segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vou chamar o Conciliador...

Sabem aquele quadro do Fantástico, “O CONCILIADOR”, onde os problemas de família, condomínio, da rua ou qualquer outro canto são levados para serem resolvidos na Justiça? Pois bem, em breve serei eu a personagem dele. Brincadeiras a parte, esse fim de semana foi complicado aqui no prédio.


Sou acostumada a morar em casa, onde o vizinho a gente vê de longe e no máximo dá um xauzinho. Desde que me mudei para um apartamento, diga-se de passagem com uma vizinhança complicada, tenho tido estresses.


Primeiro foram as crianças jogando bola batendo no meu carro ou quebrando as telhas da garagem. Sem falar da quantidade de vezes que tivemos que nos levantar após ouvir a cigarra tocando e não ser nada. Até ai tudo bem, são crianças. Não passa de brincadeira. Depois foi a vizinha do lado que só conversa gritando e de porta aberta, então a gente sabe da vida inteira dela. Arrumei um remédio, ligar o som alto. Funcionou, ela logo fecha a porta.


Mas, os problemas não pararam por ai. A pior situação mesmo vem da minha vizinha de cima. Uma beleza a família. Além dela ser a mãe das crianças da bola, ela ainda tem uma mania interessante de achar que a minha casa é o quintal da dela. Primeiro ela estende os lençóis na janela da cozinha e simplesmente, molha toda a minha, sem falar que faz questão de tapar a ventilação. Já conversei, disse que incomodava, mas não teve jeito.


Quando não, acordo assustada com a barulheira que eles fazem em cima. Minha gente parece que está caindo o mundo dentro do meu apartamento. É terrível. Mas, a situação extrema aconteceu mesmo nesse domingo. Estava no quarto, quando escuto uma barulheira de água caindo. Não estava chovendo, então fui ver o que estava acontecendo.


Para a minha surpresa, a querida vizinha estava lavando sua janela e jogando água para todos os cantos. É claro, que nesse calor que vivemos a minha janela estava aberta e meu apartamento foi diretamente atingindo. A limpeza dela era feita de sabão e água sanitária acertou meu sofá e minha cortina.


Quando senti o cheiro da água sanitária e lembrei-me do seu efeito nos panos – desbota, rasga -, o sangue subiu no juízo. Fiquei simplesmente histeria. Era a gota d’água. Não me controlei e toda a política da boa vizinhança foi por água a baixo. Soltei tanto palavrão e chamei logo pela janela a querida de mundiça.


Quando soltei os gritos, ela fechou a janela na hora e quando o Luiz foi pedir para que da próxima vez, eles avisassem para fecharmos a nossa janela, ela estava simplesmente trancada no banheiro. Mandou o marido resolver. Acho que ela entendeu que também sei descer o nível.


Povo folgado, sem educação. Aprendi que o seu limite é quando começa o meu, mas aqui nesse prédio a situação é outra. Todos são donos de tudo. Ainda bem, que me estada por aqui é provisória e que bem em breve estarei de mudança. É para outro conjunto de prédios, mas acredito que com pessoas, mas educadas ou que devem seguir as normas da convenção de condomínio, senão pagam multa.


Enquanto isso vou tendo meus rampantes de controle e descontrole. Vamos ver até onde aguento... Senão, chamo o Fantástico e viro personagem do “O Consiliador”.

2 comentários:

  1. iai o sofá? sofreu alguma mudança de cor?! que vizinha folgada!!! tá merecendo um supapo! kkkkkkkkkkk
    beijos!!!

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  2. kkkkkkkkkkkkkk, pobre é a peste do mundo. "Quem com porcos se mistura farelo come". kkkkk ai vai outro "quem muito se abaixa os fundilhos os fundilhos aparece". kkkkkkkkkk Quem mandou ir morar ai....kkkkkk
    Beijos Te amo

    Mamy...

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