quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lembranças...

Rio Paraíba do Meio - Cajueiro

Pegamos a estrada hoje para fazer uma matéria no interior e dessa vez, essa viagem me trouxe muitas lembranças. Algumas delas, tenho que confessar, não são minhas, mas de tanto ouvi-las acabaram fazendo parte da minha história também. Estou falando das memórias da minha avó Maria José, ou melhor, Vovó Zé em relação a sua infância.


Pela primeira vez em alguns anos de jornalismo tive o prazer de pegar a estrada para as bandas de Capela e Cajueiro, terra natal da minha avó. Desde pequena a ouvi contar sobre suas peripécias infantis, suas aventuras na Fazenda Santo André e das brincadeiras no Rio Paraíba.


Hoje, ao passar por aquele rio cheio de pedras e de água corrente tive uma sensação gigante de já o conhecê-lo há muito. Era a primeira vez que o via, mas foi incrível como minha memória o reconheceu. Estava cochilando quando nos aproximamos de Capela, mas ao ouvir Yvette Moura – repórter fotográfica – citar sua presença rapidamente despertei.


A passagem por Capela e Cajueiro foi bem rápida, já que ali não era o nosso destino. Mas, a medida que o carro ia cruzando por aquelas ruas ainda de paralelepípedos, minha imaginação ia percorrendo a infância contada por minha avó. Fiquei imaginando se ela e meus bisavôs tinham passado por aquelas lugares, que emoções eles tinham vivido naquela cidade. Sem falar que tentava reconhecer o cenário a todo o momento. Bruscamente, senti uma vontade enorme de ter feito parte desse passado.


Durante o rápido trajeto viajei junto com meus pensamentos há um passado não tão distante e foi incrível como senti uma saudade inexplicável de algo que não vivi. Na verdade acredito que essa saudade sentida foi da minha própria infância, onde ouvi várias vezes de minha avó detalhes de sua vida na fazenda. Com minha imaginação fértil conseguia me transportar para perto dela criança, assim como costumo fazer com os livros.


Passar por essas duas cidades me trouxe sensações maravilhosas e um sentimento ainda maior de voltar, só que dessa vez com a personagem principal: minha Avó. Quem sabe minha viagem pelo passado não será mais completa, cruzando junto com ela pelo caminho de suas memórias.

2 comentários:

  1. Lindona acabei de ler este texto para sua avó, ela como era de se esperar ficou muito emocionada e pediu para que guardasse para um futuro livro, assim também aquela montanha de elogios á neta que escreve com tanta perfeição....Enfim, muito lindo seu escrito agradeça sempre ao Eterno Pai este dom magnífico que tens...Am cada dia mais... Tia Joya

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  2. Realmente querida de tanto a mainha falar temos a impressão que também vivíamos lá. Acho um ótima idéia levar sua vó para uma visita a Cajueiro. Beijos

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