domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ossos do ofício...

Foto do acidente...


Tarde de domingo. Estávamos voltando para casa, quando mais uma vez nos deparamos com um acidente. Luiz estava saindo de um plantão de oito horas, em substituição de um companheiro bombeiro. Seguíamos pela orla de Ponta Verde, e eu vinha tentando explicar para Maria Eduarda – minha priminha de quatro anos – o que os bombeiros fazem. Não sabia eu, que ela teria uma demonstração na prática.

Enquanto eu discursava para pequena que os bombeiros eram os heróis que salvavam vidas, Luiz comentava: - Tem bronca ai na frente. Ele não estava errado. Era uma colisão de um carro com uma motocicleta, onde o motorista da moto estava ferido no asfalto.

Nesse momento mil coisas vem a cabeça. Na da jornalista passa logo: NOTÍCIA (mas, como estou de folga acabo tento que me contentar apenas com o ver); na cabeça do bombeiro: SALVAR VIDA.

Sem contar naquela dúvida que sempre bate, será que devemos parar ou seguir direto para casa... Enquanto isso o trânsito foi fluindo, e nos aproximando a cada segundo do acidente. Não vou negar que fico sempre na expectativa para saber o que bombeiro vai decidir... Bate aquela torcida do PARA!!! E ele nunca me decepciona...

Assim como fez desde o primeiro acidente que nos deparamos, é olhe que já foram muitos, ele decidiu ajudar a vítima com os primeiros socorros. Acho incrível a generosidade dele. Não titubeia, não importa o momento. Decidido ele desce do carro, saca logo o celular para pedir o apoio da guarnição mais próxima, se equipa apenas com uma luva, e como um herói vai dar a segurança que o ferido precisa naquele momento.

Muitas vezes sua presença serve apenas para checar o estado de saúde e afastar os milhões de “sabem tudo” que sempre aparecem dando pitaco. Mas, não vou negar que é nesse momento que o meu orgulho e minha admiração crescem.

Assim como faço todas as vezes, desço do carro e vou tentar acompanhar o trabalho dele mais de perto. Hoje, levei a Duda para vê-lo em ação. Como eu, os olhos dela brilhavam ao ver o Luiz agachado fazendo o primeiro atendimento. Durante todo o tempo ela dizia: - Ele tá salvando a vida é? E eu completando a minha explicação sobre o que é o trabalho do bombeiro dizia: - É Duda, ele tá salvando a vida do homem.

Essa nossa aventura não durou dez minutos. Logo a equipe do Corpo de Bombeiros chegou cheia de gás, e pronta para socorrer o homem – diga-se de passagem, estava embriagado. Voltamos os três para o carro com os sentimentos RENOVADOS. O Luiz acredito eu, com a sensação de dever cumprido; eu com todo meu ORGULHO, RESPEITO E ADMIRAÇÃO; e a Duda, ahhh, a Duda, acho que ainda mais CURIOSA e cheia de porquês!!! O que nos restou no caminho de volta foi tentar respondê-los...


AH, MAIS UMA COISA... Galera, álcool e direção não combinam... Vamos se ligar!!!

2 comentários:

  1. Amiga, primeiro, parabéns pela iniciativa do blog, meta bronca. Já estou o seguindo. E sobre o trânsito em Maceió tenho um comentátios: o motorista maceioense é imprudente, desligado e irresponsável! Aff, é cada uma que vejo diariamente...

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  2. wow! que delícia de estréia, Layrita.
    esta combinação JORNALISTA+BOMBEIRO (e ainda por cima, ÁGUIA!), com certeza vai nos render ótimas histórias. principalmente quando a Duda estiver por perto (crianças são apostas certeiras de ternura, alegria e beleza): fiquei imaginando a carinha de curiosidade e admiração dela ao acompanhar o Luiz "salvando a vida" do homem. Fantástico!
    estou me tornando uma seguidora e, com certeza, voltarei com frequência a este cantinho cor-de-Rosa.
    bjos.
    MM.

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