sábado, 29 de maio de 2010

Ganhei, ganhei, ganhei...


Acabo de chegar da festa de premiação do Octávio Brandão de jornalismo ambiental e trago para vocês uma ótima notícia. Ganhei meu segundo prêmio como Jornalista. Estou feliz da vida com esse resultado, mesmo tendo ficado em terceiro lugar. Avalio isso como sendo o reconhecimento ao trabalho que venho fazendo.


Escrevi no prêmio três boas matérias, mas a vencedora teve um gostinho todo especial. Ela foi feita em parceria com ninguém mais, ninguém menos do que com meu marido. A sugestão da matéria foi dele e graças a parceria com galera do Sub Grupamento Ambiental do Corpo de Bombeiros, consegui concretizá-la. Esse prêmio é meu, mas é dele também.


O título foi os “sem florestas invadiram a cidade”. Nela contava a histórias dos animais que estão ficando sem floresta, graças a expansão imobiliária que não para de crescer. Os bichos acabam invadindo as casas, em sua maioria que ficam próximas a matas, e em muitos casos são maltratados pelos donos que não sabem como lidar com isso.


Os Bombeiros em sua tarefa árdua ficaram com a missão de recolher esses bichos e encaminhá-los para o IBAMA. Sendo essa uma das únicas chances de sobrevivência para os animais. Não lembro de dados, mas sei que por semana vários bichos são recolhidos: cobras, tartarugas, quatis, macacos, corujas e na semana da matéria até um veadinho. Tudo conspirou a favor e quando estava produzindo a reportagem apareceu de tudo.


Graças a parceria com o Luiz, que vai além da rotina de casa, mobilizamos a galera do Bombeiros que sempre que aparecia algum bicho lembravam de mim e ligavam para ele. Foram inúmeros telefones para que conseguíssemos flagrar a melhor foto. Sem dúvida senão fosse a ajuda deles não conseguiria ter produzido o que produzi. Eles foram essenciais, que diga eu sobre minha Cuma, a tenente Suzuki, que conseguiu dados quentíssimos para incrementar a matéria.


Ganhar um prêmio, seja lá qual for, é maravilhoso. São coisas que não tem preço como é ouvir seu nome ser anunciado; as pessoas lhe aplaudindo e gritando; os olhares de admiração e encorajamento, daqueles que acreditaram em você. Tudo se passa muito rápido, são várias sensações em alguns poucos minutos de quase “fama”.


Não vou negar que sempre me emociono. Sou chorona e ao ver meu nome no telão e a matéria sendo anunciada fica impossível as lágrimas não virem. Pena que algumas pessoas importantes não puderam estar ali naquele momento, mas sei que estavam de casa torcendo e na expectativa para o resultado. Minha mãe me ligou várias vezes super ansiosa, nem conseguiu dormir para esperar o resultado.


Já que esse texto tem um que de agradecimento, tenho que falar deles que são meus maiores fãs: minha família. Não tem ninguém que se orgulhe mais de mim do que eles e é esse orgulho que me faz querer seguir em frente e tentar fazer o melhor texto sempre. Eles se empolgam com o que eu escrevo, lêem e comemoram quando ficou bom e também dão dicas para quando não ficou. São meus pauteiros de todas as horas, me ligam quando vêem coisas na rua, jamais se esquecendo da jornalista aqui. Sou apaixonada por eles e dedico mais essa vitória a eles.


Sem dúvida esse prêmio é meu, mas também é da minha mãe – que é minha maior fã e admiradora ( e não adianta ninguém ficar com ciúmes, que esse troféu é dela), é do Luiz, do meu pai, do Victor, do Guga, da Mayara, da Tia Joya, da Palmyra, do Paulinho, do André, da Duda, da Vovó Zé, do Vovô Edson, do Felipe, do Bebeto, do Dudu, das minhas amigas e amigos, do pessoal do Corpo de Bombeiros, do O JORNAL e de todos aqueles que acreditam e confiam no meu potencial. Obrigado por existirem e sempre me incentivarem. É o apoio de vocês em todos os momentos que me deixa forte e me faz acreditar que posso ainda mais.


Ganhar o Terceiro lugar tem gostinho de primeiro com a correria que vivemos na redação de O JORNAL, onde temos que dar conta de três matérias para o dia e mais uma especial. Só quem sabe as dificuldades de se fazer um trabalho sério na correria de uma redação é quem está lá vivenciando. Deixo aqui meus parabéns para Yvette Moura, que assim como eu, ficou com o Terceiro lugar em fotografia. Estamos nos tornando uma dupla afinada.


Beijos para todosss!!!

Saidinha de banco tão comum, mas continua fazendo vítimas

Imagem de uma saidinha de banco aqui em Alagoas...


Toda semana a cena se repete. Alguém vai ao banco sacar uma grande quantia em dinheiro e acaba sendo vítima de uma quadrilha de assaltantes. Esse tipo de crime tão comum e que já faz parte da rotina dos alagoanos é a chamada “saidinha de banco”.


Você pega seu dinheiro, após sacar na boca do caixa já que sabemos que grandes quantias não podem ser retiradas no caixa eletrônico, sai para seu destino e é abordado pelos bandidos. Esses que sempre bem informados sabem a quantia de dinheiro que você sacou, onde você o guardou e se rebolar, ainda seu nome completo, CPF, RG.


Pois bem, essa semana fiz uma reportagem sobre esse crime comum. Conversei com dois delegados que me chamaram a atenção para um fato interessante, as agências bancárias cujos clientes são vítimas não estão ajudando na investigação. Os delegados pediram as imagens dos circuitos de câmeras e até hoje não receberam, sob a alegação de que os bancos não podiam repassar.


“Eles não ajudam. Ficam de má vontade. Não tem interesse de resolver esse problema grave. Com as imagens poderíamos saber exatamente como o golpe aconteceu e quem foi o olheiro dos bandidos”, afirmou o delegado Robervaldo Davino, lembrando que só esse ano na região do Farol e Gruta já foram mais de doze assaltos desse tipo e apenas dois conseguiu ser desvendado.


Diante dessa situação, o delegado foi claro ao dizer que desconfia da participação de funcionários das agências nesse tipo de crime. Na próxima semana deverá convocar gerentes, seguranças e caixas para explicarem o que aconteceu no dia do roubo. “O fato é que os bandidos sabem informações que só quem está dentro da agência podem saber. Eles vão ter que me explicar. Não estou afirmando que existe o envolvimento de alguém, mas que é estranho é”, colocou Davino.


Mesmo com o envolvimento ou não de funcionários das agências, que deixaria o golpe claro de acontecer, vale ficar atento e tomar cuidado na hora de sacar grandes quantias. A primeira dica que deixo é evitar esse movimento de dinheiro em valores altos, se precisa de muita grana tente uma transferência um DOC ou TED.


Senão conseguiu a transferência, tente sacar num local reservado da agência; seja discreto e rápido ao conferir e sair do banco; não comete com estranhos; procure ir ao banco sempre acompanhado; não peça e não aceite ajuda de estranhos; se desconfiar de alguém estar observando de dentro da agência procure um funcionário identificado; e a mais comum de todas em caso de assalto não reaja e não deixe de registrar a queixa. A prisão pode demorar, mas será essencial para tirar de circulação esses bandidos.


VALE FICAR ATENDO!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os pequenos e bons detalhes...

Meu céu azul da câmera do meu celular...

O calor do Sertão levou os bois para a água...

Hoje o dia estava especialmente lindo. O céu azul estava num tom perfeito, cheio de nuvens brancas. Uma paisagem que me fez refletir sobre os contrastes da vida. Comecei o dia cansada, numa preguiça enorme. Estava até com um pouco de mau humor pela falta de vontade de pegar a estrada em busca de mais uma reportagem especial.


Cochilei metade do caminho e ao despertar me deparei com um céu diferente do que estou habituada. Ele estava mais azul do que o comum. As nuvens mais brancas e tão grandes como nunca tinha visto. Fiquei absorvendo encantada e aquilo me fez sentir prazer em pegar a estrada.


Aquele céu é o mesmo que encontramos na capital, só que com menos fios, menos prédios, menos correria que acaba não nos dando tempo e nem espaço para admirá-lo. Na estrada sem todas essas coisas foi fácil de vê-lo. Senti uma vontade enorme de registrar aquele momento, fechei os olhos e pensei o quanto era privilegiada em estar ali naquele momento. Meu mau humor foi embora na hora.


No decorrer da estrada não faltaram lugares e espaços diferentes, tão lindos quanto o céu azul. Num determinado momento era uma árvore mais verde, noutro uma mais seca. Eram as garças voando em bando, açudes e lagos, uma boiada matando o calor num lago improvisado.


De repente tudo se transformou. Aquele céu conseguiu abrir meus os olhos para a beleza que está presente nas pequenas coisas, basta apenas querermos enxergá-las.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A fumaceira do Lixão...

Olha a fumaceira do Lixão. Foto de hoje a tarde.

Desde o último domingo o Lixão de Maceió está pegando fogo. Apesar dele já está desativado continua presente com sua montanha de dejetos, vista de vários pontos da cidade. Mesmo com o aterro sanitário, construído longe dos olhos do maceioense, os transtornos do lixão continuam.


Para quem pensou que aquela montanha de lixo ficaria ali quietinha, se enganou. O fogo provocado provavelmente pelos gazes, gerou uma combustão espontânea. As chamas não são vistas a distância, mas uma fumaça preta, forte, anda se espalhando por toda a parte alta da cidade e acredito que na baixa também. Está impossível essa fumaça.


Pelo dia a luz ajuda a ver melhor a rua, mas pela noite dirigir merece um cuidado especial. No domingo estava terrível, uma nevoa que se espalhava por todo o Barro Duro. Pensei que fosse qualquer outra coisa, menos um incêndio vindo do lixão. Só na segunda-feira, quando passava para ir ao O JORNAL foi que me dei conta da fumaceira vinda de lá.


Acredito que essa fumaça seja tóxica e está fazendo mal as pessoas e ao meio ambiente. Não sei como aquele pessoal que mora no Sítio São Jorge aguenta viver naquele local, onde o odor do lixo e trocado algumas vezes pela da fumaceira como está acontecendo agora. Tenho certeza que muitos tem problemas respiratórios.


Para completar todos se calam. Ainda não ouvi uma manifestação se quer dos órgãos ambientais ou dos Ministérios Públicos Estaduais e Federais questionando aquela bagaceira que está acontecendo com o lixão. Já ouvi dizer que as chamas não tem como serem contidas, pois começam por baixo da montanha de lixo. Porém não é possível que não exista outra solução.


O que está acontecendo com o lixão é absurdo e atinge a toda a sociedade.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vou chamar o Conciliador...

Sabem aquele quadro do Fantástico, “O CONCILIADOR”, onde os problemas de família, condomínio, da rua ou qualquer outro canto são levados para serem resolvidos na Justiça? Pois bem, em breve serei eu a personagem dele. Brincadeiras a parte, esse fim de semana foi complicado aqui no prédio.


Sou acostumada a morar em casa, onde o vizinho a gente vê de longe e no máximo dá um xauzinho. Desde que me mudei para um apartamento, diga-se de passagem com uma vizinhança complicada, tenho tido estresses.


Primeiro foram as crianças jogando bola batendo no meu carro ou quebrando as telhas da garagem. Sem falar da quantidade de vezes que tivemos que nos levantar após ouvir a cigarra tocando e não ser nada. Até ai tudo bem, são crianças. Não passa de brincadeira. Depois foi a vizinha do lado que só conversa gritando e de porta aberta, então a gente sabe da vida inteira dela. Arrumei um remédio, ligar o som alto. Funcionou, ela logo fecha a porta.


Mas, os problemas não pararam por ai. A pior situação mesmo vem da minha vizinha de cima. Uma beleza a família. Além dela ser a mãe das crianças da bola, ela ainda tem uma mania interessante de achar que a minha casa é o quintal da dela. Primeiro ela estende os lençóis na janela da cozinha e simplesmente, molha toda a minha, sem falar que faz questão de tapar a ventilação. Já conversei, disse que incomodava, mas não teve jeito.


Quando não, acordo assustada com a barulheira que eles fazem em cima. Minha gente parece que está caindo o mundo dentro do meu apartamento. É terrível. Mas, a situação extrema aconteceu mesmo nesse domingo. Estava no quarto, quando escuto uma barulheira de água caindo. Não estava chovendo, então fui ver o que estava acontecendo.


Para a minha surpresa, a querida vizinha estava lavando sua janela e jogando água para todos os cantos. É claro, que nesse calor que vivemos a minha janela estava aberta e meu apartamento foi diretamente atingindo. A limpeza dela era feita de sabão e água sanitária acertou meu sofá e minha cortina.


Quando senti o cheiro da água sanitária e lembrei-me do seu efeito nos panos – desbota, rasga -, o sangue subiu no juízo. Fiquei simplesmente histeria. Era a gota d’água. Não me controlei e toda a política da boa vizinhança foi por água a baixo. Soltei tanto palavrão e chamei logo pela janela a querida de mundiça.


Quando soltei os gritos, ela fechou a janela na hora e quando o Luiz foi pedir para que da próxima vez, eles avisassem para fecharmos a nossa janela, ela estava simplesmente trancada no banheiro. Mandou o marido resolver. Acho que ela entendeu que também sei descer o nível.


Povo folgado, sem educação. Aprendi que o seu limite é quando começa o meu, mas aqui nesse prédio a situação é outra. Todos são donos de tudo. Ainda bem, que me estada por aqui é provisória e que bem em breve estarei de mudança. É para outro conjunto de prédios, mas acredito que com pessoas, mas educadas ou que devem seguir as normas da convenção de condomínio, senão pagam multa.


Enquanto isso vou tendo meus rampantes de controle e descontrole. Vamos ver até onde aguento... Senão, chamo o Fantástico e viro personagem do “O Consiliador”.

Já faz um ano que ele se foi...

(André Jerônimo durante entrevista. Lembro-me da minha satisfação de encontrá-lo nessa pauta, um tentativa de assalto no aeroporto)

O tempo passa muito rápido. Hoje, faz um ano que o policial Federal, André Jerônimo de Barros, teve sua vida ceifada durante um acidente de trânsito. Ele caminhava em seu veículo tranquilamente pela principal Avenida do Murilópoles, na Serraria, quando um motorista irresponsável, totalmente alcoolizado, perdeu o controle do carro que conduzia e durante a capotagem acertou em cheio o carro do meu primo. Sim, André Jerônimo era meu primo.


A notícia pegou a todos de surpresa. Alguns ficaram sabendo daquele acidente, numa manhã de domingo de chuva, pelos sites da internet. Custou a acreditar. Ninguém jamais imaginou que um cara como meu primo, que já havia passado pelas fronteiras do país em operações contra narcotraficantes fosse morrer por causa de um ato irresponsável.


O tempo passou. O motorista Rafael Teixeira, um jovem de seus 20 e poucos anos, até ficou preso. Mas, a nossa Justiça branda, o deixou responder em liberdade. O acontecido pode até ter sido uma fatalidade, até acredito nisso, porém, para mim ele ou qualquer outro que dirige a base de álcool sabe do risco que está correndo. Risco que pode tirar a sua vida ou a de um inocente como ele fez.


Rafael Teixeira foi o responsável por tirar a vida de um homem de bem, trabalhador, honesto, pai de família e que ainda, poderia ter alguns muitos anos de vida pela frente. Acredito, que quando chega o momento da morte, ela acontece de qualquer forma, mas uma morte de trânsito, causada por um ato irresponsável é sempre bem dolorosa.


Infelizmente, todos os dias pessoas morrem nas estradas. A maioria dos acidentes, com ou sem vítima, são provocados por motoristas embriagados. As pessoas não aprendem. Não entendem que isso pode acontecer com qualquer um. Mesmo com as Leis de Trânsito estando mais rígidas, o movimento contra o ALCOÓL E DIREÇÃO precisa ser ainda maior. É uma luta que não pode parar.


Algumas pessoas hoje brigam para que o Rafael Teixeira seja condenado, ele está respondendo por homicídio doloso, aquele que tem intenção de matar, também torço por isso, mas torço principalmente para que as pessoas se conscientizem e deixem de fazer essa mistura bombástica. Espero que a morte do meu primo sirva como mais uma lição de vida para muitos, e que outras e outras vidas sejam salvas pelo bom censo.


Só para completar, Rafael Teixeira dirigia sem habilitação, já que nunca tirou; o carro era de uma terceira pessoa, que o acusou de ter pego sem autorização; ele dirigia em alta velocidade, numa avenida curta e estreita da Serraria; e para completar, ainda tentou negar que estava embriagado, só que no momento do acidente várias latinhas caíram de dentro do veículo. O júri será em agosto, agora só nos resta esperar.

sábado, 22 de maio de 2010

Quando o CSA entra em campo...


É apenas uma partida amistosa. Porém, não apenas isso, quando se trata de um jogo de futebol entre CSA X CRB. A tradição é clara, são rivais e ponto. As cores opostas, já dizem tudo o azul do céu, contra o vermelho do sangue.


Eu prefiro o azul do céu. Sou azulina com muito orgulho e vou além, senão fosse seria uma guerra em família. O lado da parentada da minha mãe também. Regatianos não são bem vindos na nossa família... Brincadeiras a parte, a verdade seja dita o amor pelo CSA vem de gerações e ultrapassa as crises que nosso querido clube tem vivido.


Não importa se o azulão do Mutage está na primeira, segunda ou terceira divisão, o que vale mesmo é o fato que ele sempre será o maior campeão alagoano, pelo para nos azulinos (kkkk). Minha paixão pelo CSA começou desde pequena. Lembro de muitas vezes ter ido criança assistir jogos no Rei Pelé, onde o azulão sempre saia levando a melhor.


Já grande, acompanhei sua queda e também sua retomada para a primeira divisão do alagoano. Infelizmente, no ano passado ele voltou a cair. Atribuo isso sem dúvida a má administração do time. Em Alagoas, existe uma coisa certa que vale pro CSA, CRB, Asa ou qualquer outro time, o futebol paixão nacional não é valorizado.


É lamentável que nossos times sirvam apenas como cabides eleitorais, onde um bando de interesseiro se aproxima, iludem as nossas torcidas em busca de votos e depois nos abandonam na miséria. É uma realidade que se repete na maioria dos times em Alagoas. Os salários merrecas dos jogadores vivem em atraso, não existem locais estruturados para treinamento, as contratações são mínimas, estádios abandonados e por ai vai... Só existe problema.


Como brasileira apaixonada por futebol que sou, adoro ir ao estádio e espero que um dia essa realidade mude. Torço para que pessoas descentes invistam nos nossos times para eles crescerem no cenário nacional e levarem cada vez mais longe o nome de Alagoas, assim como o Asa de Arapiraca tem feito.


Voltando para o jogo de hoje, ainda não sei o resultado, mas torço para que meu CSA vença. A partida amistosa faz parte do calendário de ações da Federação Alagoana de Futebol e deve levar para o campo os grandes times do Estado, como forma de preparativos para o Campeonato do Nordeste.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Meu olhar fotográfico de João Pessoa...

Durante os dias que passei em João Pessoa redescobri o simples prazer de tirar fotos. Não estou falando em aparecer nas fotos – coisa que também adoro fazer -, mas em captar a melhor imagem, me preocupar com o cuidado do ângulo diferente, buscando a melhor luz e o enquadramento perfeito.


Na época da faculdade e até na vida profissional, nunca me interessei pelo fotojornalismo. Até porque acho que escrevo melhor do que fotografo. Nunca me acostumei com os ISOS e ASAS – detalhe que determina a quantidade de luz a ser captadas – quem foram ensinados no curso de jornalismo. Nem sempre as imagens ficavam muito boas, mas tinha que fazer.


Para mim as aulas de fotografia serviram essencialmente para eu aprender a valorizar a importância da imagem e que sem ela, meu texto ficará incompleto. O leitor gosta de ver para crer. Em pesquisas já foi comprovado que o leitor será chamado ao texto através da imagem. É mais fácil olhar e se interessar, do que ler e querer ver a imagem depois.


Mas enfim, na última viagem que fiz, tive o prazer de fotografar com uma Canon, semi-profissional. A qualidade da imagem captada pela máquina fez com que eu me sentisse capaz de tentar. Me divertir fotografando tudo que achava pela frente, recordando os tempos de estudante. Foi um prazer enorme que senti em poder deixar o meu olhar gravado na fotografia.


Porém quero deixar bem claro por aqui... fotografar só por prazer mesmo e de vez em quando, já que continuo preferindo aparecer nas fotos e fazer várias posses... kkkkk


Algumas das minhas fotografias...

Centro de João Pessoa
Convento Franciscano
Convento Franciscano
Fortaleza de Santa Catarina
Por do Sol na praia do Jacaré
Por do Sol na praia do Jacaré
Orla de João Pessoa


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu não queria estar lá...

Foto Alagoas24horas

As vezes agradeço a Deus por não ser enviada para fazer determinados tipo de reportagem. Hoje foi um desses dias. Dia que senti de certo modo alívio. Sei que tenho que ser e muitas vezes sou sangue frio, mas quando se trata de mortes, onde a vítimas são crianças sempre fico abalada.


A notícia que estou me referindo trata-se de uma tragédia que envolve uma menina de 12 anos e de um bebê de apenas um ano e oito meses. Eles caíram num poço, enquanto brincavam no fundo da casa dos pais do mais novo, no bairro do Clima Bom. Chegaram a ser socorridos ainda com vida, mas não resistiram e morreram a caminho do Hospital Geral do Estado.


Testemunhas contaram que as crianças que eram primos tinham saído de casa logo cedo. Eles foram para o terreno - onde funcionava no passado uma garagem - para se divertirem, quando por uma fatalidade o bebê subiu no poço que ficava coberta por telhas e quando a menina foi pegá-lo, se apoiou e acabaram desabando.


O poço tem uma profundidade de cerca de 80 metros. Foram necessários mais três horas de um trabalho incansável dos bombeiros para conseguir retirá-los. Uma multidão esperava o resultado. Pelas fotos pude ver o semblante das pessoas de expectativa e comoção. A notícia da morte chocou a todos.


Não cheguei a ver imagens dos pais, mas imagino o tamanho da dor que eles estavam sentindo. Como repórter ter que conversar com eles é sempre a pior parte. Dói neles, mas dói em mim também. Ali sou a profissional, mas o sentimento é impossível de não aflorar em determinados momentos. A perda é sempre difícil e quando se trata de crianças é muito maior.


Espero que apesar da dor, que imagino que esses pais estejam sentindo, eles não se sintam culpados, já que não existem culpados. Acredito que foi uma fatalidade. Assim como tenho certeza que apesar daquele poço está sendo mantido ali no quintal, coberto apenas com telhas, eles jamais imaginariam que isso poderia vir a acontecer. Nesse momento só nos restar rezar e pedir a Deus que vele por eles.


É lamentável o acontecido. Aproveito para deixar meu recado para os pais. O cuidado é sempre um bom amigo. Não custa nada cercar ou cobrir piscinas, tapar grandes buracos, poços, tomadas mais baixas, colocar grades em janelas de uma forma que dificulte o acesso das crianças. Muitas vezes eles não sabem o perigo que correm e acabam se metendo em enrascadas, algumas sem volta.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lembranças...

Rio Paraíba do Meio - Cajueiro

Pegamos a estrada hoje para fazer uma matéria no interior e dessa vez, essa viagem me trouxe muitas lembranças. Algumas delas, tenho que confessar, não são minhas, mas de tanto ouvi-las acabaram fazendo parte da minha história também. Estou falando das memórias da minha avó Maria José, ou melhor, Vovó Zé em relação a sua infância.


Pela primeira vez em alguns anos de jornalismo tive o prazer de pegar a estrada para as bandas de Capela e Cajueiro, terra natal da minha avó. Desde pequena a ouvi contar sobre suas peripécias infantis, suas aventuras na Fazenda Santo André e das brincadeiras no Rio Paraíba.


Hoje, ao passar por aquele rio cheio de pedras e de água corrente tive uma sensação gigante de já o conhecê-lo há muito. Era a primeira vez que o via, mas foi incrível como minha memória o reconheceu. Estava cochilando quando nos aproximamos de Capela, mas ao ouvir Yvette Moura – repórter fotográfica – citar sua presença rapidamente despertei.


A passagem por Capela e Cajueiro foi bem rápida, já que ali não era o nosso destino. Mas, a medida que o carro ia cruzando por aquelas ruas ainda de paralelepípedos, minha imaginação ia percorrendo a infância contada por minha avó. Fiquei imaginando se ela e meus bisavôs tinham passado por aquelas lugares, que emoções eles tinham vivido naquela cidade. Sem falar que tentava reconhecer o cenário a todo o momento. Bruscamente, senti uma vontade enorme de ter feito parte desse passado.


Durante o rápido trajeto viajei junto com meus pensamentos há um passado não tão distante e foi incrível como senti uma saudade inexplicável de algo que não vivi. Na verdade acredito que essa saudade sentida foi da minha própria infância, onde ouvi várias vezes de minha avó detalhes de sua vida na fazenda. Com minha imaginação fértil conseguia me transportar para perto dela criança, assim como costumo fazer com os livros.


Passar por essas duas cidades me trouxe sensações maravilhosas e um sentimento ainda maior de voltar, só que dessa vez com a personagem principal: minha Avó. Quem sabe minha viagem pelo passado não será mais completa, cruzando junto com ela pelo caminho de suas memórias.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A viagem e o GPS...


De volta à rotina de trabalho depois de uns dias de folga e dessa vez resolvi contar para vocês a aventura com o Sistema de Posicionamento Global, transformando esse nome bonito em siglas quero dizer o GPS. O aparelho foi à última aquisição tecnológica do Luiz e é claro, resolvemos testá-lo rumo a João Pessoa (PB).


Já havíamos testado algumas vezes em Maceió e como conhecemos a maioria dos caminhos de frente, costas, lado e todo jeito, seu funcionamento não era muito perfeito. O aparelho busca as rotas que supostamente estão em melhores condições, só que nem sempre são elas há que tem menos trânsito ou são mais rápidas. Para quem não conhecia nada de João Pessoa, poderia ser que o negócio funcionasse melhor.


A ida foi tranquila, apesar de quando chegamos em Recife ele nos colocou num baita congestionamento em plena rodovia BR-101. Me estressei – coisa que é fácil de acontecer -, mas vamos continuar. No outro dia chegamos em João Pessoa e resolvemos sair pela cidade. Nos perdemos várias vezes e descobrimos que o negocio só funciona bem se tivermos o nome exato das ruas que queremos ir.


Foi então que compramos um mapa, tínhamos urgência de fazer alguma coisa e queríamos chegar ao Por do Sol do Jacaré ainda naquela tarde. O detalhe é que o mapa só tinha a cidade de João Pessoa e o por do Sol fica em Cabedelo. Nada feito e continuávamos sem o endereço. Para não ficar sem chegar ao lugar acabamos partindo para a velha e boa pergunta do onde fica.


Foi apenas no dia seguinte, que finalmente o bichinho começou a ser útil. Isso porque, aprendemos que era mais fácil pegar o endereço do local onde queríamos ir pela Internet. Funcionando, na maioria das vezes ele nos jogava no lugar exato, mesmo a gente sem confiar muito nele. Bate uma insegurança até porque sou do tempo passado, que adoro parar para perguntar e me guiar pelas placas.


Deixo a dica para quem quiser ter um: ele funciona, mas trate de saber bem o nome da rua que você quer chegar, senão você vai ficar rodando em círculos. Ah, e prepare a paciência também porque os percursos são longos, segundo o aparelho os que estão em melhores condições de passagem.


Tenho que confessar que esperava mais do GPS. Ele deveria ter alguma função do tipo pontos turístico das cidades, onde bastava apenas a gente clicar e ele nos jogar para a rota certa. O GPS até tem esses endereços, mas só consegue mostrá-los se estivermos muito próximo.


No fim das contas acabamos entendendo que ele precisa de uma mãozinha para funcionar e no último dia conseguimos chegar a todos os destinos com a ajuda do bichinho. Sempre que eles nos levava ao lugar certo, recebia uma salva de palmas e beijinhos jogados a distância.


Só para completar sua façanha, na volta queríamos vir para Maceió pelo litoral, só que mais uma vez ele que tem personalidade própria nos meteu na rodovia Federal. Graças a Deus apesar do grande número de caminhões – que não respeitam carros menores de jeito nenhum - tudo terminou bem.

Redação de casa nova...

Imagem da praia de Guaxuma...

Há mais ou menos uma semana estou de casa nova no trabalho. Sim, O JORNAL mudou de endereço. Agora funciona no coração do grupo JL, dividindo espaço com o escritório da Usina Laginha. A piãozada está chamando o espaço carinhosamente de sede do Projac, já que é muito maior do que a sede do antigo O JORNAL que fica na Gustavo Paiva.


A área é bastante arborizada e espaçosa. Sem falar que fica em frente à praia, que acredito ser Guaxuma. Tem estacionamento coberto, refeitório e estradinha de pedras que temos que percorrer todas as manhãs para se chegar à redação – quase a floresta da chapeuzinho vermelho. A mudança aconteceu bruscamente e ainda estamos em fase de adaptação.


Apenas a redação foi transferida para o prédio, que fica ao lado de outro onde funciona o escritório da Usina. Ficamos num primeiro andar, onde várias salas estão desocupadas. Falta a administração, o setor pessoal, o telemarketing e toda a direção. A reforma está a todo vapor. Acredito que o prédio ainda não estava pronto para nos receber, mas nos mandaram e só tínhamos que obedecer.


Os primeiros dias foram os mais complicados, já que ainda existia a barulheira da reforma, a falta de um café quentinho logo cedo e os jornais atualizados. Agora o problema foi parcialmente resolvido, os nossos queridos motoristas vão à sede antiga – que ainda funciona precariamente – e levam o que falta para a sede nova.


Mas, o melhor da mudança é sem dúvida a beleza incondicional do mar. Do computador onde fico todas as manhãs me desfruto com o azul que contrasta com o céu. É maravilhoso poder escrever e dar uma paradinha para ver o oceano que tanto amo. Não tem estresse que permaneça com tanta beleza.


Como somos os recém chegados, os irmãos pobres que se aproximaram bruscamente dos irmãos ricos, ainda somos observados e analisados pelos restantes dos funcionários do grupo JL. Muitas vezes integrantes das equipes do escritório Central vão curiosos ver a redação. Somos quase os peixinhos do aquário, onde sempre tem alguém querendo ver. Muitos não falam, preferem o isolamento frio. Em defesa acabamos fazendo o mesmo.


O clima de expectativa continua. Toda mudança gera incertezas, mas até agora a alteração tem acontecido sem grandes traumas, apesar de alguns fatos irrelevantes que prefiro não mencionar. Espero que essa mudança seja para melhor, pelo menos prefiro manter a confiança.

sábado, 15 de maio de 2010

Folga merecida...

Estação Ciência - Foto Láyra Santa Rosa
Por do Sol no Jacaré - Foto Láyra Santa Rosa

Viajar faz um bem danado. Desde quinta-feira estou na estrada com o maridão para aproveitar uma folga que tinha no O JORNAL. Passamos pela nossa querida Recife e agora estamos em João Pessoa. Não conhecia a cidade, mas estou achando o lugar bastante atraente e simpático.


A cidade é bem arrumada e limpa. Tem pontos turísticos para todos os gostos. Já passamos pela Ponta do Seixas, pela Estação Ciência, pelas piscinas naturais de Picãozinho, Centro Histórico - incluindo um teatro lindo chamado Santa Roza -, Farol do Cabo Branco, Por do Sol do Jacaré, Forte Santa Catarina e mais um monte de lugar. Estou achando tudo o máximo, principalmente porque as vistas são lindas e estou tirando muitas fotos.


Porém, apesar de estar achando Jampa uma gracinha, sou bairrista e prefiro mil vezes a nossa querida Maceió. A cor do nosso azul do mar, que se divide com nuances de verde são incomparáveis. Nossa orla é maravilhosa. Só que infelizmente é quando viajamos que sentimos falta da história cultural da nossa cidade.


Aqui em João Pessoa tudo vive em torno do turismo, assim como em Maceió. Mas, diferente da nossa cidade não encontramos uma língua de esgoto despejando no mar e tudo limpo. Sem falar nos milhões de atrativos. Mesmo sendo uma cidade litorânea, a cidade tem muitas outras opções para se fazer sem que obrigatoriamente seja necessário ficar na praia o dia inteiro. Aqui o Governo Federal investiu milhões na construção da Estação Ciência, projeto do Niemeyer, que serve como um centro de exposições e é super visitado. Não tem nem como comparar com o nosso, que mais parece um galpão de exposições.


Acredito que Maceió precisa ainda mais de investimentos turísticos. As pessoas querem praias, mas também querem cultura. Em nossa cidade ir a museus é ter a possibilidade de encontrar as portas fechadas ou sem nenhuma informação que conte a nossa origem. É lamentável!!! Porque não termos um por do Sol diferente na nossa Mundaú como acontece no Jacaré, basta apenas interesse e investimento.


Ah, amanhã estamos pegando a estrada de volto e prometo contar mais resenhas desse fim de semana de merecida folga.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Do inferno ao Céu!!!

Antigo Xalaco... Nova Igreja...

Tinha prometido a mim que não falaria mais sobre religião nesse blog, mas não resisti e volto a comentar. Quero logo deixar claro que não tenho nada contra os evangélicos, tenho amigos que seguem essa religião e gosto muito deles, mas o fato é que a cada dia as Igrejas Evangélicas, com todos os tipos e com diversos nomes se espalham pela cidade. Não estou aqui para discutir doutrina, apenas um fato que achei engraçado.


Passando pelo Jacintinho, percurso que faço sempre tive uma verdadeira surpresa. O “inferninho” conhecido por muitos homens e também por namoradas ciumentas, chamado de Xalaco Bar, localizado na curva que segue para o bairro, deixou de funcionar e deu espaço sabe a que? A Igreja Evangélica Metodista da Redenção.


O fato do inferninho ter fechado é natural. Bares, locais de prostituição, restaurantes abrem e fecham o tempo inteiro, mas o fato desse local dar espaço a uma Igreja mereceu todo o meu espanto. Fiquei impressionado com a mudança radical do ramo comercial. Até porque acredito que aquele local seja cheio de energias fortes, muito mais para o lado negativo do que para o positivo é claro, já que foi utilizado em muitas noitadas de orgias. Agora, deve virar um lugar de oração. Pelo menos, espero que seja mesmo isso que aconteça ali.


Hoje passando pela porta estavam lá várias pessoas dando os últimos reparos na pintura, provavelmente na iluminação. Na parede de entrada a frase “A Palavra de Deus em seu coração”, logo mais ao canto um calendário com os horários e dias dos cultos. Acredito que os vizinhos possam ter gostado da mudança, já que os horários de sons altos agora vão mudar. Os cultos pelo menos não acontecem de madrugada.


Em relação ao fato de que as Igrejas Evangélicas estão se espalhando por toda a cidade, estão mesmo. Encontramos em todas as esquinas da cidade um tipo de ramificação. Não conheço todos os seus nomes – já que são várias -, mas deixo claro que não gosto de fanatismo – nem na Igreja Católica, no Espiritismo, na Umbanda ou qualquer outra por ai. Detesto aquele povo que fica gritando nas esquinas, dizendo que entendem tudo das palavras de Deus se achando que são os donos da verdade, seja lá em qualquer religião.


Difundir a palavra de Deus é sempre válido, mas acredito que deva ser feita sempre com o coração e não na busca do enriquecimento ilícito, na pedofilia, ou qualquer outra coisa que fuja dos ensinamentos de Cristo, como infelizmente muitos fazem.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia da minha mãe e das outras também...



Hoje é Dia das Mães e não podia ser diferente, tinha que postar aqui a minha homenagem a todas aquelas mulheres que cultivaram nos seus ventres a vida. E é claro, que o texto tinha que ser nada mais nada menos do que sobre a minha mãe. É engraçado, mas foi ela que esteve junto de mim em todos os momentos bons e difíceis da minha vida.


Nossa história começou há 27 anos, quando uma jovem de 19 anos descobriu que seria mãe. Apesar do medo da mudança que aconteceria em sua vida, ela decidiu que aceitaria sua nova missão e posso dizer que tirou de letra. Primeiro veio eu, um ano depois os gêmeos e quatro anos mais tarde a Mayara.


Lembro dela sempre presente na nossa vida. Dos momentos de dificuldades. Lembro das brigas com meu pai em que ela sempre se metia para me defender. Dela indo me buscar na casa da minha avó porque sempre que eu ia passar uma fim de semana lá, resolvia passar um ano. Das nossas discussões. Lembro das diversas vezes em que ela me esperou acordada, só para saber se cheguei segura da festa e como foi a diversão. Sem falar dos inúmeros telefonemas só para saber se tudo estava bem.


A nossa ligação é enorme. Tenho certeza que vem de outras vidas. Sem dúvida, minha mãe é uma mulher que admiro, cheia de força, uma verdadeira guerreira que depois dos filhos criados resolveu investir no sonho de se formar em Direito e está fazendo. Se pudesse denominá-la diria que a dona Palmira é aquelas mães galinhas, que se pudesse colocaria os pintinhos em baixo das asas e os manteria sempre perto dela, bem cuidados.


Hoje não moro mais com ela, mas acho uma graça sempre que vou visitá-la. É só eu entrar na porta que o olhar dela chega a brilhar. Sinto uma felicidade impar estampada em seu rosto, e tenho certeza que se ela pudesse me colocaria no colo e ficaria ali comigo como se eu ainda fosse uma criancinha. E olhe que de vez em quando ela faz isso mesmo.


E esse carinho não é só comigo não, acontece com todos os outros três. Não posso reclamar de predileção, não tenho dúvida que ela ama igual os quatro. Apesar de ter mais afinidade com uns mais do que com outros, ela ama igual. Até nos dias de comemoração ela tem a preocupação de fazer o prato preferido de cada filho. “A Láyra gosta do camarão na moranga, a Mayara do camarão chiclete, os meninos do bacalhau”, diz ela ao se orgulhar mostrando os pratos na mesa.


A cada ano que se passa e tenho o prazer de conviver ainda mais com ela, vou tento a certeza de que Deus não poderia ter me mandando para ser filha de mãe melhor. Para mim ela é sem dúvida nenhuma a MELHOR MÃE do mundo. Aprendo com ela todos os dias e a amo incondicionalmente. Tenho que confessar: morro de saudades delas e muitas vezes, mesmo estando casada e independente ainda me pego com uma necessidade enorme de pedir-lhe autorização e de ligar para ela para dizer o que vou fazer naquele momento. Falo com ela todos os dias, senão fizer isso o dia não foi completo.


Mas, aproveito para homenagear outras duas mulheres, que também considero minhas MÃES. Olha como sou sortuda TENHO LOGO TRÊS MÃES. Uma delas é mãe 2x, foi quem me ensinou durante muitos anos e foi decisiva para a profissional que sou hoje, Vovó Zé. A outra é uma mãe meio desmiolada, mas sempre me orientou e esteve junto me aconselhando e ouvindo em todos os momentos bons e difíceis, Tia Joya. Enfim, só tenho a agradecer as três por todo o amor, dedicação e cuidado. Vocês foram essenciais na minha vida. As amo incondicionalmente.


Beijos para todas as mães e que vocês tenham um dia maravilhoso!!!

sábado, 8 de maio de 2010

"Bater para relaxar"


A correria do dia a dia faz com que a gente procure sempre alguma coisa para relaxar. Algumas pessoas gostam de ouvir música, outras de dançar. Também tem quem prefira uma boa leitura, um barzinho com uma cervejinha gelada, um banho de praia. Eu gosto de algumas dessas coisas citadas – tirando a cerveja é claro, já que não bebo -, mas descobri um novo lazer, uma forma nova para desestressar. Estou fazendo Muay Thai.


Para aqueles que não sabem do que se trata o Muay Thai é uma luta marcial originaria da Tailândia. Na verdade a diferença dele para o boxe comum é que Muay Thai é uma mistura de murro com chute. Parece uma dança sincronizada, com um mexido na cintura. Dizem os sites que falam do esporte que ele surgiu diante das necessidades dos povos daquele país em se protegerem de invasores que tentavam conquistar seu território.


Já conheço o esporte há alguns anos, acho que mais de sete, quando minha irmã resolveu fazer. Até tentaram me ensinar alguns golpes há algum tempo, mas nunca me interessei. O Luiz também faz há algum tempo, chegou a me chamar algumas vezes para treinar com ele, mais acho que desistiu diante da minha moleza. Até que criei coragem e resolvi tentar.


Não é que me apaixonei pelo negócio. Descobri o prazer de jogar toda a minha fúria e os problemas do dia de trabalho, nos golpes que aprendo a cada aula. É muito divertido o treino. Me acabo de rir, com meu jeito bem desengonçado de golpear e chutar. Sem falar durante o aquecimento. Me falta coordenação motora para tudo.


Espero que essa minha empolgação não seja passageira. Já estou matriculada na academia e a cada coisa que aprendo, sinto ainda mais vontade de continuar e aprender. O meu jeito, sem jeito não me intimida, me encoraja a continuar. Mas, o que mais me anima e poder tirar a carga do dia a dia com a utilização da força.


Indico o esporte para aqueles que não conhecem conhecer. Tem seus requintes de violência, como toda arte marcial, mas é relaxante. Pelo menos não precisamos ficar nos agarrando com outras pessoas, como acontece no jiu-jítsu – que também já tentei fazer. Gosto dessa coisa de agilidade, rapidez. Tenho relaxado bastante.


Dizem por ai que o Muay Thai vem ganhando cada vez mais praticantes, é uma luta que desenvolve um ótimo condicionamento físico e mental, concentração e auto-confiança. Além disso, o treinamento ajuda as crianças e adolescentes a terem maior poder de concentração nas suas atividades paralelas.


O Muay Thai é tão popular na Tailândia quanto o futebol no Brasil, isso faz da Tailândia a maior potência de tal esporte no mundo. Além de criadores do Muay Thai, os tailandeses também são os maiores lutadores do mundo na sua categoria, até 70 kg em média, isso devido os tailandeses terem uma estrutura física pequena.

sábado, 1 de maio de 2010

Feliz Dia dos Trabalhadores...

Entrevistando no meu dia a dia de trabalho!

Acordar cedo, ter uma rotina incansável, lutar por seus direitos fazem parte do dia a dia da maioria dos trabalhadores brasileiros. Independente de qualquer profissão, trabalhar requer destreza, paciência e muita força de vontade. É claro, que precisa estar atrelado com o bom humor e a afinidade com a profissão escolhida. Essa junção deixa a rotina ainda mais leve e fácil de levar. Senão tiver a bendita vocação, o caminho pode ser ainda mais duro.


Não são poucas as vezes que me pergunto se fiz a escolha profissional certa. E a resposta é sempre a mesma, ACREDITO QUE SIM. Apesar do salário baixo, da rotina estressante, das cobranças, ser jornalista para mim é o máximo. Sou apaixonada pelo que faço e faço com todo o gosto. Sem dúvida, não podia ter escolhido profissão melhor e olhe, que durante o processo de escolha quase deixei de lado o esse caminho.


Lembro como se fosse hoje da dúvida que fiquei no momento de preencher o cartão do vestibular. O dilema era se deveria fazer Direito que sempre foi planejado e sonhado por mim (queria ser delegada) ou se fazia outra coisa. O problema de fazer direito era que não tinha estudado o suficiente e sabia que as chances de passar não eram muito grandes ou quase nenhuma.


Foi quando, uma professora sugeriu que fizesse jornalismo. Ela dizia que tinha características que apontavam para esse lado (sempre fui falante, curiosa, adorava escrever e é claro sempre estava bem informada das fofocas do Colégio). Fiquei meio assim, por não saber exatamente o que um jornalista fazia. A única imagem que me vinha na cabeça era de ser uma Fátima Bernardes. Resisti e acabei tentando Direito mesmo, mas como já era esperado, perdi no vestibular.


Um ano se passou. Refleti, pesquisei, me inteirei e acabei me apaixonando pelo jornalismo. Resolvi tentar seguir essa profissão e acabei ingressando na faculdade. Tive estágio em quase todas as áreas da comunicação. Passei por uma rádio comunitário onde tinha um programa, em seguida para uma assessoria de comunicação, depois para a produção de um programa de TV, outra assessoria só que dessa vez institucional na Braskem, até chegar no O JORNAL e numa agência de noticias. Foram quatro anos bem trabalhados.


Sem dúvida entrar no mercado foi uma questão de sorte e muita força de vontade. Tive chefes pestes, um deles que acabou me fazendo desistir do estágio. Sem falar que já cheguei a trabalhar de graça, mas naquela época o que me valia mesmo era a aprendizagem. E aprendi bastante e sem dúvida isso foi essencial para eu descobrir a REPÓRTER que existia dentro de mim.


Um pouco depois da minha formatura – momento único e de vitória – consegui o emprego desejado e estou nele até hoje. O JORNAL se tornou minha segunda casa, onde os outros jornalistas e funcionários também fazem parte da minha família. Ali encontrei amigos e colegas, mas a maioria independente de afinidade que dividem a rotina árdua com carinho e cumplicidade.


Mas indo para o dia a dia de trabalho, sem dúvida o que mais me fascina em ser repórter é essa coisa do novo todos os dias. Sempre estamos fazendo pautas diferentes e conhecendo coisas novas. Um dia é um passeio de lancha dentro da lagoa Mundaú ou do Roteiro para fazer uma matéria especial. No outro estou dentro de uma favela acompanhando uma operação policial. Ainda no mesmo dia, posso está acompanhando de perto as novidades da política estadual.


Não desmerecendo é claro as outras profissões, mas não sei se conseguiria trabalhar presa num único lugar sempre. Detesto rotina e repetição. E é esse novo sempre, que encontro no jornalismo que me faz apaixonar todos os dias. É essa paixão que é o estimulo para eu acordar cedo, buscar informações quentes, ter força de vontade para continuar e fazer com que minha profissão seja muito além do fato de informar, mas que possa ajudar a fazer a diferença na vida das pessoas.


O importante em qualquer profissão que você esteja é que exista a vocação e a paixão. Sem esses ingredientes, a rotina será chata e cansativa, acho que não vale a pena. Para todos os trabalhadores um ótimo dia e que momentos melhores venham por ai!!!