gabi e do Fernando, até então dois desconhecidos da maioria das pessoas.

Não faça a mínima idéia de quem eles são, se foram namorados, casados ou até mesmo ficantes, apenas tenho certeza que a história deles deve ter terminado muito mal. Pelo menos esse foi o recado que a moça quis colocar por toda a cidade para o ex-amado e para todos verem.

Outdoor, com letras garrafais, em vermelho é bem direto: Fernando, você não vale nada. Siga o seu caminho, devolva as minhas coisas e não me procure mais. Gabi

O aviso está em vários outdoors espalhados em diversos pontos, provavelmente o caminho que Fernando deve passar algumas vezes por dia e ter que engolir o recado da Gabi. A moça deve ser muito corajosa e está com muita raiva do Fernando, ao ponto de gastar uma nota com vários outdoors.

Outra coisa que sei é que a Gabi virou celebridade. Talvez, nunca a maioria dos maceioenses, fique sabendo o que o Fernando fez com a Gabi, mas o fato é que a imaginação fértil e a curiosidade estão fluindo em muitas pessoas. Esse recado simples e singelo, já virou notícia nos sites locais, aposto que em breve Gabi ganha uma comunidade no Orkut. Sem falar que tenho certeza de que muitas moças – sofridas - devem ter adorado a iniciativa da Gabi e devem está odiando o tal do Fernando.

Achei o fato interessante e resolvi dividir com vocês. Um desses outdoors está na Avenida Gustavo Paiva, só para quem quiser ver e dividir a curiosidade em relação a vida alheia. O que será que o Fernando aprontou em?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2: vale a pena assistir


Salas de cinema lotadas. Estreou Tropa de Elite 2. Como era de se esperar, a grande massa já começou a ir aos cinemas para ver a continuidade de um dos filmes de maior sucesso do país. É claro que eu já fui. Sinceramente, adorei! Achei a produção realista, retratando a infeliz situação que vem sendo vivida em todo o Brasil: a invasão das milícias, com o apoio de políticos.

Para aqueles que não sabem, as milícias surgiram no Rio de Janeiro após traficantes serem expulsos das favelas. A história da polícia pacificadora. Só que o que acontece na verdade é que policiais passaram a tomar o controle das comunidades. Os moradores tem obrigação de pagar para ter segurança e comprar os serviços oferecidos pelos milicianos, que dominaram pontos de transporte, mercadinhos e até sistema de internet e tv a cabo. Para manter a ordem e o Poder, eles se livram de quem estiver por seu caminho, mesmo que seja necessário matar.

Aqui em Alagoas as milícias já atuam. Mais discretas do que as do Rio de Janeiro, começam a chegar nas comunidades através de empresas de seguranças particulares, sem registro e autorização. Um caso que está sendo investigado de uma atuação de milícia é a morte de três adolescentes e um adulto moradores do Conjunto Cidade Sorriso II, no Benedito Bentes. Os quatro foram encontrados mortos na Grota do Urubu, na Serraria, após descerem para catar madeira.

Depois de desaparecerem por quase 24h foram encontrados com disparos na nuca e amarrados, como uma verdadeira execução. O crime chocou os moradores do Conjunto. A família e vizinhos alegavam que eram todos pessoas de bem e não existia nenhuma razão para o crime. As investigações continuam em andamento, mas a polícia já prendeu cinco pessoas, entre elas dois policiais militares suspeitos de serem os lideres dessa milícia que estava se formando.

Segundo informações de agentes da Delegacia de Homicídios, que apura as mortes o crime aconteceu como forma de dar um recado aos moradores da região. Os assassinos dos jovens seriam envolvidos com uma empresa de segurança que tomava conta de um condomínio de luxo no bairro da Serraria (separado apenas por um grota do bairro pobre do Benedito Bentes). Como pequenos furtos, invasões a residências e assaltos começaram a aumenta na área de atuação da empresa vigilância, eles resolveram executar alguns moradores do bairro pobre, na tentativa de mostrar que qualquer um poderia ser o próximo.

Assim como no filme Tropa de Elite a polícia deixa de ser o órgão de segurança e passa para o lado do crime. Pois é, voltando ao ficção para mim, se o roteiro da versão 1 agradou por ser cheio de bordões pop, essa versão 2 bem mais politizada, vai agradar muito mais, fazendo com que as pessoas parem para pensar e refletir sobre temas que vão desde de Direitos Humanos, policias sociais e públicas, drogas e até a imprensa sensacionalistas – aquela que faz tudo por um boa notícia.

Sai do cinema cheia de reflexões, com um sentimento um tanto avassalador. É um filme que bate em muita gente e que vai causar impacto. Vale a pena assistir. Sai do cinema com vontade de quero mais, já que achei o enredo super bem amarrado!!!

sábado, 9 de outubro de 2010

Paz no trânsito será lembrada durante caminhada

Uma caminhada pela Paz no Trânsito está marcada para acontecer no próximo domingo (17), às 9h, com saída na Praça Multieventos, na Pajuçara. O movimento está sendo organizado por familiares do policial Federal, André Jerônimo Costa de Barros, morto em maio de 2009 após ser atingido por um carro conduzido por um motorista embriagado no Murilopolés.

A manifestação acontece com intuíto de lembrar a sociedade sobre a mistura perigosa entre álcool e direção, já que essa combinação pode tirar a sua vida e a de pessoas inocentes. Familiares de outras vítimas do trânsito também devem se reunir a caminhada, que pedirá punição aos motoristas álcoolizados responsáveis por acidentes.

Ainda em relação ao caso do policial Federal, está marcado para acontecer no dia 20, às 8h, o julgamento de Rafael Teixeira, motorista que atingiu com o carro Ford Ranger, André Jerônimo. Teixeira estava alcoolizado, não tinha carteira de motorista e foi acusado pelo dono do veículo de ter furtado o carro para comprar mais bebida álcoolica.

A esperança de todos é que esse caso não fique impune, como muitos outros. Quem sabe se houver rigor no julgamento, com a punição de quem se arriscou e tinha consciência de seus atos ao beber e dirigir, muitas outras mortes sejam evitadas. As pessoas só aprendem na porrada e por mais que saibam do risco, ao beber se encorajam e acreditam que nada de ruim vai acontecer, puro engano.

No dia do acidente, André Jerônimo seguia com seu veículo um Prisma no sentido contrário ao de Rafael Teixeira, que álcoolizado dirigia em alta velocidade, perdeu o controle do carro na outra via, capotou e só parou após atingir o carro do PF, que morreu na hora.

Hoje, o motorista está solto, esperando o julgamento em liberdade. O problema e que sinceramente não consigo entender, é que ele conseguiu tirar carteira de motorista mesmo respondendo por um assassinato no trânsito. Como um inconsequente, fato comprovado, pode está dirigindo por ai, colocando em risco a vida de outras pessoas? Espero que Justiça seja feita e que no dia 20 haja enfim, a devida punição.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Essa vida de jornalista...

Foto Alagoas24horas para no dia da rebelião

É cada coisa que jornalista tem que passar para conseguir uma boa notícia. Na última semana, fui enviada para fazer uma matéria no sistema penitenciário. Mulheres de presos estariam protestando na porta do presídio de segurança que deveria ser máxima, Baldomero Cavalcante, porque as visitas a seus familiares tinham sido suspensas. É claro, que quando se trata de notícia com pouco interesse de divulgação por parte de determinados órgãos a imprensa é literalmente repelida.

Falo isso baseada no que aconteceu neste dia. O protesto teria dito início por volta das 7h. Chegamos no presídio umas 9h. A rua pública que dá acesso a entrada do presídio e também a outros bairros da parte alta da cidade, estava bloqueada por agentes penitenciários. Arrogantes, eles disseram que não tínhamos autorização de passar pela barricada. O problema é que outros jornalistas já estavam na frente do presídio cobrindo a confusão.

Fiquei revoltada. Estavam dando preferências a uns e deixando os outros de fora. É claro que não ia sossegar ali. Junto com minha companheira repórter fotográfica Yvette Moura e o nosso motorista Sebastião, seguimos numa caminhada por dentro da Ufal – que fica ao lado do presídio. Entramos no prédio por uma brecha ainda na rua. Passamos por mato alto, estrada de barro e andamos um bocado. O pior é que eu estava de salto alto. Parecia uma andada infinita.

A cada passo que dávamos e nos aproximávamos da confusão meu coração acelerava. Sabia que a coisa estava fervilhando. Conseguimos alcançar nosso objetivo e podemos ver de perto o descaso com aquelas mulheres. Do lado de fora a desinformação e os estrondos vindos de dentro do presídio numa sequência que parecia interminável.

Enlouquecidas, elas tentaram quebrar as grades e invadir o presídio. Foram repelidas a base do gás de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha, que não pouparam se quer a imprensa que fazia a cobertura. Levei umas duas baforadas de gás de pimenta. Sensação terrível. As mulheres deram repostas, meteram pedra em cima dos agentes. Foi a maior confusão. Tenho que confessar, alguns momentos tive medo de sair machucada e deixei a linha de frente para não me arriscar.

Elas estavam sem notícias e nos jornalistas também. Apesar de estarmos vendo de perto a confusão, o corre-corre, a presença do Grupo de Ações Penitenciárias, tendo notícias vindas por telefones celulares ilegais de dentro do presídio e o pior, escutando as bombas e explosões vindas dos módulos penitenciários, ainda tivemos que ouvir da assessoria de comunicação e direção do Baldomero que estava tudo sob controle e não existia nenhuma rebelião.

Foi um dia cansativo e corrido. Cheios de histórias e experiências. E mais uma vez tive que ativar o senso crítico para filtrar o que ouvi, não acreditar em tudo que foi dito e ficar atento a todos os meus sentidos (muitas vezes o que vemos é mais forte do que as mil palavras ditas).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O dia depois da eleição...

Hoje Maceió amanheceu com um clima diferente. Passado o primeiro turno da eleição, restou muita sujeira nas ruas, poucos carros circulando – acho que as pessoas ainda estavam de ressaca das comemorações, e a expectativa para saber quem vai ser o futuro governador.

Sem dúvida o pleito desse ano foi uma espécie de caixinha de surpresa. Ele só foi mesmo decidido na reta final. As pesquisas, até aquelas mais corretas, acabaram se enganando. Houve renovação na Assembléia Legislativa, na Câmara Federal e no Senado. Novos nomes vão habitar o cenário político em 2010 e antigos nomes, acabaram ficando de fora.

Acho que a escolha do alagoano mostrou que não somos tão ingênuos e burros assim, como muitos pensavam. Para quem elegeu Tiririca em São Paulo e Romário no Rio de Janeiro, não estamos tão mal em colocar para o Senado novos nomes como Rosinha da Adefal e Rui Palmeira.

Essa eleição provou mais uma vez que política se faz com inteligência, dinheiro, um bom marketing político e com o contato direto com o povo. Quem pensava que já tinha vencido, caiu do cavalo e vai ter que ficar mais um tempo distante de Brasília. O que diria Heloisa Helena, ao iniciar uma campanha vitoriosa e perder de virada, para o fenômeno Benedito de Lira – o novo pop star da política local, com sua dançadinha ridícula.

O primeiro turno já foi. Passou. Agora nos resta pensar, pensar e pensar, para decidir em quem vamos votar no dia 31 de outubro. Temos duas escolhas importantes pela frente: uma o nosso futuro governador, que pode ser o mesmo que está há quatro anos ou o outro que passou oito anos no Poder. E a outra grande escolha é na política Nacional, quem será o nosso presidente (a)?

Vamos pensar e votar conscientes, afinal o voto pode pesar no futuro de todos nos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Operação de guerra será desencadeada para detonar minas em Maragogi


Uma verdadeira operação de guerra deverá ser montada para retirar seis minas marinhas que foram encontradas em Maragogi no último mês de junho. A ação está marcada para acontecer entre os dias 6 e 25 de outubro. Os seis artefatos juntos contêm cerca de 500 quilos de explosivos, que se por acaso forem detonados de uma única vez na superfície pode provocar a destruição do município.

Sinceramente, eu não queria está por lá nesse período. A Marinha, que fará todo o esquema de escavação, desativação, transporte e detonação dos artefatos descarta essa possibilidade de explosão coletiva. Eu com todo meu pouco conhecimento no assunto, não confio numa bomba, que provavelmente está enterrada no município há mais de sessenta anos.

Dizem que essas minas são da 2ª guerra mundial. O incrível é que a cidade foi construída em cima desses artefatos e só agora, eles foram descobertos e com a ajuda de pescadores antigos da região. Como existem explosivos ativos na mina, o mais seguro realmente seria a retirada e detonação posteriormente.

Uma entrevista coletiva – bem explicadinha, com todos os detalhes técnicos e informações necessárias e desnecessárias – foram passadas pela Capitania dos Portos, aqui em Maceió. O local onde as bombas estão deverá ser isolado num raio de 150 metros, para a escavação e desativação. A população deverá deixar suas casas e a região, já que quatro das minas estão em área urbana. A detonação acontecerá numa área afastada do Centro, num vale cedido pela prefeitura.

Vamos esperar que tudo corra bem. Porém, por mais que a Marinha queira passar segurança é bom deixar claro que o risco existe e é eminente. Na primeira mina encontrada, que foi detonada ainda em junho, um pino teria se rompido e ela teve que ser explodida antes de seu destino final, na areia da praia.

Em uma conversa em OFF com um militar do Bope, ele mesmo confirmou que esse tipo de ação é arriscadíssima e que na Alemanha, senão me engano, operação parecida correu tudo errado e as pessoas envolvidas acabaram morrendo. Para aqueles que gostam do paraíso Maragogi, indico ficar longe durante o período da retirada dos artefatos. Se correr tudo bem como esperamos, as minas marítimas deverão fazer parte da história do município numa exposição.

Só para completar um fato curioso sobre essas minas é que em junho quando a primeira foi descoberta, a população pensava que era uma botija de ouro. Os moradores caíram em cima da BOMBA, tentaram abri-la com uma picareta e por sorte não conseguiram. Alguém alertou que se tratava de um explosivo e o Bope foi até o local, mesmo tendo consciência que aquilo era um risco, as pessoas não acreditaram e acompanharam cada passo da detonação. Já pensou se explodisse?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A partir de hoje eleitor só pode ser preso em flagrante

A partir de hoje, uma Lei Eleitoral determina que até 48 horas depois do encerramento da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. Como acontece sempre em ano eleitoral, essa semana que antecede o pleito serve para os bandidos fazerem a festa.

A Polícia Militar disse que vai reforçar o policiamento, principalmente na capital. Porém, eu não acredito. O comando de policiamento da capital informou que vai realizar operações, blitz e abordagens durante toda essa semana, para tentar coibir o aumento da violência.

Minha experiência diz para a população ligar o alerta e ficar atendo para não acabar virando estatística de índices da criminalidade. Há oito anos, eu experimentei desse veneno chamado violência, quando os números não eram tão alto. Na véspera da eleição fui sequestrada na porta da casa da minha mãe. Por sorte e graças a Deus, não passou de um susto.

Dois homens armados, renderam o carro que me deixava em casa por volta das 3h. Eles foram rápidos e não deu tempo de arrancar o veículo antes da aproximação. Nos renderam, colocaram no banco de trás, e seguiram em dispara para um destino até então desconhecido. Os bandidos por mais ameaçadores que fossem, não mexeram na gente. Apenas faziam ameaças dizendo que se ficássemos quietos seria tudo tranqüilo, senão eles nos matariam.

A cada minuto dentro daquele carro passou um filme dentro da minha cabeça sobre a minha vida.Lembranças e lembranças. Achei que iria morrer. Pensei muito na minha mãe e na minha família. Nunca roguei tanto a Deus para ser poupada e acho que ele ouviu as minhas preces e me deixou aqui para contar história. Tudo de ruim que a gente escuta falar, pensei que eles iriam fazer com a gente.

Depois de cerca de 1 hora, eles nos soltaram em Satuba. Entraram num canavial, fugiram levando o carro e mandaram a gente correr sem olhar para trás. Nunca consegui esquecer aquele dia, nenhum detalhe.Por nossa sorte, fomos deixados próximo a fazenda Primavera, as pessoas foram ótimas, nos acalmaram e conseguimos pedir ajuda. Foi a pior experiência que pude ter.

Sem dúvida o trauma desse episódio me deixou mais calejada e atenda. Não sou uma neurótica, mas uma medrosa, que morre de receio de ver esse filme se repetir. O engraçado é que quando se aproxima essa época da reta final da eleição, o filme daquela noite volta todo na minha cabeça. Inclusive, já tive pesadelos com cenas parecidas se repetindo.

Diante desse medo, que deixa meu radar de alerta ligado, deixo minha atenção redobrada e digo a vocês, meus leitores que façam o mesmo. Não custa prestar mais atenção nas ruas e nas pessoas. Sem falar que é importante evitar se expor em horários e trechos poucos movimentados, nesse período. E se for vítima, não reaja. A vida vale mais do que qualquer bem material.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Filhos do crack: uma geração que nasce viciada


A droga, em especial o crack, já tomou conta de Alagoas e do Mundo. As proporções devastadoras desse entorpecente, que virou um problema de calamidade pública são gigantes e faz mais vítimas a cada dia. Na edição do último domingo de O JORNAL, tive a oportunidade de escrever sobre vítimas inocentes dessa droga, que acabam virando usuários sem querer.

Estou falando dos filhos do crack, uma geração de crianças viciadas, com problemas de saúde e comportamentais gravíssimos e que seguiram por uma vida inteira. Os bebês filhos de usuários são pequenos, com a saúde frágil, agitados, bastante desconfiados e carentes. Sem falar, que a droga que a mãe não consegue abandonar, acaba virando vício ainda dentro do útero.


As drogas passam da mãe para o feto basicamente através da placenta, a mesma via percorrida pelos nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do feto. A droga altera a função da placenta, reduzindo a troca de oxigênio e nutrientes, causando contrações forçadas e partos prematuros.
Para completar se após o nascimento, o consumo de crack continuar sendo feito perto do bebê e se o leite materno for repassado para ele, também podem causar problemas de saúde. Inclusive, algumas crianças quando retiradas do circulo onde conviviam, podem sofrer com abstinência pela falta da droga.

“O leite da usuária de droga é totalmente comprometido e acaba afetando o bebê, que passa a ser consumidor. Sem falar que utilizar droga próximo do recém nascido é o mesmo que o está drogando”, contou Mário Jorge, diretor médico do Hospital Portugal Ramalho. “Os sintomas nesse caso são de intoxicação como se elas fossem consumidoras. Sofrem problemas de humor, neurológicos, cardíacos e até podem ter abstinência. Sem contar, que o consumo excessivo, se a criança apresentar outras doenças pode acabar matando”.

A realidade de mães usuárias é grande e aumenta a cada dia.O crack vicia de uma forma que o usuário perde totalmente os sentidos, os limites, o amor a ele e ao próximo. Então durante a gestação de um filho não desejado, acabam perdendo os limites e se drogando como se a vida do bebê não dependesse da saúde da mãe.

Durante a entrevista encontrei algumas dessas mães, que hoje estão se tratando, tentando deixar o vício por amor a seus filhos.
Conversei com quatro mulheres, a maioria com filhos de menos de um ano, que se drogaram durante a gravidez e durante a amamentação. As histórias dessas mães se repetem, elas começaram a se drogar adolescentes, engravidaram sem querer e só após conhecer os filhos resolveram tentar largar o crack. Histórias de amor verdadeiro e de muita força de vontade. Quem quiser conhece-las pode acessar no site (http://www.ojornalweb.com/2010/09/26/ojornal-edicao-digital-26-de-setembro-de-2010/) a matéria está lá na integra.

Ao conhecer essas histórias dos filhos do crack tenho que confessar, me assustei ao ver o estrago que essa droga pode causar na vida das pessoas, em especial dessas crianças. É necessário tratamento urgente para essa população de viciados, que a cada dia aumenta mais e faz vítimas mais novas. Sem centros de tratamentos essa população vai morrer cada vez mais cedo e terá ainda mais problemas de saúde. É necessário atitudes emergenciais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Orientação de como denunciar no MP

Boa tarde queridos leitores. Venho hoje tentar dar uma orientação, sobre um recente texto que escrevi aqui com o “título: a fábrica de multas da SMTT”. Como algumas pessoas me pediram explicações de como proceder para ingressar com uma denúncia no Ministério Público Estadual, entrei em contato com a assessoria de comunicação do órgão que me deu uma breve orientação. Vou tentar passar para vocês agora e espero que funcione.

Pelo que fiquei sabendo o caminho para tentar retirar a multa irregular, é claro senão conseguir via SMTT que deve ser o primeiro passo, é ir até o MP, localizado no Poço, próximo ao Riacho Salgadinho, com toda a documentação – com multas, comprovações de irregularidade e documentação particular - e pedir para fazer uma ação civil pública contra o município.

A Promotoria que está investigando as denúncias de cotas de multas e punições irregulares é a Fazenda Pública Municipal, com a promotora Fernanda Moreira. No MP deve seguir até essa promotoria, fazer a denúncia e aguardar. Segundo informações da assessoria de comunicação do órgão quanto mais pessoas denunciarem, mas rápido o MP poderá tomar as providências, invalidando as multas se a punição for mesmo errada.

A assessoria disse ainda, que o MP não entra em defesa de uma única pessoa, mas de várias e para o bem comum de todos em prol da sociedade.

Por coincidência entrevistei hoje o superintendente da SMTT, Jorge Coutinho, que não falou diretamente sobre o assunto. Ele disse não saber o número exatos de multas aplicadas nos últimos meses e que as pessoas que quiserem recorrer devem procurar o órgão em tempo hábil de até um ano após a multa – senão me engano. Ele falou que se a multa for irregular é retirada, sei de vários casos que isso não acontece.

O negócio é ir mesmo atrás do MP e esperar que seja feito algo. E aqueles que não andam na linha, vamos brincar de tentar andar. Falar no celular, falta de cinto de segurança, não uso da cadeirinha e bebida alcoólica na direção são riscos preocupantes, alguns aumentam o risco de acidentes e outros diminuem o risco de morte. Vale ficar atento já que estamos na semana de trânsito!!!

sábado, 18 de setembro de 2010

Não aguento mais eleição...

Olha o poste que eu falei...

Não vejo a hora dessas eleições acabaram. Acredito na legitimidade do processo, mas vamos respeitar, essas eleições estão “nojentas”. Digo isso por vários motivos e o primeiro deles é o fato dos candidatos estarem mais preocupados em atacar seus concorrentes com críticas, do que falarem de suas propostas. Sem falar no caos que as cidades ficam com a invasão dos políticos: uma sujeira geral.

Maceió nunca esteve tão imunda, como está nesse pleito. Não sei o que é pior, se é a tortura visual ou a sonora. Minha gente, em toda esquina é uma musiquinha irritante, pessoas panfletando, sem falar das faixas, placas e bandeiras por toda parte. Tem pontos que é uma confusão, uma mistura geral de candidatos-concorrentes tentando se promover.

Para completar, agora a nova moda é receber proposta nos sinais para colar adesivos dos candidatos nos carros. Por aqui, em cada esquina – um pertinho do outro – ficam os correligionários oferecendo e insistência gigante, que só faltam colar apulso. O pior é que esse pessoal não satisfeito ou doidos para se livrar dos adesivos, ainda sujam a cidade.

Essa semana fiquei impressionada com um poste, no Barro Duro. Tive que tirar uma foto para trazer para vocês. São mais de vinte adesivos colados, de candidatos para todos os cargos. O pior é que sabemos que a eleição vai passar, mas a sujeira vai ficar. Achei de péssimo gosto esse tipo de prática, como a maioria dessas eleições. Quando acabasse o pleito, aqueles que colaram deveriam voltar aos postes, muros e outros lugares, para limpar a sujeira deixada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

As lembranças que fazem parte da minha vida...


Que saudade. Foi exatamente isso que senti ao entrar nas portas do lugar onde passei a maior parte da minha infância e adolescência. Onde me descobri e aprendi um pouco de tudo que sou hoje. Estou falando do retorno ao colégio onde estudei a maior parte da minha vida, afinal foram onze anos só no Marista.

Dessa vez, fui a trabalho. Mas a sensação que tive foi incrível, parecia que eu tinha 15 anos e estava chegando para mais um dia de aula. Uma emoção enorme tomou conta de mim. Me senti novamente em casa. Aquele ambiente continua tão presente na minha vida, que se torna mesmo após dez anos, ainda bastante familiar. A vontade que senti foi a de sair correndo e brincando por aqueles corredores.

Passei no colégio menos de uma hora, mas a rápida passagem de olhar por cada canto, me trouxe à memória uma das melhores épocas da minha vida. Era feliz e não sabia. Em minutos pude voltar a minha infância onde corria pelo campo e pelas quadras, onde vi as reformas que deixaram aquele colégio ainda maior; e pela minha adolescência onde perambulava pelos corredores fofocando, paquerando e curtindo as mudanças de humor, peculiar à idade.

Sem dúvida, o Colégio pode ter mudado suas formas de educação ou ter diminuído seus números de alunos, mas para mim continua sendo um lugar especial. Aquele canto que sempre vou chegar e me emocionar...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vale ficar atento: estuprador vem atacando no Barro Duro


Depois de quase um mês que um homem moreno, estatura baixa, aparentando ter entre 30 e 39 anos, atacou uma mulher no Barro Duro, a Polícia Civil divulgou o retrato falado do estuprador. A abordagem do criminoso foi filmada pelo circuito de câmeras de segurança de uma casa que fica na rua do ataque e mostra a frieza e rapidez que esse tipo de crime acontece.

Estava tudo calculado. Para o bandido seria o plano perfeito. Ele aproveitou uma manhã de domingo para agir. A vítima era uma jovem de 22 anos, que seguia para o trabalho em supermercado no Barro Duro. Ela sempre fazia a mesma rota, no mesmo horário. Ciente disse o criminoso só esperou o melhor momento para atacar e isso aconteceu às 5h30 do dia 29 de agosto.

O que o bandido não esperava é que tudo seria filmado – menos o estupro. A filmagem mostra o momento que ela chega na rua, ele sentando na calçada para esperar a vítima, a aproximação numa simples conversa, até a abordagem com uma faca. A mulher foi obrigada a ir para um terreno baldio, onde em menos de dez minutos foi violentada.

No final das imagens o homem aparece correndo deixando o local e a mulher, mas uma vítima da violência sexual, desesperada. Conversei com familiares da moça, que estavam revoltados com o crime. O bandido armou tudo e sabia exatamente como agir. Como era cedo e dia de domingo, a rua estava fazia. A vítima despreocupada seria o alvo perfeito e acabou sendo.

O que resta agora é esperar e torcer para que a instituição policial funcione e consiga prender esse homem doente. A informação dos moradores da região é que esse não foi o primeiro crime no bairro. Violência sexual é um dos crimes que mais menosprezo. Forçar uma mulher a fazer sexo sem vontade é uma atitude para os fracos, covardes, doentes. Pobre da moça, estava indo trabalhar, tenho certeza que jamais passou na cabeça dela que isso poderia acontecer.

Deixo a imagem do retrato falado feito pela Polícia, para quem sabe alguém que saiba informação sobre esse “monstro” possa denunciá-los. Os números para informações são: Disque Denúncia da PC 0800.284.9390 ou pelo telefone da Delegacia da Mulher 3315-4976

sábado, 11 de setembro de 2010

Onze de setembro...

A desgraça do americano é se achar melhor do que o resto do mundo, só pode ser isso. Hoje, completam nove anos do ataque ao país, onde centenas de pessoas foram mortas, por terroristas no ataque as Torres Gêmeas e a sede do Pentágono. Invés do povo está lembrando e lamentando a perda de tantas pessoas, alguns deles foram as ruas para queimar e rasgar o Alcorão – livro sagrado do mulçumanos.

Segundo as notícias nacionais além do pastor que ameaçou fazer uma fogueira com Alcorões – que não passou de ameaças - um outro resolveu queimar as páginas do livro sagrado do islamismo próximo ao local onde ficavam as torres Gêmeas. Os protestos não pararam, um grupo de “Católicos” se reuniram em frente a Casa Branca para rasgar as páginas do livro, alegando que queriam acabar com a farsa de que o Islã é uma religião pacifica.

Vamos e convenhamos, os americanos são pacíficos? Um país que cansou de se meter na guerra alheia, que vive querendo explorar os outros países em busca das riquezas naturais, onde “assassinos” de vez e sempre, entram em escolas, casas, lugares públicos com armas na mão matando meio mundo de gente inocente. Como se falar de passividade num lugar desses!!! Não existe como...

Não estou aqui para justificar ou defender os terroristas. Na época dos atentados, lembro-me bem do temor que senti do nosso Brasil também ser vítima da crueldade de alguns “loucos” que lutam por uma causa que apenas os convém. Lamentei bastante o acontecido. Mas, o que quero falar é mesmo sobre a falta de sensibilidade de alguns americanos, que não veem a confusão que podem criar com atitudes de intolerância religiosa como essa.

Assim, como não podemos generalizar que os americanos são autoritários, se acham os donos do mundo e tem um “Q” de malucos, também não podemos apontar todo Islã como terroristas. Acho que esse 11 de setembro, data tão marcante para eles e para o Mundo inteiro , deve servir para se repensar atitudes e posturas.

Acho que com esse atentado o orgulho americano, que sempre se achou intocável foi o realmente afetado. Tenho cá minhas dúvidas se a dor desse povo é mesmo pelas vidas perdidas ou se é apenas pelo patriotismo atingido. Eles estariam fazendo muito mais se deixassem esse fanatismo de lado e se preocupassem em fazer atitudes de como quebrar essa imagem de país "odiado", que existe em vários lugares do mundo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Coisas da internet...

Nas minhas futucadas pela internet, achei umas imagens que achei super interessante. Enquanto todos nos desde criança, nos acostumamos com a bela imagem das princesas Disney - bonitas, de pele clara e magrinhas, corpo de modelos- uma artista norte americana criou uns desenhos diferentes: as princesas versão gordinhas.

Cinderela, Branca de Neve, Bela – de o Bela e a Fera, e Jasmine – de Aladdin, possam nos modelitos típicos dos desenhos, só que em tamanho GG. Achei fantástico as criações, até porque a vida não é feita apenas de mulheres magras e de corpo escultural. Já basta dessa coisa de viver na guerra pela beleza.

Deixo para vocês os desenhos Disney em versão fofuxas...








quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Jangada acessível: uma idéia legal...


Um dos mais bonitos cartões postais de Alagoas está acessível para todos. Esse ano, o passeio pelas piscinas naturais de Pajuçara ganhou duas jangadas, feitas especialmente para transportar portadores de deficiência física e mobilidade reduzida. O sonho de entrar no mar se tornou realidade para muitos que não se sentiam seguros na jangada normal.

No último mês de agosto foi lançada a segunda jangada acessível e a previsão é que até o final do uma terceira fique pronta. As jangadas que foram batizadas como Acessibilidades I e II são mais largas do que as tradicionais. Elas tem 6,45m de comprimento e 1,98m de largura e pode comportar até seis pessoas, sendo duas utilizando cadeiras.

Para completar as cadeiras e o espaço para os cadeirantes ficam seguros por uma cancela, que deixa as viagens de jangadas mais estabilizadas. Sem contar que para o cadeirante ter acesso a jangada ele passa por uma esteira de bambu e depois é levado pelos jangadeiros, que receberam treinamento na Adefal de como transportar de forma correta um cadeirante.

Eu achei a idéia sensacional. Poder proporcionar aos deficientes físicos e pessoas com pouco mobilidade esse tipo de atividade é incrível. Sabemos bem dos problemas enfrentados por eles, numa cidade com pouca opção e despreparada para atender suas necessidades.

A criação dessa jangada é mais uma prova que idéias criativas podem fazer a diferença na vida de muitos... Sem contar que é importante que o Poder Público pare e analise idéias como esta, para promover uma cidade mais justa e equiparada para todos. Afinal, somos todos cidadãos e pagamos nossos impostos.

Ah, indico o Passeio para as piscinas naturais a todos. O lugar é lindo e mágico. Ver a orla de Maceió de dentro do mar é simplesmente fantástico.


terça-feira, 7 de setembro de 2010

SMTT e sua fábrica de multas

Foto gazetaweb.com

Até que enfim alguém resolveu tomar as providências contra a fábrica de MULTAS da SMTT. O Ministério Público Estadual ingressou com uma ação civil pública para apurar as denúncias sobre irregularidades no serviço dos Guardas Municipais – que não podem multar – e da história que eles tem cotas para cumprir na aplicação das multas.

Tenho certeza que a maioria dos maceioenses ou quem circula por aqui, já recebeu alguma multa. A maioria trata de avançar sinal vermelho, uso de telefone celular na direção, falta de cinto de seguranças e estacionamento irregular. Tudo sem prova alguma que aponte a irregularidade e sem muita chance da pessoa multada contestar.

A denúncia do MP é clara. As multas são irregulares. Os guardas municipais não são autoridades de trânsito, com isso não podem multar. As multas acabam inválidas e caracteriza desvio de função. Para se tornarem regulares, seria necessária a realização de um concurso público, contratando novas pessoas para o cargo. A função dos guardas é apenas proteção e zelo ao patrimônio municipal.

Sem contar que a SMTT não analisa a defesa prévia dos multados, obrigando as pessoas a pagarem suas multas de todo o jeito. E a pior denúncia de todas, fica por conta da suposta fábrica de multas, com as cotas que os guardas devem cumprir por dia, para garantir determinados direitos como é o caso do vale alimentação. Os próprios guardas teriam admitido isso para o MP.

Enfim... É necessário mudança já. Os cidadãos estão cansados de serem explorados. Ninguém aguenta mais essa situação. Chega a ser absurdo a roubalheira que a SMTT se tornou. E o pior é que as pessoas só pagam, benefícios nada. Maceió tem um trânsito caótico, asfalto esburaco... Só problema! Desse jeito não dá!