quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ler faz bem a alma...

Tenho uma meta para 2010. Ler pelo menos doze livros, isso quer dizer que pelo menos um por mês. Decidi isso desde o inicio do ano por acreditar que precisamos nos enriquecer com os conhecimentos passados por uma boa leitura. Um livro além dos encher nossas vidas de boas idéias, ainda deixa nosso vocabulário rico. Um bom livro nos faz pensar e refletir.


Minha meta está em andamento. Apenas esse ano já consegui ler cinco livros, já ultrapassei a média de um por mês. E pretendo continuar lendo mais e mais. Na minha lista já tenho três a espera. Aceito sugestões de boas leituras e deixo a baixo algumas sugestões para vocês. Como tenho um problema grave, não gravo os nomes e nem os autores. Só consigo mergulhar nas histórias, mas separei alguns dos meus favoritos.


Gosto de ler sobre tudo. Vou do romance ao livro que contesta a história do Brasil. Do jornalismo ao dia a dia policial. Em cada um deles, busco colher todos os detalhes que servirão para o meu dia a dia. Sem dúvida a leitura é um dos meus robbes preferidos, junto é claro com a música que adoro.


A leitura é estimulante. Assim como acontece com as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Os livros colocam-nos em outros tempos, outros lugares, outras culturas. Os livros colocam-nos em situações e dilemas que nós nunca poderíamos imaginar que encontrássemos. Os livros ajudam-nos a sonhar, fazem-nos pensar.


Quando estou lendo, esqueço do resto mundo. Junto com a leitura me tele transporto para a história e me sinto parte dela, imaginando cada personagem, cada situação e cada pensamento. Isso me faz sentir mais vontade de continuar lendo. Quando o livro é bom mesmo, em uma semana já o devorei por inteiro. Não consigo parar de lê-lo.


Sem dúvida ler é essencial. Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e experiências com as dos outros. No final de cada livro ficamos enriquecidos com novas experiências, novas ideias, novas pessoas. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios.


Para aqueles que não tem o habito de ler, indico testar. Comece com um livro simples, de uma linguagem rápida e que tenha um assunto que o interesse. Sem dúvida se você tiver a imaginação fértil conseguirá ir longe e ter momentos de muito prazer.


Já dizia Carlos Drummond de Andrade: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça a quase totalidade não sente esta sede”.


Mário Quintana foi ainda mais longe, ao colocar que “Qual longa, qual nada! A melhor ginástica respiratório que existe é a leitura, em voz alta, dos lusíadas”... Ler é muito bom e faz vem a alma...


SUGESTÕES PARA LEITURA:

1.Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – autor: Leandro Narloch

2. Jornalismo Literário – autor: Felipe Pena

3. As lições de Chico Xavier – autor: Marcel Souto Maior

4. As vidas de Chico Xavier – autor: Marcel Souto Maior

5. Por trás do véu de Ísis – autor: Marcel Souto Maior

6. Se abrindo para a vida – autor: Zíbia Gasparetto

7. O menino do Pijama listrado – autor: John Boyne

8. O monge e o executivo – autor: James Hunter

9. A cabana – autor: Willian Young

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aventura na mata...





Não sou uma pessoa muito chegada a aventuras, ou melhor, não era. A convivência com um Bombeiro acabou me deixando mais radical. São tantas histórias, tantas emoções, que muitas vezes ficava imaginando como me sairia em algumas ocasiões. Há pelo menos cinco anos sempre escuto histórias sobre sobrevivência na mata, acampamento até que chegou a oportunidade participar de um.


É claro que não passei nenhuma necessidade até porque não me arriscaria. Mas, acabei topando acompanhar um treinamento feito pelo Luiz e pela tenente Viviane Suzuky em Arapiraca, no qual teria uma breve sobrevivência na mata. Durante todo o tempo fui acompanhada de perto pelos olhos de águia do marido, passei um dia diferente.


Viajamos ainda cedo. O curso seria ministrado para uma turma com pessoas de várias cidades do interior sobre Primeiros Socorros e ainda com direito à Sobrevivência. Pela manhã tudo correu bem. Acabei ficando como telespectadora e aprendi algumas dicas de como devemos proceder para um primeiro atendimento. Mas, apesar de ter uma noçãozinha não teria coragem de mexer numa pessoa ferida.


Enfim, mas depois de várias dicas chegou o momento tão esperado: A MATA. Fomos preparados. Levamos barraca, saco de dormir, comida para pelo menos um batalhão, o repelente é claro e sem falar na roupa confortável e que evitasse deixar o mínimo de partes descobertas. Tudo para evitar as picadas dos mosquitos.


Saímos com um destino, mas depois da ajuda de um motorista mala acabamos indo para outro totalmente diferente. Imaginem só um cara totalmente folgado que colocou defeito durante toda a viagem de Arapiraca para Jaramataia. Foram quarenta minutos, com vontade de mandá-lo para o inferno.


Sem mais nem menos o cara se rebelou e mandou o povo descer, dizendo que seu contrato só iria até ali. Foi então que encontramos uma alma caridosa que nos alojou. A área aparentava ser legal para as instruções. Os alunos que pagaram para “sofrer” foram para uma área de mata fechada, tiveram que limpar o mato para montar acampamento, sem falar da comida que tinha hora marcada para acontecer.


Enquanto isso, montamos nosso acampamento numa área mais distante. Apesar do desconforto de não estar na minha cama, achei super divertido aquele momento. Nem liguei para os sons produzidos pelos grilos e nem muito menos pela presença insistente de umas lagartas que caiam de uma árvore nos pegando de surpresa.


Os alunos sofreram mesmo a sobrevivência, comparando com eles me senti numa área de luxo. Com direito a fogueira, água quente para o miojo, achocolatado, e ainda, a cobertura contra o frio. Acompanhei ainda alguns momentos do treinamento do grupo na mata, das dicas de sobrevivência, mas o sono acabou batendo e acabei me rendendo a barraca.


O sono foi até tranquilo. Acordei algumas vezes durante a noite, mas nada anormal. Estou sinceramente pronta para a próxima aventura. Pela manhã, apesar de ser um domingo acabei madrugando, seis horas já estava de pé, pronta para acompanhar o restante do treinamento. Foi divertido ver o pessoal ralando... Descobri um lado malvado que ainda não tinha sido explorado.


Deixando o treinamento de lado, o local onde nos alojamos é lindo. Tinha algumas árvores que mostravam exatamente a mistura das vegetações da Zona da Mata com o Sertão. Já fui logo imaginando a possibilidade de voltar ali, mas da próxima vez como jornalista para fazer uma reportagem bem legal.


Enfim, adorei a experiência e prendendo sim, mesmo não sendo lá uma pessoa muito radical, voltar a fazer novas aventuras como está. Foi um fim de semana super divertido. Ah, antes que eu esqueça a instrução do Luiz e da Suzuky foi ótima. Pelo menos eu adorei...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

As drogas venceram mais uma vez...


Estamos perdendo mesmo os nossos jovens. Todos os dias vemos nos noticiais e eu vou em busca dessas histórias, de jovens que morreram de alguma forma por causa das drogas. Seja por acerto de contas do tráfico ou até mesmo por depressão causada pelo envolvimento com esses entorpecentes. Eles estão morrendo e cada dia mais e mais.


Hoje, mais uma vez fui fazer uma matéria sobre essas tragédias da vida. Agora, a vítima foi o filho de um delegado “das antigas” que acabou se matando – cortou os pulsos – depois de usar uma super dosagem de crack, cocaína e até do anabolizante potenay. O jovem de apenas 23 anos foi encontrado morto sem roupa na suíte 17 do Golden’s Motel, em Jacarecica, depois do gerente do estabelecimento desconfiar da falta de contato dos membros do quarto.


Infelizmente, tive o desprazer de ir conversar com o pai dele, o delegado Tarcizo Vitorino numa situação como essa. Soube que ele é bastante rígido no exercício de sua função e teria sempre cobrado do filho que largasse o vicio. Depressivo, o jovem até tentou. Entrou nos narcóticos anônimos, fez várias viagens para fora do Estado e até deixou de usá-las, mas acabou tendo uma recaída e não suportando a pressão se matou.


A conversa com o delegado aconteceu no IML, enquanto ele aguardava a liberação do corpo. A dor estava vestida no rosto daquele homem, que deve estar acostumado com a morte dos outros. Senti tanto por ter que incomodá-lo naquele momento, mas tinha que fazer e fiz o mais rápido que pude.


Simples, ele me disse em poucas palavras que “a morte do meu filho foi um tragédia anunciada. Ele tinha depressão e vinha se tratando com psicólogos e psiquiatras. Chegou recentemente de um desses tratamentos em São Paulo. Mas, não teve jeito. Fizemos o que podíamos fazer”. Pelos cantos, aquele homem sério sabia que tinha perdido a luta contra as drogas.


Quantos outros casos como esse não se repetem todos os dias? A maior parte dos jovens que morrem são derrotados pelas drogas de alguma forma. Esse problema já invadiu a sociedade moderna. Está na periferia e nos prédios de luxo da Ponta Verde. E não importa quem seja, entrou, corre um sério risco de sair perdedor. O pior é que quem perde não é só quem entra, mas todos que estão em sua volta. Famílias inteiras são destruídas por esse mal.


Acredito que não tenha receita para conseguir deixar o vício. Quem tem dinheiro manda logo para uma clínica de reabilitação, mas quem não tem, fica a mercê dessa doença. Sem falar que senão existir força de vontade e muita fé em Deus, a “cura” se é que ela existe, nunca vai acontecer. É preciso preencher a vida com alguma coisa e eu indico o amor. Principalmente, o amor pela vida.


Eu como sou muito medrosa – e agradeço a Deus por isso - sempre preferi manter-me longe desse mal. Gostaria que as pessoas fossem assim como eu e que evitassem também. Existem mil outras formas de se viver intensamente e não precisa ser dentro do mundo das drogas. Ainda acredito que NÃO ENTRAR é a melhor forma de NÃO SE PERDER. A vitória já está em nunca se envolver.


É lamentável essa situação. É sem dúvida um problema que o poder público precisa resolver com ações mais rígidas e eficazes. O combate mais intenso pode ser um bom começo. Mas, acredito que dentro de casa a situação também pode ser revertida. Boas conversas instruindo sobre o mal das drogas e o risco de um envolvimento podem ajudar a evitar essa situação. Acredito que a atenção e o amor são bons aliados nessa guerra.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do índio... Eles tem mais o que reclamar do que comemorar!

Foto Internet

Hoje é Dia do Índio. E como não podia ser diferente me incumbiram para uma matéria especial sobre esse povo que luta para manter suas crenças e sua cultura. Essa não é a primeira vez que conto a história de índios, já falei sobre educação, festejos religiosos e saúde. Só que dessa vez a minha missão foi outra e ainda foi dividida. Viajei o Estado de canto a canto em companhia de minha pupila, pelo menos é assim que venho chamando a futura jornalista Fabyane Almeida, estagiária de O JORNAL.


Ela foi quem sugeriu a pauta e como seria sua primeira matéria de domingo, me escalaram para ajudá-la no que fosse necessário. A idéia éramos localizar e contar a história das aldeias indígenas alagoanas que terão suas terras invadidas e tomadas para que a duplicação da rodovia Federal BR-101, prevista para começar agora em maio, aconteça. É a perda, pelo progresso –ou pelo menos é assim que o Governo Federal chama a obra.


Em dois dias viajamos de um lado a outro de Alagoas. Primeiro fomos para São Sebastião e Porto Real do Colégio, cidades que ficam próximas ao Rio São Francisco. Em seguida para Joaquim Gomes, já do outro lado do Estado na Zona da Mata. Dessa vez a nossa aventura foi para conhecermos como vivem e o que esperam da duplicação os Wassu-Cocal, Kariri-Xocó e Karapotós.


Eles já não vivem mais no meio do mato, assistem TV, tem acesso a Internet, antena parabólica, sofrem com problemas dos “brancos” como alcoolismo e drogas, mas mesmo assim, ainda tentam de todas as formas manter a cultura de seus ancestrais viva. E o que é mais interessante, há vários séculos continuam enfrentando o mesmo problema: a falta de terra.


Com a duplicação, casas, árvores centenárias, açudes, escolas e pontos comerciais precisaram ser removidos para a construção de mais duas faixas para o fluxo de veículo. O mais interessante é que território é protegido pelo Governo Federal e ele mesmo é quem vai mexer nesse local.


É na margem da rodovia que muitas famílias tiram o sustento vendendo frutas, verduras e artesanato. Foi ainda ao longo da BR-101, que a vida das aldeias foi desenvolvida com a construção de casas e escolas. Essa não é a primeira vez que eles são obrigados a deixar suas áreas, há mais de cinquenta anos quando a via foi construída eles tiveram que deixar seus lares e não receberam a indenização desejada.


Cada tribo sofre com uma problemática de acordo com sua região. Os Wassu Cocal que ficam localizados no município de Joaquim Gomes serão os mais atingidos com a duplicação da rodovia. No projeto do DNIT serão removidas 250 casas, mais de seis quilômetros de árvores frutíferas, três escolas construídas recentemente para repassar os ensinamentos indígenas, vários estabelecimentos comerciais, além da mudança do Rio Capim que serve para a pesca da aldeia.


Foi muito comovente ouvir a história dos moradores dessa tribo. Nessa aldeia o desespero das pessoas era visível apenas ao tocar no “nome” duplicação. Os olhos da maioria dos índios que terão que deixar suas casas chegava a ficar perdido no horizonte ao pensar no futuro. Em um dos relatos que ouvimos uma índia lembrou do umbigo da filha mais velha que está enterrado no quintal de casa o outro, da jaqueira que sustenta sua família o ano inteiro e que terá que ser derrubada. O clima é de expectativa e eles sabem que se trata de uma batalha perdida, que ao sinal do DNIT é só desocupar suas casas e esperar a mudança.


Mas não pensem que a luta vai ser entregue de bandeja. Eles estão com uma série de reivindicações e garantem que a duplicação só irá acontecer após elas serem atendidas. Os índios querem uma indenização justa, a construção de ciclovias e locais para travessia – já que eles temem atropelamentos -, a construção de casas e ainda, a liberação de territórios que estão na dependência da FUNAI.


A expectativa é que as obras da rodovia comecem em maio, mas devem parar a sete quilômetros antes das aldeias. Eles só poderão fazer a construção na região depois que todos os questionamentos estiverem resolvidos. Essa foi uma vitória dos índios.


Mas as lutas continuam. Acredito que hoje, Dia do Índio eles não tenham muito que comemorar, mas muito mais para reivindicar. Durante a nossa matéria conversamos sobre tudo e não era surpresa saber que eles sofrem com a falta de médicos, de medicamentos, escolas preparadas para o ensino indígena e outros milhões de problemas.


Da primeira matéria que fiz com eles há uns três anos até hoje, os problemas continuam sendo os mesmos. Mudam governantes e os índios continuam sendo deixados de lado. É uma pena que esse povo sempre precise está lutando para serem lembrados.


OBS: Ah, em relação a minha pupila com sua primeira matéria, acredito que ela tenha ficado satisfeita, pelo menos a emoção estava nos olhos dela hoje pela manhã ao comentarmos a publicação de ontem. Para um estudante ou jornalista é sempre uma alegria ver seu nome nas páginas é o reconhecimento do seu trabalho. Muitooo bom!


domingo, 18 de abril de 2010

Até quando a pedofilia vai existir?

Quantas coisas num único fim de semana. Enquanto Alagoas pega fogo com a visita da CPI da Pedofilia com confissões de levantar os cabelos e assustas criancinhas, o Papa Bento XVI numa atitude inédita viajou para Malta e se encontrou com oito vítimas de padres pedófilos. E o mais incrível, reconheceu que o erro existe e admitiu sentir-se envergonhado.


Uma atitude de um pontífice que vive num mundo diferente, onde os temas precisam ser explicados, esclarecidos e mostrados. Já que com as diversas formas de tecnologia não adianta mais a Igreja fechar suas portas e fingir que nada está acontecendo.


Infelizmente, a pedofilia é um problema grave e que sabemos bem não atinge apenas a Igreja Católica, mas toda a sociedade. Hoje em dia, temos que cuidar das nossas crianças e sempre ficar de olhos bem abertos por que o perigo pode morar ao lado. Quando comento o caso da Igreja é porque confiamos – digo os católicos – na instituição que muitos acreditam que naquele local não deveria existir o pecado, pelo menos por parte dos seus integrantes.


Achei super interessante a reportagem que li no G1 que falava com o nosso Papa estava bastante comovido com o encontro e com as histórias que ouviu. Ele teria rezado com as vítimas e familiares e assegurado que a Igreja está fazendo e continuará fazendo tudo o que estiver a seu alcance para investigar as acusações, para levar à Justiça aos responsáveis pelos abusos.


Tenho certeza que depois desses inúmeros escândalos as coisas deverão mudar. A atitude do Papa já mostra isso. Sinceramente, ele me surpreendeu, principalmente por todas as suas posturas rígidas. Foi um belo ato. Em uma das minhas últimas postagens que falava do caso do padre de Craíbas também pedófilo, comentava sobre a expectativa por alguma atitude de mudança e acho que essa do Bento XVI foi a primeira a acontecer.


Só que como disse mais acima, os casos de pedofilia não atinge só a Igreja Católica, estão por toda parte. Essa semana tive o desprazer de fazer uma triste matéria sobre a liberdade de um empresário do ramo da comunicação Carlos Leandro, que foi pego no Motel com duas meninas aqui em Maceió. Uma decepção a Justiça por em liberdade aquele homem, já que ele foi pego em flagrante, literalmente com a “mão na massa”.


Um fato que me chama atenção é que crime envolvendo menores é inafiançável e nem completos uma semana após o acontecido o empresário, provavelmente porque tem dinheiro, já estava em liberdade. O advogado alegou que era réu primário, tinha residência fixa e não colocaria em risco a sociedade, mas será que não?


Sem querer julgar, mas tirando como exemplo outros casos, tenho quase que certeza que em breve ele vai estar envolvido com esse tipo de situação novamente. Talvez não vá mais a Motéis, temendo outra fiscalização, mas com certeza usará outras crianças para saciar sua vontade e desejo.


As meninas de família humilde, que estão fora da escola e sem nenhuma perspectiva de vida foram para o Motel para receber R$ 50 cada, mas ele as enganou e só deu R$ 40 a uma e R$10 a outra. Coitadas, provavelmente sonhavam em se tornar princesa e viram naquele cara, que as abordou de carrão o sonho de mudar de vida.


Para tentar diminuir sua culpa, o empresário Carlos Leandro disse em seu depoimento que as meninas uma de 14 e outra 13 pareciam maiores, mas quando conversei com o delegado que fez o flagrante, ele me garantiu que as meninas tinham aparência de criança. Absurdo é que um juiz ainda solta essa pessoa e se rebolar, ele ainda vai conseguir sair impune desse crime.


Se a Justiça também não faz nada, a pedofilia seja ela cometida por quem for, continuará existindo com força. A impunidade faz com que os casos de violência em todas as suas instancias continuem crescendo. Hoje as vítimas foram filhas da rua, mas podem ser um dia as nossas filhas ou filhos.


OBS: Só para ilustrar, no dia que cobri a prisão desse empresário a Central de Polícia ficou fechada para a imprensa, diferente dos dias em que os “rafá me” são presos e eles abrem até o camburão para a gente fazer foto. Eles fizeram de tudo para atrapalhar o nosso trabalho, não podíamos seguir para o andar de cima para evitar constranger o preso ou sua família, coitados tinham passado a noite em claro (em tom sarcástico). Para completar na saída, os policiais quase não deixaram a gente trabalhar e os familiares agressivos chegaram a empurrar a repórter fotográfica de O JORNAL. Para vocês verem, em Alagoas quem tem dinheiro manda na Justiça, na Polícia e ainda, tenta e até consegue calar a boca da imprensa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais uma do IML...

Seria cômico se não fosse trágico a última do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. Estou cada vez mais consciente que aquele local é o maior ponto de descaso e dignidade com aqueles que se foram de maneira trágica. Dessa vez, já com um novo diretor trocaram os corpos. Isso mesmo!!!


Hoje uma das minhas missões foi acompanhar o descaso com duas famílias que lutavam para recuperar os corpos trocados na manhã da última quinta-feira e ainda, o pouco que restava do respeito com seus entes queridos. O fato é que o IML trocou e entregou os corpos errados, o pior de tudo é que um deles chegou a ser enterrado.


Tudo é estranho nessa história. Primeiro porque não permitiram que umas das famílias entrassem para fazer o reconhecimento do corpo e entregaram um número de identificação. Esse teve o sepultamento e o velório completo. Já a segunda família, que chegou depois só tinha duas opções: ou ficava com um corpo branquinho ou com um moreninho que tinha as características parecidas com o parente. O reconhecimento errado foi feito por um amigo de infância que não contestou as diferenças.


A primeira família levou o corpo para capela do cemitério São José e mesmo com dúvidas o desespero da morte do jovem de 20 anos, fez com que eles acreditassem que aquele corpo entregue era mesmo do garoto executado a tiros no Jacintinho. As tias disseram estranhar: faltava um bigode, o morto estava mais inchado, a cor do cabelo diferente, mas como disseram que era ele mesmo, o que fazer? Restava apenas enterrá-lo.


O outro grupo seguiu para a cidade de Messias, local onde o outro jovem de 21 anos foi morto. O corpo foi arrumado como todas as pompas que um morto pode ter, mas uma professora da época do primário não reconheceu seu aluno no caixão. A família então mexeu de um lado, do outro. Estranhou a cor do cabelo, tirou a roupa e encontrou uma tatuagem com o nome de uma mulher que o seu morto não tinha. Então foi descoberto o mal entendido.


Correm de volta para Maceió e vão diretor ao IML reclamar a troca.Foi a própria família de Messias que se incumbiu de revelar para a de Maceió a troca.Foi um desespero geral. Um chororô enorme. Ninguém conseguia aceitar o que tinha acontecido. Senão bastasse a morte ceifada de forma trágica, ainda teriam que desenterrar no dia seguinte o corpo de um garoto que não era o do seu filho, sobrinho, marido ou amigo.


Já na outro dia de manhã, no caso hoje, a confusão vai parar novamente onde começou: na porta do IML. Junto com os problemas, começa o empurra – empurra. A direção do órgão diz não ter culpa, mesmo com um dos seus médicos legistas declarando a imprensa que “é comum essa troca de corpos. Isso viveria acontecendo, famílias levando o morto errado e voltando horas depois para trocar”. Foi aberto uma sindicância, mas será que vão descobrir alguma coisa?


Que situação viu, ver aquelas famílias lutando para dar um sepultamento digno para seus parentes que perderam a vida foi muito doloroso. Acabamos dividindo esse sentimento. Não tive coragem de ver o corpo de Maceió, que foi entregue aos familiares ainda sujo de sangue, com uma roupa velha, sem nenhuma flor e ainda, frio da geladeira do IML. O pai não tinha coragem de chegar perto do velório do filho.


Foi uma situação terrível. Era um corpo sendo desenterrado da cova e em menos de 20 minutos o outro indo para de baixo da terra. A família de Messias ainda abriu o caixão para conferir se o morto batia mesmo, o fedor do corpo em decomposição já era enorme. Esses não tiveram nem o direito de velar seu ente querido.


Isso é Alagoas. Isso é o IML. Lamentável esse descaso e falta de respeito com o cidadão.

A que ponto o jornalista pode chegar!!!

Olha vamos respeitar, mas jornalista é uma raçinha sem noção, viu! Infelizmente, temos no nosso mercado de trabalho pessoas sem caráter, sem o mínimo de companheirismos, sem noção nenhuma e que é ainda pior, com o ego lá em cima. E quem não liga muito para isso, acaba tendo que passar por cada coisa no dia a dia profissional.


Esse começo de escrita, em tom de desabafo é para que vocês “meus leitores – amigos” entendam um pouco sobre o que aconteceu comigo hoje. Uma situação hilária e constrangedora ao mesmo tempo. Ainda, estou tentando entender e digerir o que aconteceu, mas enfim, vamos direto ao assunto.


Todos os dias a minha pauta – material com informações sobre os assuntos que vou transformar em matéria – acabam coincidindo com a de outro jornalista que trabalha no jornal concorrente. Inevitavelmente, os nossos entrevistados acabam sendo os mesmos. Para completar chegamos no mesmo horário e nos mesmos locais.


Não vou negar que as vezes me sinto constrangida em ter acompanhar a entrevista dele, mas isso nunca me fez desistir do meu trabalho, assim como eu, ele também cansou de acompanhar as minhas. Só que hoje, não sei o que rolou com a cabeça dele, mas ele estressou.


Chego eu no IML, para fazer uma matéria de mais um assassinato quando vejo esse bendito repórter entrevistando uma família. Me aproximei como sempre faço e como todos os jornalistas fazem, para saber o que acontecia ali. O repórter fotográfico prontamente me explicou e resolvi me inteirar da situação.


Quando menos espero esse bendito repórter, que já teve ter lá seus dez anos de jornalismo ou mais, puxa o entrevistado para longe de mim como se fosse uma fonte exclusiva. Ainda na minha inocência, cheguei mais perto. Foi quando do nada ele se virou e me deu o maior sermão. Disse que o jornal concorrente já estava reclamando que nossas matérias estavam saindo com as mesmas fontes.


Não deixou nem eu me explicar. Estava perto dele porque queria apenas entender o que estava acontecendo. Bastante exaltado, ele continuou gritando e não teve a capacidade de respeitar nem a dor do pai que estava ali no IML porque perdeu o filho. O escândalo aconteceu na frente de todos. Ele dizia em disparada que tinha outros familiares, que eu fosse entrevistá-los, que assim não dava... Simplesmente, respirei fundo e disse que não ia brigar por causa de uma entrevista.


Depois que ele terminou voltei a falar com ele e disse que não entendia o que estava acontecendo. Claro que nas várias situações que nos esbarramos, os entrevistados vão bater. Estamos sempre com as mesmas pautas, nas mesmas horas, então como fazer diferente? Disse que lamentava aquele episódio até porque não vou deixar de ter uma boa fonte, porque ele ou o jornal que ele trabalha quer.


Mas me senti super constrangida e voltei a alfinetá-lo. “Não entrevista esse, porque eu já peguei primeiro e vão reclamar”, disse eu em determinado momento da manhã, bem sarcástica. Olhe, olhe,olhe foi um dos comportamentos mais infantis que já vi e não esperava isso dele, apesar de já ter meus pés bem atrás com o rapaz, por muitos comentários de outros jornalistas sobre sua “vaidade elevada”.


Porém sinceramente, entendi desse comportamento do bendito jornalista como sendo pura insegurança. Jamais deixaria de dizer a um companheiro de labuta quem é o melhor entrevistado ou o que está acontecendo sem querer ajudá-lo, mesmo ele trabalhando num jornal diferente do meu. Nem muito menos, me incomodaria com o fato de dividir uma entrevista sequer. O que nos difere é uma coisa bem simples, a maneira que escrevemos e sei bem, que escrevemos bem diferente. Qualidade de texto e coerência são para poucos.


Conversei depois com alguns amigos jornalistas e contei a minha indignação. Engraçado, eles foram unânimes ao me dizerem, que eu no mínimo eu estava incomodando. Um foi mais além e falou o seguinte : “Em outros tempos ele conseguia passar a perna em todo mundo. Agora, as coisas mudaram e ele está preocupado”.


Lamento o fato de coração, mas vou manter distância desse louco. Depois que a raiva passou já dei muitas risadas com esse fato. Minha gente é cada maluco em prol da vaidade. Prefiro manter a solidariedade aos colegas de profissão do que agir em prol do meu ego. É CADA UMA QUE A GENTE VIVE!!! kkkk

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reflexão...


Recebi um e-mail de um amigo querido e resolvi dividir com vocês. Achei as palavras desse e-mail fortalecedora da alma e ótimas para a reflexão em plena terça-feira. O texto faz parte do livro "O Homem que veio da Sombra" de Luiz Gonzaga Pinheiro. Nesse livro o autor explicou de forma simples e fugindo do nosso dicionário Aurélio o significado das palavras de uma forma importante para a vida de qualquer pessoa.

Aí estão:

Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.

Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.

Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.

Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.

Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.

Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.

Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la.

Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Obsessor: É quando o Espírito adoece,manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.



Beijos para todossss...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Téo em ritmo de marchinha...


Linda morena, morena
Morena que me faz penar
A lua cheia que tanto brilha
Não brilha tanto quanto o teu olha


Esses trechos logo ai em cima nem todo mundo conhece bem, faz parte de uma marchinha de carnaval que o nosso governador Téo Vilela sabe de cor. Ontem à noite, o programa do Gugu me rendeu ótimas risadas. Durante uma das provas da disputa Morenas contra Loiras uma das tarefas era fazer algum governador cantar o hino das equipes.


O primeiro foi Cid Gomes do Ceará. Cantou o hino das loiras, sem muito rebolado e fora de ritmo. Para minha surpresa as Morenas embarcam direto para Alagoas. O parceiro de prova seria o nosso ilustríssimo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). As Morenas tiveram inclusive recepção no aeroporto Zumbi dos Palmares com banda e tudo para cantar o seu hino.


Minutos depois seguiram para o Palácio República dos Palmares. A princípio não teriam sido recebidas pelo governador, só no outro dia. Não sei se isso fez parte da produção do programa, mas achei super engraçado a cara dos seguranças do Palácio, policiais militares a serviço do governo – abre aspas, que adoram implicar com a imprensa local, fecha aspas -, fazendo caras e bocas na TV.


Já na porta do Palácio dos Martírios, que fica nos fundos do República dos Palmares, as Morenas acompanhadas novamente da banda de música conseguiram encontrar o governador. Minha gente quem não assistiu tem que assistir. Garanto que vale boas gargalhadas.


O Téo quando ouviu o ritmo da marchinha carnavalesca das Morenas não perdeu tempo... Cantou mesmo, e não satisfeito dançou também. Diferente do governador do Ceará, ele sabia a letra de cor e foi se embora se balançando e cantando sem a mínima vergonha. E para completar, depois de ajudar as Morenas a cumprirem a prova ainda puxou as Morenas pela cintura e ganhou beijo duplo.


Em época de eleição VALE MESMO DE TUDO. Inclusive cantar marchinha carnavalesca. É uma pena que com tantas outras coisas precisando ser executadas no Estado, o nosso governador perca tempo cantando e dançando numa prova do programa do Gugu.


QUEM NÃO VIU PODE VER O VÍDEO NESSE LINK: http://entretenimento.r7.com/videos/governadores-do-ce-e-al-cantam-hinos-das-loiras-e-morenas-do-gugu/idmedia/c870c7bf96c5e2584e1ce3582f270388.html

quinta-feira, 8 de abril de 2010

VERGONHA: mais um padre acusado de pedófilia em Alagoas


Os tempos não andam muito bons para a Igreja Católica em Alagoas. Depois do escândalo dos padres pedófilos em Arapiraca, daquele vídeo terrível do Monsenhor Luiz Barbosa literalmente atacando o ex-coroinha, agora o Ministério Público Federal denunciou pelo mesmo crime o padre alemão Benedik Lennartz, 41, pároco de Craíbas.


Ele começou a ser investigado há cerca de um ano, durante a Operação Turko, desencadeada pela Polícia Federal. Na época da ação, a casa do padre foi vistoriada pelos policiais e lá foi apreendido um disco rígido de computador contendo 1,3 mil fotos com cenas de sexo explicito ou pornografia envolvendo adolescentes. O padre até então, não tinha tido o nome divulgado e nem tinha sido citado.


Após o material apreendido, foi feita uma pericia no HD do computador do padre e descobertos indícios de navegação em pelo menos 10 sites de pornografia infantil, onde o padre tinha conta e pagava por isso. O esquema foi descoberto pela Polícia Federal após uma denúncia anônima.


O pároco de Craíbas manteria um pagina no Orkut, com imagens pornográficas de crianças e adolescentes. Através do site de relacionamento, a Polícia Federal conseguiu rastrear o usuário do perfil, que dizia ser um adolescente de 14 anos, e usava o e-mail: queroummoleke_ativo@hotmail.com.


Os policiais então montaram a operação Turko, desencadeada em maio de 2009. Na ação eles foram até a residência de Benedik Lennartz e conseguiram localizar as centenas de imagem. Agora, o padre vai ter que se ver com a Justiça Federal e se for condenado pode cumprir pena de 4 anos de reclusão, do pagamento de multa, previsto no Estatudo da Criança e do Adolescente.


Sinceramente, é uma vergonha que um padre, pároco de uma cidade, esteja envolvido numa situação como está. Se já é triste e revoltante que um adulto normal cometa esse tipo de crime, imagine um PADRE. Espero que a Igreja não tente camuflar mais uma vez essa situação e admita que seus integrantes também pecam e em Alagoas ultimamente estão pecando muito mesmo.


Não generalizo que todos sejam assim, mas é claro que este é um problema grave que existe e precisa ser mudado urgente. Não dá mais para fechar os olhos e dizer que todos são “santos”.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nosso dia!!!


Atire a primeira pedra quem nunca ouviu aquela bronca do editor chefe da redação; do diretor de jornalismo. Seja por uma matéria que não deveria sair, um simples erro gramatical, um fato que deixou de cobrir ou pelo estresse do chefe que brigou em casa e veio descontar em você... Enfim, são diversos motivos.



Um passo a frente quem nunca se sentiu confuso diante da primeira cobertura, com uma insegurança, quase um frio na barriga, era sua primeira matéria. Quase como o primeiro beijo, como o primeiro amor... Ela se tornou manchete, sua insegurança se evaporou no dia seguinte ao ouvir: “parabéns”...



Quero saber quem ousa dizer que nunca se sentiu inútil diante das transformações humanas, gostos, costumes, culturas... Mesmo aqueles hábitos que mais te incomodam. A inutilidade se deu mesmo com a sua imensa sede de mudança, a única ferramenta que te sobra é a caneta, o bloco de anotações e uma “liberdade de expressão”.



Quem nunca se sentiu um superman, quando sua reportagem repercutiu, saiu do seu controle, gerou outras pautas, criou um tititi na cidade, acionou o poder público, incomodou... Aí veio a mente o quanto nossa canetinha e nosso bloquinho são úteis e importantes...



Quem nunca cobiçou uma fonte alheia... Quem nunca levou um bolo de um entrevistado ou perdeu uma entrevista importante por causa do trânsito, de um atraso qualquer...



Quem nunca se encheu de café antes de compor uma matéria, quem nunca passou a mão na cabeça, como se isso fosse ajudar a produzir... Na verdade me diga quem nunca teve um hábito estranho antes de concluir sua escrita... Ou mesmo quando lembrou de uma pauta quentíssima!



Diga-me ainda quem foi esse que não percebeu que se equivocou com o colega novato, ele parecia bobo demais, você o subestimou e ele te surpreendeu e te superou...



Quem nunca desejou aumento de salário, quem nunca desejou trocar de carro, quem nunca pensou: “porque não me formei em médico ou advogado como meus pais queriam?”... Daí você começa a se imaginar dentro de um consultório, dentro de um escritório fechado, formal, enclausurado dentro de si mesmo... Falta algo...



Quem nunca pegou o sol do meio dia, ou uma chuva para poder cobrir uma matéria especial, que no final não teve tanta repercussão quanto você queria...

Quem não morreu de raiva do Gilmar Mendes e se sentiu desvalorizado quando o nosso diploma foi comparado a um curso de cozinha... Mesmo assim, o amor pelas entrevistas e trabalho não diminuíram.



E ao final de semana, você resolveu sair para distrair, marcou com alguns amigos no barzinho... Quer “desestressar” do trabalho, mas advinha qual o principal assunto da mesa: trabalho...



Quem nunca dormiu pensando numa pauta, com medo de esquecer no outro dia, interrompeu seu descanso no meio da madrugada e correu para anotar a idéia... Ou quem nunca acordou sem noção do que produzir no dia...


Quem nunca se sentiu um foca... E mesmo diante de muitas dificuldades, se você pudesse voltar no tempo escolheria ser jornalista... Então você nasceu para isto...



Como jornalista você pode saber de tudo um pouco... Quando você sai da redação, com a pauta na mão, você se vale do que? Como? Quando? Onde e por que? Você enche a vida de perguntas...


Sua benção e sua maldição é amar o que faz e perseguir este amor. É trabalhar aos finais de semana, aos feriados, no dia seu aniversário e com tamanha paixão dedicar-se...



Por que ser jornalista é não ter medo da morte, muito menos ter medo da vida... Ser jornalista não é ser parcial, mas verdadeiro, consigo com o consumidor da notícia...



Você é jornalista, mais que um contador de histórias, formador de opinião, responsável pelo sigilo das fontes ou pelo estardalhaço de uma informação...



Jornalistas, nossos “poderes” são grandes, mas nossa responsabilidade é ainda maior...



Parabéns!


*(Texto da jornalista Flávia Fontes. Achei a minha cara e também de muitos colegas de profissão. Como acabei de chegar de uma viagem a trabalho e estou acabada não tive inspiração para escrever. Porém, deixou essa singela homenagem a todos os jornalistas, amigos queridos, pelo nosso DIA!)