quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aventura na mata...





Não sou uma pessoa muito chegada a aventuras, ou melhor, não era. A convivência com um Bombeiro acabou me deixando mais radical. São tantas histórias, tantas emoções, que muitas vezes ficava imaginando como me sairia em algumas ocasiões. Há pelo menos cinco anos sempre escuto histórias sobre sobrevivência na mata, acampamento até que chegou a oportunidade participar de um.


É claro que não passei nenhuma necessidade até porque não me arriscaria. Mas, acabei topando acompanhar um treinamento feito pelo Luiz e pela tenente Viviane Suzuky em Arapiraca, no qual teria uma breve sobrevivência na mata. Durante todo o tempo fui acompanhada de perto pelos olhos de águia do marido, passei um dia diferente.


Viajamos ainda cedo. O curso seria ministrado para uma turma com pessoas de várias cidades do interior sobre Primeiros Socorros e ainda com direito à Sobrevivência. Pela manhã tudo correu bem. Acabei ficando como telespectadora e aprendi algumas dicas de como devemos proceder para um primeiro atendimento. Mas, apesar de ter uma noçãozinha não teria coragem de mexer numa pessoa ferida.


Enfim, mas depois de várias dicas chegou o momento tão esperado: A MATA. Fomos preparados. Levamos barraca, saco de dormir, comida para pelo menos um batalhão, o repelente é claro e sem falar na roupa confortável e que evitasse deixar o mínimo de partes descobertas. Tudo para evitar as picadas dos mosquitos.


Saímos com um destino, mas depois da ajuda de um motorista mala acabamos indo para outro totalmente diferente. Imaginem só um cara totalmente folgado que colocou defeito durante toda a viagem de Arapiraca para Jaramataia. Foram quarenta minutos, com vontade de mandá-lo para o inferno.


Sem mais nem menos o cara se rebelou e mandou o povo descer, dizendo que seu contrato só iria até ali. Foi então que encontramos uma alma caridosa que nos alojou. A área aparentava ser legal para as instruções. Os alunos que pagaram para “sofrer” foram para uma área de mata fechada, tiveram que limpar o mato para montar acampamento, sem falar da comida que tinha hora marcada para acontecer.


Enquanto isso, montamos nosso acampamento numa área mais distante. Apesar do desconforto de não estar na minha cama, achei super divertido aquele momento. Nem liguei para os sons produzidos pelos grilos e nem muito menos pela presença insistente de umas lagartas que caiam de uma árvore nos pegando de surpresa.


Os alunos sofreram mesmo a sobrevivência, comparando com eles me senti numa área de luxo. Com direito a fogueira, água quente para o miojo, achocolatado, e ainda, a cobertura contra o frio. Acompanhei ainda alguns momentos do treinamento do grupo na mata, das dicas de sobrevivência, mas o sono acabou batendo e acabei me rendendo a barraca.


O sono foi até tranquilo. Acordei algumas vezes durante a noite, mas nada anormal. Estou sinceramente pronta para a próxima aventura. Pela manhã, apesar de ser um domingo acabei madrugando, seis horas já estava de pé, pronta para acompanhar o restante do treinamento. Foi divertido ver o pessoal ralando... Descobri um lado malvado que ainda não tinha sido explorado.


Deixando o treinamento de lado, o local onde nos alojamos é lindo. Tinha algumas árvores que mostravam exatamente a mistura das vegetações da Zona da Mata com o Sertão. Já fui logo imaginando a possibilidade de voltar ali, mas da próxima vez como jornalista para fazer uma reportagem bem legal.


Enfim, adorei a experiência e prendendo sim, mesmo não sendo lá uma pessoa muito radical, voltar a fazer novas aventuras como está. Foi um fim de semana super divertido. Ah, antes que eu esqueça a instrução do Luiz e da Suzuky foi ótima. Pelo menos eu adorei...

2 comentários:

  1. Super aventura hein???
    Eu que o diga .. rsrsrs
    Quando quizerem voltar a terrinha é so avisar.
    bjos

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  2. Ei, Láyra... Eu digo que você está radical no dia que postar aqui um texto contando sobre aventuras na prática de rapel, em algum paredão bem íngreme e bem alto. Heim?? Topas??? Bjos,

    S.

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