quinta-feira, 22 de abril de 2010

As drogas venceram mais uma vez...


Estamos perdendo mesmo os nossos jovens. Todos os dias vemos nos noticiais e eu vou em busca dessas histórias, de jovens que morreram de alguma forma por causa das drogas. Seja por acerto de contas do tráfico ou até mesmo por depressão causada pelo envolvimento com esses entorpecentes. Eles estão morrendo e cada dia mais e mais.


Hoje, mais uma vez fui fazer uma matéria sobre essas tragédias da vida. Agora, a vítima foi o filho de um delegado “das antigas” que acabou se matando – cortou os pulsos – depois de usar uma super dosagem de crack, cocaína e até do anabolizante potenay. O jovem de apenas 23 anos foi encontrado morto sem roupa na suíte 17 do Golden’s Motel, em Jacarecica, depois do gerente do estabelecimento desconfiar da falta de contato dos membros do quarto.


Infelizmente, tive o desprazer de ir conversar com o pai dele, o delegado Tarcizo Vitorino numa situação como essa. Soube que ele é bastante rígido no exercício de sua função e teria sempre cobrado do filho que largasse o vicio. Depressivo, o jovem até tentou. Entrou nos narcóticos anônimos, fez várias viagens para fora do Estado e até deixou de usá-las, mas acabou tendo uma recaída e não suportando a pressão se matou.


A conversa com o delegado aconteceu no IML, enquanto ele aguardava a liberação do corpo. A dor estava vestida no rosto daquele homem, que deve estar acostumado com a morte dos outros. Senti tanto por ter que incomodá-lo naquele momento, mas tinha que fazer e fiz o mais rápido que pude.


Simples, ele me disse em poucas palavras que “a morte do meu filho foi um tragédia anunciada. Ele tinha depressão e vinha se tratando com psicólogos e psiquiatras. Chegou recentemente de um desses tratamentos em São Paulo. Mas, não teve jeito. Fizemos o que podíamos fazer”. Pelos cantos, aquele homem sério sabia que tinha perdido a luta contra as drogas.


Quantos outros casos como esse não se repetem todos os dias? A maior parte dos jovens que morrem são derrotados pelas drogas de alguma forma. Esse problema já invadiu a sociedade moderna. Está na periferia e nos prédios de luxo da Ponta Verde. E não importa quem seja, entrou, corre um sério risco de sair perdedor. O pior é que quem perde não é só quem entra, mas todos que estão em sua volta. Famílias inteiras são destruídas por esse mal.


Acredito que não tenha receita para conseguir deixar o vício. Quem tem dinheiro manda logo para uma clínica de reabilitação, mas quem não tem, fica a mercê dessa doença. Sem falar que senão existir força de vontade e muita fé em Deus, a “cura” se é que ela existe, nunca vai acontecer. É preciso preencher a vida com alguma coisa e eu indico o amor. Principalmente, o amor pela vida.


Eu como sou muito medrosa – e agradeço a Deus por isso - sempre preferi manter-me longe desse mal. Gostaria que as pessoas fossem assim como eu e que evitassem também. Existem mil outras formas de se viver intensamente e não precisa ser dentro do mundo das drogas. Ainda acredito que NÃO ENTRAR é a melhor forma de NÃO SE PERDER. A vitória já está em nunca se envolver.


É lamentável essa situação. É sem dúvida um problema que o poder público precisa resolver com ações mais rígidas e eficazes. O combate mais intenso pode ser um bom começo. Mas, acredito que dentro de casa a situação também pode ser revertida. Boas conversas instruindo sobre o mal das drogas e o risco de um envolvimento podem ajudar a evitar essa situação. Acredito que a atenção e o amor são bons aliados nessa guerra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário