sexta-feira, 16 de abril de 2010

A que ponto o jornalista pode chegar!!!

Olha vamos respeitar, mas jornalista é uma raçinha sem noção, viu! Infelizmente, temos no nosso mercado de trabalho pessoas sem caráter, sem o mínimo de companheirismos, sem noção nenhuma e que é ainda pior, com o ego lá em cima. E quem não liga muito para isso, acaba tendo que passar por cada coisa no dia a dia profissional.


Esse começo de escrita, em tom de desabafo é para que vocês “meus leitores – amigos” entendam um pouco sobre o que aconteceu comigo hoje. Uma situação hilária e constrangedora ao mesmo tempo. Ainda, estou tentando entender e digerir o que aconteceu, mas enfim, vamos direto ao assunto.


Todos os dias a minha pauta – material com informações sobre os assuntos que vou transformar em matéria – acabam coincidindo com a de outro jornalista que trabalha no jornal concorrente. Inevitavelmente, os nossos entrevistados acabam sendo os mesmos. Para completar chegamos no mesmo horário e nos mesmos locais.


Não vou negar que as vezes me sinto constrangida em ter acompanhar a entrevista dele, mas isso nunca me fez desistir do meu trabalho, assim como eu, ele também cansou de acompanhar as minhas. Só que hoje, não sei o que rolou com a cabeça dele, mas ele estressou.


Chego eu no IML, para fazer uma matéria de mais um assassinato quando vejo esse bendito repórter entrevistando uma família. Me aproximei como sempre faço e como todos os jornalistas fazem, para saber o que acontecia ali. O repórter fotográfico prontamente me explicou e resolvi me inteirar da situação.


Quando menos espero esse bendito repórter, que já teve ter lá seus dez anos de jornalismo ou mais, puxa o entrevistado para longe de mim como se fosse uma fonte exclusiva. Ainda na minha inocência, cheguei mais perto. Foi quando do nada ele se virou e me deu o maior sermão. Disse que o jornal concorrente já estava reclamando que nossas matérias estavam saindo com as mesmas fontes.


Não deixou nem eu me explicar. Estava perto dele porque queria apenas entender o que estava acontecendo. Bastante exaltado, ele continuou gritando e não teve a capacidade de respeitar nem a dor do pai que estava ali no IML porque perdeu o filho. O escândalo aconteceu na frente de todos. Ele dizia em disparada que tinha outros familiares, que eu fosse entrevistá-los, que assim não dava... Simplesmente, respirei fundo e disse que não ia brigar por causa de uma entrevista.


Depois que ele terminou voltei a falar com ele e disse que não entendia o que estava acontecendo. Claro que nas várias situações que nos esbarramos, os entrevistados vão bater. Estamos sempre com as mesmas pautas, nas mesmas horas, então como fazer diferente? Disse que lamentava aquele episódio até porque não vou deixar de ter uma boa fonte, porque ele ou o jornal que ele trabalha quer.


Mas me senti super constrangida e voltei a alfinetá-lo. “Não entrevista esse, porque eu já peguei primeiro e vão reclamar”, disse eu em determinado momento da manhã, bem sarcástica. Olhe, olhe,olhe foi um dos comportamentos mais infantis que já vi e não esperava isso dele, apesar de já ter meus pés bem atrás com o rapaz, por muitos comentários de outros jornalistas sobre sua “vaidade elevada”.


Porém sinceramente, entendi desse comportamento do bendito jornalista como sendo pura insegurança. Jamais deixaria de dizer a um companheiro de labuta quem é o melhor entrevistado ou o que está acontecendo sem querer ajudá-lo, mesmo ele trabalhando num jornal diferente do meu. Nem muito menos, me incomodaria com o fato de dividir uma entrevista sequer. O que nos difere é uma coisa bem simples, a maneira que escrevemos e sei bem, que escrevemos bem diferente. Qualidade de texto e coerência são para poucos.


Conversei depois com alguns amigos jornalistas e contei a minha indignação. Engraçado, eles foram unânimes ao me dizerem, que eu no mínimo eu estava incomodando. Um foi mais além e falou o seguinte : “Em outros tempos ele conseguia passar a perna em todo mundo. Agora, as coisas mudaram e ele está preocupado”.


Lamento o fato de coração, mas vou manter distância desse louco. Depois que a raiva passou já dei muitas risadas com esse fato. Minha gente é cada maluco em prol da vaidade. Prefiro manter a solidariedade aos colegas de profissão do que agir em prol do meu ego. É CADA UMA QUE A GENTE VIVE!!! kkkk

Um comentário:

  1. Amiga, desconfio quem seja, depois conversamos. Se for quem penso...é o mínimo!!!

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