quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ver de perto é ainda pior...


Posso está sendo repetitiva. Mas, ver a destruição provocada nas cidades alagoanas ao vivo e a cores é muito maior, do que vê-la pela televisão. Quase duas semanas após a enchente dos rios, o cenário deixado é de destruição total, parece que caiu uma bomba atômica em cima delas. Hoje, estive em Murici e pude ver de perto o que a força do rio fez com a cidade.

Ao entrar no município, já de cara nos deparamos com vários desabrigados. Na margem da rodovia, num ginásio, eles esperam os recursos para a reconstrução de suas casas. As roupas que sobraram, junto com as doações que já chegaram,foram limpas e formam um grande varal nas cercas das fazendas. A vida para eles continua.

No Centro do município, os prédios que não foram atingidos funcionam normalmente. Na parte destruída, o momento é de reconstrução. Muitas pessoas já colocam a “mão na massa” e tentam recuperar o que sobrou. Em várias ruas, na parte Central, a água chegou a alcançar mais de três metros.

Muitas pessoas perderam tudo. Pela conversa que tive com alguns moradores, ninguém esperava que o rio subisse tanto. É comum ter enchente, mas nenhuma foi como essa. Conversei com uma comerciante, dona de uma ótica que quando soube que a água estava avançado correu para pegar os produtos e acabou ficando ilhada no primeiro andar do prédio, com duas filhas de dois e quatro anos. Ela só deixou o prédio, após ser resgatada pelos bombeiros.

Na rua onde funciona a ótica, poucos prédios ficaram de pé. A maioria caiu e foi arrastado pela chuva. Uma devastação geral. O pior é que as pessoas estão com medo. O nível da água voltou a subir no final de semana e trouxe mais lama. A cidade que está em limpeza, teme agora uma nova enchente que leve o pouco que sobrou.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Medo de tudo...

O mundo anda tão difícil de viver. São tantos acontecimentos negativos, registros de violências altos, crimes e mais crimes, que acabamos ficando com medo de sair até de casa. Para completar, hoje em dia o número de pessoas conhecidas com síndrome do pânico está cada vez mais comum.

Um dia desses soube de uma amiga jornalista, que cobre matérias policiais assim como eu, está com esse problema. Ela vive dizendo que está sendo perseguida, se tranca em casa e chega até surtos nervosos. A compreendo muito bem, a gente vê tanta coisa ruim no nosso dia a dia, que sinceramente, bate mesmo um pavor de sermos vítimas.

Por exemplo, vivo rezando e torcendo para não ter nenhum parente ou amigo envolvido em acidentes nas estradas. Quando sei de alguma coisa na rota dos meus irmãos, pais, tios ou primos já saiu ligando para todo mundo na expectativa de saber se está tudo bem. Quando não, se meu telefone toca logo cedo, já acordo com o coração acelerado esperando uma má notícia.

E esse pavor levo no meu dia a dia. Vivo ligada e preocupada com assaltos. Fico logo observando para todos os cantos. Uma neurótica mesmo, mas ainda sem essa tal de síndrome do pânico. São cuidados redobrados e um receio gigante. Tudo reflexo dessa situação que estamos vivendo.

Quando essa sensação de medo me invade fecho os olhos e rezo. Rezar é a única coisa que nos sobra nesse mundo cheio de complicações. Hoje, somos prisioneiros dos nossos lares. As casas se transformaram em verdadeiras fortalezas e se não tiver cuidado, podem ser invadidas, mesmo com todas as medidas de segurança.

Será que um dia isso vai mudar?

sábado, 26 de junho de 2010

Paz, peace, frieden, paix, pace, em vários idiomas para não se ter dúvida.

Ando tentando buscar a paz. Essa sensação tão difícil de conquistar. Não é novidade que tenho meus picos de fúria – quase uma Dunga. Sinto vontade de gritar, dizer um monte de coisa, soltar um monte de palavrões, principalmente quando as coisas fogem ao meu controle. Sou nova, cabeça dura e ainda tenho muito que aprender.

Uma coisa que venho prestado atenção e repensando é em relação a conselhos. Muitos dizem que se conselho fosse bom não era dado e sim vendido. Porém, no meu temperamento impulsivo e teimoso, passo a avaliar esse ditado de forma diferente. Isso porque, todo conselho que vem de pessoas que gostam da gente são bons mesmo e acabam tendo razão.

Geralmente quando venho nesse espaço tratar de coisas polêmicas ou que possam desagradar as pessoas, pergunto a opinião da minha mãe e do meu marido. Muitas vezes fui orientada por eles a não colocar certas coisas ou a retirar textos já prontos para evitar polêmica. Faço muito mais por eles, do que por vontade ou covardia. Já que quando teimo e faço o contrário é certeza, gera confusão.

O pior é que depois que o negócio acontece reavalio toda a situação e fico rindo sabendo que poderia ter evitado transtornos. Isso é em tudo. A fúria não leva a nada, só a fazermos besteiras e no momento que vivo não quero guerra com ninguém. Só paz, peace, frieden, paix, pace, em vários idiomas para não se ter dúvida.

Então queridos leitores digo a vocês com bastante convicção, se receberem um conselho preste atenção a ele. As palavras de pessoas mais sábias podem evitar dor de cabeça e estresse. E se for dada pela mãe, xiiii a chance de acontecer é ainda maior. Se ouvisse a minha todas as vezes que ela fala... (risos)

Volto a falar aqui que esse espaço é apenas um lugarzinho que tento expor minha opinião e como uma pessoa que acredito na democracia, respeito a de todos. Se o que escrevo não agrada, lamento. Em relação a argumentos feitos através de qualquer comentário, prometo que vou pensar em formas de respoder, sem polêmicas ou guerras. É como disse logo acima: tento viver um momento de paz e não vou deixar certas coisas me irritarem.

A exploração das vítimas da enchente...


O ser humano é incrível. Enquanto parte da população está preocupada em ajudar quem perdeu tudo com as enchentes dos quatro rios em Alagoas, um outro pedaço está arrumando formas de se beneficiar. Falo dos políticos que já iniciaram suas campanhas, dos comerciantes que cobram presos exorbitantes em cima da mercadoria e da população mais simples que na cara dura saqueia os escombros das casas.

Uma amiga repórter que foi para União dos Palmares me contou uma história que confirmei quando estive em Rio Largo. Pessoas que não foram atingidas pela enchente estão passando com sacolas e carrinhos nas áreas atingidas para pegar o que sobrou nos escombros. As verdadeiras vítimas da enchente precisam montar acampamentos para evitar que seja levado o resto que sobrou.

Em relação aos comerciantes que também não foram atingidos pela água, esses estão se aproveitaram para dobrar o faturamento. Existem pontos que estão vendendo garrafão de água mineral por até R$ 20 – cinco vezes o valor normal do produto; um botijão de gás por R$ 80 – também quase três vezes mais; R$ 10 num pacote de vela.

Diante dessa situação o Ministério Público Estadual determinou que esses “aproveitadores” fossem punidos. Segundo a Lei 8137/90 esse tipo de comportamento é crime inafiançável com reclusão de 2 anos e meio a 6 anos de meio. Acho que nada mais justo. Sem dúvida essa não seria a melhor oportunidade para ganhar um dinheiro a mais.

E os políticos, que estão fazendo de tudo para aparecer nesse momento em busca dos votos para o pleito de outubro. Vocês não imaginam a quantidade de pré-candidatos que foram para Rio Largo na última quinta-feira para encontrar com o Lula. E alguém acha que eles realmente estavam preocupados com as vítimas das enchentes?

Não sei o que se passa na cabeça das pessoas. O que sei é que a situação nas vinte e oito cidades alagoanas continua difícil e é de muita calamidade. A população está sem água e sem energia, a previsão para o retorno ainda não existe.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entulho já chega a nossa lagoa e praia...

O tamanho da tragédia proporcionada pelas enchentes nos rios que cortam Alagoas ainda estão sendo calculadas. Todos os dias os números de vítimas fatais crescem e os desaparecidos continuam. Talvez a maioria dessas pessoas que foram levadas pela força das águas nunca apareça. Sei que diante do problema, o que vou falar agora é mínimo, mas é algo impressionante e só reforça a proporção da coisa.

Ao passar hoje pela Praia da Avenida e pela Lagoa Mundaú o cenário era totalmente diferente do que estamos habituados. O azul esverdeado do nosso mar e também da nossa lagoa, foi substituído por um marrom lamacento. A areia trazida pelas enchentes no Rio Mundaú invadiu os dois cartões postais. No mar, uma faixa de alguns quilômetros dividi a cor natural com a cor barrenta.

Porém, o que realmente me chamou a atenção foi a quantidade de entulho que a cheia do Rio Mundaú trouxe para a nossa Lagoa, que é o ponto onde o percurso termina. A lagoa está cheia de móveis, barro, plantações que foram arrastadas e principalmente pés de cana de açúcar, principal cultura do Vale do Mundaú.

Ficou impressionada com a quantidade de cana que tinha hoje na margem da praia do Pontal da Barra e da Avenida. Era muito mesmo, parecia um monte de entulho... Infelizmente, não tive como fazer foto, mas jamais imaginei ver uma cena como aquela. Não sei se a prefeitura fez algum trabalho de limpeza, mas o fato curioso merece atenção de quem passar por lá.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Depois da chuva as doações...



Imagens da cidade de São José da Lage

Depois da devastação de parte de pelo menos dez das vinte cidades atingidas pela força das águas no último final de semana, ontem foi dia de planejamento, reconstrução e assistencialismo. Os dados contabilizados são de uma verdadeira catástrofe. Até agora foram registrados 26 mortes e mais de mil pessoas continuam desaparecidas. Além de 47 mil desalojados, mais de 27 mil desabrigados e mais de 20 mil casas destruídas e danificadas.

A força das águas passou destruindo e arrastando tudo que tinha pela frente. Casas, prédios públicos, pontes, postes de eletricidade, tubulações de água e até famílias inteiras foram levadas pela enxurrada. A situação é preocupante e destruição total. Hoje, um militar do Corpo de Bombeiros me disse durante entrevista que o cenário é pior do que se possa imaginar, chegando a comparar com os de cena de filme de guerra.

Nesse momento o que vale é a população se unir e tentar ajudar a essas pessoas que perderam tudo. A maioria dos municípios estão sem água potável e sem energia, tudo devastado. Só nos resta a caridade com o próximo. A orientação do Corpo de Bombeiros é levar os mantimentos para os quartéis de todo Estado. O medo da corporação é que exista campanha política as custas da situação grave.

“A situação é muito delicada e sabemos bem que muitos podem se aproveitar para se promover as custas da tragédia dos outros. Quem quiser ajudar deve procurar os quartéis do Corpo de Bombeiros que sabemos quais as áreas estão mais necessitadas. Estamos aceitando doações de alimentos não perecíveis, água potável, roupas, cobertores, tudo que possa ajudar a quem perdeu tudo”, disse o tenente coronel, Denildson Queiroz, secretário executivo da Defesa Social do Estado.

Estou bastante sensibilizada com essa situação. A cada dia a tragédia se mostra com proporções gigantesca. Temos mil desaparecidos e quase sem chance de serem encontrados com vida, até agora são apenas 26 mortos, mas esse número pode ser ainda maior. E para completar, a preocupação agora é que volte a chover na cabeceira dos rios em Pernambuco e aquilo que já está destruído fique ainda pior. A previsão é que venha mais chuva.

sábado, 19 de junho de 2010

A chuva que destrói


Foto Gazetaweb

A chuva não para de cair. Já são mais de 24 horas de chuva intensa em Alagoas, mas de dez mil pessoas atingidas, em quinze cidades alagoanas. A situação está complicada. Existe um número enorme de desaparecidos, rodovias interditadas, os rios invadiram as cidades, destruindo tudo que tinha pela frente e arrastando pessoas.

Não tinha noção da gravidade da coisa até que recebi um telefonema na manhã de hoje, que deveria ser tranquilizador e me deixou bastante preocupada. Era Luiz, que foi convocado às pressas na noite de ontem, para me dizer que estava tudo bem com ele. Mas, ao ouvi-lo relatar a situação fiquei ainda mais angustiada.

Ele estava desde 4 horas, percorrendo as cidades da zona da mata na tentativa de encontrar e ajudar quem necessitasse. Naquele momento da ligação, estava ilhado em Messias, na expectativa de atravessar para Murici. Segundo o meu bombeiro, o Rio Mundaú transbordou destruindo tudo em União dos Palmares, Murici, Santana do Mundaú e Messias. A altura da água chegava a um primeiro andar de uma casa.

Com a luz do dia, ele e pelo menos outros 20 bombeiros que fazem parte da mesma equipe, se preparavam para iniciar as buscas por sobreviventes. Famílias inteiras estariam desaparecidas, após serem arrastadas pela força da água.

Não quis nem perguntar a ele se tinha hora para voltar, tenho certeza que a resposta seria: não sei. Apenas aproveitei a ligação para pedir mais uma vez que tivesse cuidado. Sei o quanto Luiz gosta de ser operacional, se metendo em tudo, na frente de todos. O literalmente “o pau para toda obra”.

Depois que desligamos o sono passou e apenas a preocupação ficou. A preocupação com ele e com aqueles que perderam suas casas, suas vidas. Fico pensando para onde essas pessoas vão e no desespero de verem tudo indo por água a baixo.

Ainda de acordo com informações dos sites de notícias as chuvas não devem parar nesse sábado nas cidades de Capela, Cajueiro e Anadia, onde o Rio Paraíba já subiu e invadiu várias casas. Sem falar no Rio Camaragibe que também invadiu São Luiz do Quitunde e Matriz do Camaragibe.

No relatório da Defesa Civil estão em situação de calamidade Quebrangulo, Paulo Jacinto, Matriz do Camaragibe, São Luiz do Quitunde, Jacuípe, Jundiá, Viçosa, União dos Palmares, Murici,São José da Lage, Santana do Mundáu, Capela, Cajueiro, Anadia e Branquinha.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Vá com Deus...

Vou fazer uma festa hoje. Com direito a rojões e tudo mais. Sim, o dia merece uma boa comemoração. Sintam-se convidados para dividir esse momento de alegria comigo, já que em alguns textos anteriores dividi com vocês minha fúria e agonia. Como vocês participam de tudo tenho que contar o motivo de tanta felicidade.

Ao chegar em casa na noite de ontem, tive uma surpresa muito agradável. Alguns móveis estavam espalhados na entrada do prédio. De um lado a minha simpática vizinha a esperar no carro, do outro o marido acertando para levar as coisas.

Sim, a vizinha de cima, aquela que tem dois filhos simpáticos que nunca meteram boladas no meu carro e o marido que não faz nada, estão se mudando. Olhe que a vontade que eu tive ao ver aquela cena foi de gritar de alegria, como estou sem voz não pude fazer isso. Mas, agradeci a Deus por ficar livre daquela bruxa.

Pela conversa da sindica, o apartamento que fica em cima do meu vai ser alugado para uma senhora que tem um filho estudante de medicina. Já é uma evolução não tem duas crianças peste. Agora é esperar para saber se teremos mesmo tranqüilidade ou se nossa tormenta continua.

Já são quase um ano morando em apartamento e não consigo me acostumar com certas coisas. Meu comportamento continua sendo o mesmo desde o primeiro dia: chego, guardo o carro, entro e me fecho no meu apartamento. Com os vizinhos o tratamento fica no Bom dia, Boa tarde e Boa noite, como manda a boa educação.

Prefiro manter a distância para evitar maiores problemas, sabe como é vizinho adora uma fofoquinha!!! E vou levando a vida com o pensamento que “meu limite termina quando começa o do outro”...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um ano que meu diploma não vale nada...


Hoje faz um ano que Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os meus quatro anos de faculdade não valiam nada. Sim, isso mesmo. Num ato de desvalorização total, eles decidiram que a partir do dia 17 de junho de 2009 para exercer a profissão de jornalista não seria mas necessário o diploma.

Revolta geral, indignação. Como você escolhe uma profissão para sua vida, estuda por quatro anos numa faculdade, muitas vezes precisa pegar ônibus, tirar inúmeras xerox, se sacrificar para conquistar um estágio, se qualificar e numa decisão arbitrária perde todo o seu direito. Quase num piscar de olhos, numa batida de martelo.

De repente pessoas desqualificadas, que não tem o mínimo conhecimento ético de como se deve tratar a notícia, invade o mercado de trabalho, ocupando os lugares de seus verdadeiros donos, por um salário mixuruca. Foi uma verdadeira batalha perdida para as empresas de comunicação brasileiras que pediram que essa decisão fosse aprovada.

Ao lembrar do fatídico dia em que a decisão foi tomada, me volta a angustia e a vontade de chorar. Que raiva senti dos senhores ministros principalmente, no momento que o senhor Gilmar Mendes disse que para escrever basta ter talento, é quase como cozinhar. Mas, não é mesmo assim. É preciso técnica, desafio a qualquer um que não tenha estudado ou aprendido dicas com alguém a fazer uma verdadeira reportagem.

Ser jornalista vai muito além do simples fato de descrever o que foi visto. É necessário saber a importância do Quem? O que? Quando? Onde? Como? e Porque? Para ser jornalista é preciso saber entrevistas; saber chegar ao seu entrevistado; respeitar a fonte acima de tudo; ter ética de saber o limite e a hora de parar; não mentir; contar a verdade dos fatos, sabendo prender o leitos sem necessariamente ser jornalista. É preciso paixão para se ser um bom jornalista e nem todos sabem disso.

Essa falta de conhecimento no trato com a notícia é exatamente o que faz as informações saírem deturpadas. Depois a sociedade é que acaba sendo vítima desse descuido com os fatos, onde pessoas inocentes acabam sendo acusadas de culpadas e por ai vai. Já pensou sua cara sair num jornal como bandido e você não ter nada com isso? Isso pode acontecer!!!

Espero que em breve essa situação mude e a PEC 386/2009 seja em breve aprovada. A Emenda Constitucional está na Câmara Federal para ser analisada e pede que volte a ser exigido o diploma para o exercício da profissão. Além de regular a Lei de Imprensa, que também foi mexida pelos nossos “queridos” ministros.

Volto aqui a deixar o meu repúdio a essa atitude que só desvalorizou a minha profissão!!!!

Oh mania de se auto medicar


Eita mania que as pessoas tem de auto se medicarem. Como já contei a vocês estou rouquinha da Silva, chegando ao ponto da voz sumir em determinados momentos. Sem falar na tosse que não para. Diante dessa situação já arrumei vários médicos, que de médicos não tem nada. Estou falando dos amigos preocupados, que sempre tem uma receitinha para passar.

É só eu abrir a boca que já vem o questionamento: está rouca, doente e essa tosse? Olhe para rouquidão é bom... para a tosse é bom... E lá vem as receitas mais variáveis, naturais e químicas, de todos os tipos e para todos os gostos. Já me receitaram de tudo: mastruz com leite, mel com limão, pastilhas de gengibre, antibióticos e antiflamatórios.

Acho uma onda quando a pessoa já começa a falar e receitar. Essa minha doença só me chamou a atenção para uma coisa que eu já sabia: no fundo, no fundo existe um médico dentro de todos nos. Mas, sabemos que essa coisa de automedicação é um risco e eu sou uma das que prefere não arriscar, as vezes.... (risos)

Das dezenas de receitas ensinadas, optei apenas pelo mel com limão e a velha e boa vitamina C. Em relação aos medicamentos, como minha voz ainda não voltou e preciso muito dela para conseguir trabalhar, decidi ir ao otorrinolaringologista. Vamos ver o que o especialista irá receitar!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sem voz...

Já que estamos falando de pesadelos, eu estou vivendo um dos meus. Sim, não é bem uma coisa de dar medo, mas sim de dar pânico, agonia. Estou sem voz. Que coisa chata que incomoda. Logo comigo, que gosto tanto de falar. Literalmente sou daquelas que falam pelos cotovelos.

O motivo para essa minha falta de voz repentina é uma simples gripe. Mas, essa simples gripe tirou um dos meus principais instrumentos de trabalho. Imagina só, eu fazendo uma entrevista, super rouca – isso forçando – por telefone. Pobre dos meus entrevistados de hoje, eram eles tentando me ouvir e eu tentando falar.

Estou ficando doente desde segunda-feira. O corpo meio mole, a garganta arranhando. Mas, foi ontem que comecei a me dar conta que a voz estava sumindo. Insistente como sou, decidi ir trabalhar, aparentemente não existia motivos para faltar. Consegui fazer minhas entrevistas pessoalmente e voltei para redação. Hoje, aconteceu a mesma coisa, mas com uma grande diferença, quando mais forçava, mas rouca ficava.

Chegou um momento que tive que reconhecer, que apesar de toda a minha boa vontade não iria conseguir. Nem forçando ela conseguia sair. Estou falando baixo e para me entender é preciso chegar bem perto. Estou sinceramente incomodada com essa situação. Ficar calada é um verdadeiro pesadelo, juro que quase não consigo e fraquejo a todo o momento.

Enquanto isso vou ter que me contentar em falar através das letras, com a escrita. É só o que me resta!!!

Da morte para a vida, até parece filme de terror...

Foto internet Hospital Geral do Estado

Imagine você está dormindo e de repente acordar num necrotério, junto de vários corpos já sem vida. Esse é o pesadelo de muita gente e foi quase isso que aconteceu com uma aposentada aqui em Alagoas na madrugada de hoje. Ela só não acordou, mas foi dada como morta e encaminhada para o necrotério do Hospital Geral do Estado (HGE).

Por volta das 3h da madrugada ela apresentou sinais de morte, sem respiração e batimentos cardíacos. A equipe médica deu o atestado de óbito e como de praxe fez os encaminhamentos para que o corpo fosse retirado da área vermelha, necropsiado e encaminhado para sepultamento. Quando por volta de 5h, duas horas depois de ter a morte atestada, Divaci Cordeiro voltou a apresentar sinais de vida.

Um funcionário, que deve ter tomado um baita de um susto, observou que o corpo se mexia. A paciente estava tendo espasmos. A equipe médica então foi chamada até o local, onde constatou que aposentada não estava morta. Ela foi novamente entubada e está em estado gravíssimo na área vermelho do HGE.

O fato curioso é que hoje pela manhã ninguém sabia explicar ao certo o que tinha acontecido com Divaci Cordeiro. Ela pode ter sido vítima de negligência médica, que atestou o óbito por engano ou até mesmo de catalepsia, quando os batimentos e a respiração ficam pouco perceptíveis, parecendo que a pessoa morreu.

Como tudo em Alagoas termina em sindicância interna, vai ser instaurada uma para apurar se a aposentada tem catalepsia ou se foi negligência. Se for comprovada a doença, ela é uma paciente rara, mas se for negligência não será coisa rara, mas comum no Hospital Geral do Estado, onde os médicos tem que escolher o paciente que irá atender, diante da falta de estrutura.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O verde e amarelo são as cores...

Foto Tudo na Hora

É hoje... A cidade já está em clima de Copa do Mundo. O verde e amarelo já invadiu as ruas. A emoção e a ansiedade para estréia do Brasil já tomam conta dos corações de todos os brasileiros. As pessoas só pensam na seleção canarinho e na partida de logo mais às 15h30. Não tenho dúvida que o país vai parar para assistir o grande momento.
É muito engraçado como um “simples jogo de bola” mexe com as emoções de todos. Passando pela rua hoje de manhã, fiquei impressionada como as cores do nosso país já tomavam conta de todos os cantos. O jogo só é a tarde, mas de cada dez pessoas que circularam pelas ruas de Maceió nessa manhã, nove vestiam o verde e amarelo.
Sem falar nos carros tomados por bandeirinhas e bandeirões do Brasil; as ruas enfeitas e até com o asfaltos e calçadas pintados nas cores do país; os vendedores que estão em toda a esquina com a vulvuzela brasileira que batizamos por aqui com nome de buzina; os chapéus, camisas e tudo mais. O BRASIL nunca esteve tão verde e amarelo.
Acho fantástico como o futebol é a paixão nacional. Homens, mulheres, crianças, jovens e adultos, todos vão se unir em torno da telinha para ver a seleção do Dunga entrar em campo. Não sei se todos estão empolgados e confiantes, já que a seleção de Dunga não conseguiu convencer muito o torcedor. Porém, prefiro acreditar que dará tudo certo e que seremos HEXA!!!
O clima de expectativa já toma conta!!! Agora é esperar e torcer. Adoro os jogos do Brasil. São os únicos que conseguem prender minha atenção na TV. Sou torcedora fanática, dessas que gritam, vestem a camisa e na hora do gol pula que nem maluca. Mas, hoje o meu castigo será assistir a partida calada – coisa difícil de acontecer – ou fazendo mímica. Isso porque estou rouca, quase sem voz nenhuma.
Mas é assim mesmo... O importante é que estarei torcendo!!! Meu palpite é um 3x1. Será que acerto??? Espero que sim!!! Ah pessoas, é lembrem-se bebam com moderação e se beber passe a chave. Não é por causa de um jogo que o mundo tem que acabar, né verdade???

domingo, 13 de junho de 2010

E a ousadia dos bandidos não para...


Esse é o Shopping Cidade Jardim em SP!!!

Os bandidos estão cada vez mais ousados e não adianta a polícia achar que é mais esperta que eles, porque não é. Quando mais equipamentos de vigilância eles espalham para garantir a segurança dos estabelecimentos comerciais, da sociedade, mais idéias eles criam para burlar o sistema.
Falo isso baseada numa reportagem que assisti hoje à noite no Domingo Espetacular, da Record. Achei incrível a maneira como os bandidos conseguem se adequar diante da polícia e segurança de cada lugar. E quem quiser que pense que eles tem medo ou receio de agir. Baseado apenas nas possibilidades de riqueza metem a cara e vão se envolvendo na criminalidade.
A matéria relatava quatro assaltos a grandes e famosas joalherias em São Paulo e na Europa. Duas dessas cometidos no Shopping Cidade Jardim, o mais chique da metrópole brasileira. Enquanto os outros dois em galerias em Londres, formada apenas por lojas que vendem as marcas mais caras do mundo.
A forma de agir é que achei engraçada. Os brasileiros, mais confiantes, apenas de óculos escuros, bem vestidos e em plena luz do dia, entraram naturalmente e dentro da joalheria e relojoaria fizeram o arrastão. Esqueceram apenas do circuito interno de câmeras, que conseguiu identificá-los. Ficando fácil para a polícia que já prendeu metade dos dois bandos.
No assalto europeu o sistema foi bruto. No primeiro crime eles invadiram a galeria de madruga e quebraram os vidros da joalheria. Na base da força eles conseguiram levar as jóias milionárias. O segundo é que achei fantástico. Assim como os brasileiros eles agiram durante o dia, de cara e também não se preocuparam com as câmeras. Roubaram, pegaram uma funcionaria da loja como refém e fugiram liberando a mulher.
Quando a polícia começou a investigar, crente que iria conseguir prender os caras através das imagens, tiveram uma ingrata surpresa. O rosto que aparecia nas câmeras não eram reais. Eles contrataram um maquiador que fez umas máscaras, tipo como acontece no filme do professor aloprado e cometeram o crime.
Achei uma onda a ousadia desses bandidos. É por isso que eu digo que para o crime não existe limites. E para completar nem nos casos brasileiros e muito menos nos europeus as jóias foram recuperadas.

sábado, 12 de junho de 2010

Ah, o Dia dos namorados...


Doze de junho. Dia dos namorados. Adoro essa data. Sempre gostei, mesmo quando não estava namorando. Acho esse dia excelente para exercer a criatividade, seja quando estivesse acompanhada ou não. Todos podem se divertir a sua maneira, basta apenas curtir o momento.

Passar o dia dos namorados, namorando é muito bom, mas solteiro também pode ser legal. Digo isso, porque nunca tive problema com esse dia. Tem gente que fica com dor de cotovelo ou morrendo porque está só. Aconselho a vocês que estão nessa situação a se divertirem treinando, treinando e treinando até conseguir encontrar o par do sapato velho que falta para sua vida. Beijar na boca é tão bommmm e não custa nada testar por ai.

Mas voltando para minha realidade atual, afirmo com todas as letras que não tem coisa melhor do que planejar com todos os detalhes o presente do amado. Uma noite especial, um jantarzinho legal, um presente diferente. Sempre gostei e gosto de tudo que é inusitado, mesmo que dê o maior trabalhão. Já fiz cestas, kits, álbuns de fotografia, e outras milhões de coisinhas para deixar esse dia surpreendente.

Apesar de ter uma mente muito fértil, esse ano, primeiro Dia dos Namorados casada, tive uma certa dificuldade para conseguir pensar em alguma coisa legal. O presente dessa vez decidimos comprar juntos e cada um escolher o seu. Sem chances de errar e a certeza da felicidade total do outro.

E para onde vai o romantismo peculiar dessa data? Foi a pergunta que tive que me fazer sobre o que fazer neste doze de junho. Pensei em mil coisas, mas essa convivência grudada, onde fazemos quase tudo juntos, me deu foi uma trabalheira para tentar fazer uma surpresinha. É claro que não iria parar num simples presentinho escolhido né? Lógico que não iria. Tem mais uma surpresa por ai, mas nem posso dizer nada senão estrago a surpresa – já que ele é meu leitor assíduo.

Enfim, desejo a todos um Dia dos Namorados apaixonado e cheio de emoções. E aproveito para fazer uma sugestão, independente do presente escolhido não se esqueça de abrir seu coração para aquele que você gosta. Fale mesmo e diga com todas as letras um sonoro- EU AMO VOCÊ!!!


quinta-feira, 10 de junho de 2010

E que venha o HEXA!!!


Até que enfim a Copa do Mundo começou. Agora já está aberta a temporada dos jogos e de muita festa. O Brasil só joga na próxima semana e a ansiedade já toma conta de todos os brasileiros. O show de abertura foi muito legal, mostrou exatamente a diversidade de um país que está de portas abertas para o mundo.


Sem dúvida a copa já tomou conta do Brasil e da nossa Maceió. As televisões só falam nisso, as propagandas já são todas verdes e amarelas, os enfeites nas lojas, sem falar nos carros que circulam pela cidade com suas bandeirinhas cheias de patriotismo. As cores da nossa seleção já estão por todas as partes.


A África do Sul será nos próximos trinta dias a casa de muita gente que não vai desgrudar da televisão. Tudo circula em torno daquele país, que sofre com a miséria e a discriminação, mas que estará em festa pelo futebol. Os olhos do mundo enfim, estão voltados para o continente Africano e espero sinceramente que o futebol assim como une todas as nações, consiga unir aquelas pessoas que vivem por lá.


Mas, como falar de futebol e não lembrar dos nossos craques. Será que mais uma vez sairemos vencedores. Espero que sim!!! O coração verde e amarelo já começa a bater descontrolado, louco para ver o nosso time entrar em campo. E que venha o HEXA.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dominar e falar

Esse texto é mais um que deixo para dividir com vocês. Ele me foi passado, assim como por acaso, durante uma palestra que assisti na noite de hoje. Achei muito interessante a coincidência ou não, sobre o tema nele tratado. Ele completa exatamente o meu último texto, que fala da minha impulsividade em agir. Espero que gostem!!!


Dominar e falar

Dominas o fogo, escravizando-o à lide caseira.

Burilas a pedra, arrancando-lhe obras-primas.

Conquistas os metais, neles plasmando complicadas expressões de serviço.

Amansas os animais ferozes, deles fazendo cooperadores na economia doméstica.

Disciplinas o vapor e o combustível, anulando as distâncias.

Diriges tratores pesados, transfigurando a face da gleba.

Submetes a eletricidade, e glorificas a civilização.

Retiras o veneno de serpentes temíveis, fabricando remédios.

Controlas a velocidade, e inicias vigorosa excursão, para além do Planeta.

Entretanto, ai de nós! Todos trazemos leve músculo selvagem, muito distante da educação.

Com ele, forjamos guerras.

Libertamos instintos inferiores.

Destruímos lares e empestamos vidas alheias.

Corrompemos o próximo.

Veiculamos o pessimismo.

Criamos infinitos problemas.

Injuriamos, Criticamos, Caluniamos e Deprimimos.

Esse órgão minúsculo é a língua — lâmina pequenina, embainhada na boca.

Instrumento sublime, feito para louvar e instruir, ajudar e incentivar o bem, quantas vezes nos valemos dela para censurar e vergastar, perturbar e ferir!...

Governemo-la, pois, transformando-a em leme de paz e amor, no barco de nossas vidas!

Emmanuel / Médium Chico Xavier – dezembro de 1959

Por um triz...

Todos os dias recebemos lições interessantes. Recentemente, tenho tentando trabalhar minha paciência, essa que se perde num piscar de olhos. Algumas vezes consigo vencer uma característica minha muito forte, a intolerância, irritação de uma hora para outra, mas tem dias que é difícil.


Ultimamente estou vivendo esse momento de impaciência bastante acentuado. E hoje foi mais um dia que ela aflorou. Estacionei o carro em frente a garagem que estava sombra e subi para o apartamento. Tentei descansar a tarde inteira e não consegui. Foi o telefone tocando, alguém que não era para mim apertando na cigarra e por ai vai.


Até que chegou o pingo que faltava para eu explodir. Escutei vindo de baixo uma barulheira de bola batendo na grade, lembrei do meu carro estacionado. Sabia que os meninos filhos dos vizinhos estavam jogando bola. Não contei história, desci fervilhando. Apenas liguei para o Luiz para comunicar o que iria fazer.


Estava pronta para dar uma bronca em quem quer fosse que batesse no carro. A fúria não estava preocupada se eram crianças, adolescentes, adultos ou velhos. Já falamos tanto para ter cuidado, mas nunca adiantou. Estava de saco cheio. É claro, que Luiz que está de plantão ficou bastante preocupado com que iria fazer. Estava irredutível, iria falar e pronto.


Esperei, olhei, e é claro que minha presença os inibiu. Ficaram desconfiados. Dois deles subiram, os outros dias ficaram num canto esperando. Luiz voltou a me ligar. Pediu que deixasse para lá. Tivesse só um pouco de calma que se tratavam de crianças. Com essas palavras ele conseguiu me puxar para realidade. Ainda sem muita vontade tirei o carro para que eles continuarem a brincadeira.


Ao chegar perto do pálio vi a marca de bola, o sangue esquentou de novo, mas tive uma idéia. Chamei um deles, que me olhou logo desconfiado. Acho que pensou que iria lhe dar uma bronca, na verdade propus um trato. Mostrei a marca e pedi que da próxima vez que quisessem brincar de bola e o carro estivesse próximo, me chamassem para eu tirar da frente da garagem. Não sei se vai adiantar, mas de repente lembrei-me que são apenas crianças.


Já subi mais calma e com uma sensação de que por um triz não tomei uma atitude errada. Eu poderia gritar, dar uns esbregues, um chilique, que só iria arrumar mais problema e inclusive com os pais das crianças, que deveriam educar mais não educam.


Pois é, a minha lição do dia vai além de manter a calma, vai para a importância de se pensar antes de fazer ou tomar qualquer atitude e o mais importante, o valor de analisar as situações para compreender tudo que acontece.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nossas crianças o futuro do amanhã

Foto Internet

A cada dia as crianças estão mais espertas e entendidas de tudo. Cada vez menores eles já falam palavrões, sabem o que é namorar, beijar na boca e como se tem um filho, falo de sexo mesmo. Nem adianta o pai e a mãe vim com o “conto da cegonha” que vai parecer piada perto desses meninos e meninas que evoluem cada vez mais rápidos.


Está na televisão, na internet, nos games, nos outdoors por toda parte. As informações bombardeiam essas crianças, que já não dormem mais cedo e preferem assistir a novela das 20h, que começa as 21h, do escutar a historinha que o pai e a mãe costumava contar.


Os pais por sua vez vivem na correria de trabalho e deixam seus filhos serem criados por qualquer pessoa que não tem a mesma responsabilidade que eles deveriam ter. Sem contar que fazem qualquer coisa para suprir sua falta dentro de casa. Enchem os filhos de presentes, fazem todos os gostos e se esquecem que o que eles querem mesmo é atenção e até mesmo, educação.


Depois quando os filhos se transformam em pessoas sem personalidade ou com essa transviada. Sem educação, cheios de vícios, só resta aos pais os questionamentos como um sonoro e comum “onde foi que errei?”. Errou em não dar limites. Pode parecer fácil para mim, que não tenho filhos, mas hoje já penso bastante no futuro e no trabalho difícil que terei pela frente em tentar educar.


Digo isso porque também sei do bombardeio de informações que vem pela televisão, internet e rádio, que ensinam valores trocados para quem quiser assistir, navegar ou ouvir. Mas, volto a afirmar os pais são muitas vezes complacentes com essa situação. Ao ir ao cinema, me deparei com uma cena que me chamou a atenção e foi o real motivo para eu escrever esse texto. A sessão tinha classificação proibida para menores de 14 anos e vi crianças que se tivessem seis anos era muito.


As crianças estavam acompanhadas dos pais e acredito que por esse motivo o cinema, diga-se de passagem cheio de princípios quando se fala em carteirada, deixou eles entrarem. Entendo que a presença do pai e da mãe, os deixam com toda a responsabilidade, mas depois não venham questionar os motivos dos filhos estarem violentes e com os valores invertidos. A base da vida adulta é feita agora.


O filme tinha cenas de morte e violência durante todo o tempo. Até que era leve, pelo menos para mim que já passei da idade mínima há muito tempo. Porém, se a censura dizia 14 anos, porque levar crianças com idade menor que isso. E fica meu questionamento, porque o cinema não respeitou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é claro quando exige a classificação, proibindo a entrada das crianças.


Resolvi escrever sobre as nossas crianças pela minha preocupação com o amanhã, afinal elas serão o nosso futuro. Foi uma sincera vontade de alertar aos pais sobre o risco do bombardeio de informações na cabeça de seus filhos. Um abraço carinhoso a todos...


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mendigos alvos fáceis da violência nas ruas

Foto de Internet

Viver nas ruas de Maceió não deve está sendo nada fácil para os mendigos. Não sei o que está acontecendo, mas tenho convicção que uma verdadeira chacina de moradores de rua tem se instalado pela cidade. Só esse ano, já foram sete casos de violência contra essas pessoas que não tem um teto.


Os casos vem se repetindo e nada é feito para mudar essa situação. Primeiro foi uma mulher grávida de sete meses morta a pedradas; depois um idoso que dormia em baixo de um banco da Praça Centenário, que levou uma surra e morreu a caminho do hospital; outro foi queimado, também enquanto dormia e semana passada um foi degolado em frente ao Banco do Brasil da Ponta Verde.


Os casos tem acontecido numa sequência de desrespeito e vão continuar se nada for feito. Eu fiz reportagem em quase todas essas sete mortes e tenho observado que os crimes são bastante parecidos: os moradores de rua são vítimas da crueldade enquanto dormem, os crimes são os mais bárbaros possíveis e para completar até agora ninguém foi preso.


Não sei de nenhuma resposta da polícia sobre essas mortes. Não existem culpados, pelo menos até a última sexta-feira nenhum suspeito tinha aparecido em nenhum dos casos e muito menos ações que possam minimizar esse problema social. Não é difícil passar pelas esquinas da cidade e até mesmo dentro dos caixas eletrônicos da nossa Orla para encontrarmos moradores de rua dormindo. Os caixas eletrônicos dão pelo menos a sensação de que eles tem um teto para dormir.


Sinceramente, não sei se essas mortes fazem parte de algum acerto de contas por dividas ou se temos um problema grave pela frente, que é a possível existência de um grupo de extermínio que vem agindo pela cidade. Sei que esses crimes são bastante estranhos e que precisam de resposta.


Não consigo entender o que leva o ser humano a matar tão friamente. A cada reportagem desse tipo que me deparo fico chocada. O crime me choca, mas a falta de políticas públicas e ações sociais ainda mais. Para essas pessoas faltam oportunidades e uma condição de vida justa que está descrita na nossa Constituição Federal. Ano de eleição, será que alguém vai fazer alguma coisa? Que faça, nem que seja por agora.

domingo, 6 de junho de 2010

O Zé Gotinha virou desenho

Zé Gotinha e Simoni!!! Na época ela ainda fazia sucesso.

Quem não lembra do Zé Gotinha? Pelo menos todos aqueles que eram crianças na década de 80 tem esse personagem na lembrança. Estava assistindo hoje a nova propaganda convocando para a vacinação da poliomielite, quando me deparei com a versão 2010 do personagem. Para as crianças da era digital é claro que ele tinha que ser em forma de desenho.


O bicho se mexe, dança, sorri e mesmo sem dizer se quer uma palavra, convoca a criançada para a vacinação. Na minha época, num passado não tão distante – tenho que defender a idade é claro, já que só tenho 26 aninhos - ele era bem diferente. Lembro dele com o cabeção e o corpinho barrigudo.


Diferente dessa nova versão o meu Zé Gotinha aparecia na propaganda, feita muitas vezes com os artistas infantis que faziam e aconteciam nos anos 80, inerte. O sorriso era aquele já pronto, preso na roupa. Mesmo assim, tenho certeza que assim como eu, várias crianças do meu tempo foram se vacinar na expectativa de encontrá-lo no posto e sem reclamar.


Ver essa propaganda lembrou-me a infância. Aproveito essa lembrança para reforçar a importância da vacinação contra polio ou a paralisia infantil como é mais conhecida a doença. A campanha acontece no próximo sábado em todo o país. Aqui em Alagoas já está tudo pronto.


A expectativa do Estado é vacinar 340.890 mil crianças de zero a cinco anos, mesmo que o menor tenha se vacinado recentemente, tem que ser imunizado de novo. A primeira dose acontece agora no próximo dia 12 de junho e a segunda em agosto. Pais, tios, avós, primos, madrinhas e padrinhos não esqueçam de vacinar suas crianças. O Brasil está sem a doença há 20 anos e vamos deixá-la bem longe.

A história de Francisca...

Dona Francisca mostrando seu cartão com exames.

A vida de jornalista nos proporciona conhecer histórias que talvez nunca soubéssemos que existissem. Ficamos por dentro de fatos que não fazem parte da nossa realidade de vida, de quem vive na capital, tem salário todo mês, vai ao shopping Center e ao supermercado para fazer compras. Sem falar no atendimento médico, que mesmo pago está a nossa disposição quando necessário.


A nossa vida hoje é totalmente planejada. As mulheres já não obedecem as ordens do marido como Lei, decidem o que querem e como vão fazer. Estou falando isso, para poder contar a história da vida de dona Francisca de Farias. Ela é uma mulher de 42 anos e que está simplesmente no quinto mês de gestação, grávida do seu décimo filho.


A família é grande e não para de crescer. Ela vive num sítio em São José da Tapera, pense num lugar longe, demoramos cerca de três horas para chegar na cidade e mais meia hora para chegar no lugar onde ela vive. Estrada de barro puro, buracos enormes, casa de taipa e uma agricultura de subsistência é mais ou menos a realidade desse lugar.


Estava no interior para fazer uma reportagem sobre o acompanhamento pré-natal, que de passagem, caminha bem no nosso interior, graças aos médicos do Programa Saúde da Família. Queria uma personagem que tivesse uma gestação de risco e encontrei aquela mulher de pele escura, mãos calejadas, olhos bonitos e que não estava com coragem nenhum de ter mais um filho.

Durante a conversa ela confessou o medo que tinha de mais uma gravidez e o quanto estava incomodada com aquilo. Com 42 anos, muitas mulheres já se preparam para serem avós, enquanto ela tem que se preocupar em alimentar mais uma boca e enfrentar, os problemas e cuidados que existem para uma gestação arriscada.


Enquanto ela me falava de sua vida ia pensando no por que dela não se precaver, já que existem mil formas de evitar uma gravidez. Mesmo que ela não quisesse tomar o contraceptivo ou não pudesse, que o marido não quisesse usar camisinha, então por que não se operar? Nove filhos já são demais para uma família que vive no limite.


Não me aguentei e perguntei. A resposta foi a mais surpreendente, pelo menos para mim. Tímida, cheia de receio com o que iria dizer, falou “Pensei em me operar, mas meu marido nunca deixou. Disse que Frei Damião falava que era pecado e não ia brigar com ele. Cheguei a tomar remédio escondida, mas minha pressão subiu e tive que parar”.


Ela se lamentava com a gravidez, principalmente pelo medo de ter mais um filho numa situação de risco, mas o marido era só sorriso. Para ele, mais um filho aos 43 anos era sinônimo de virilidade. Quem disse que ele estava preocupado como iria fazer para alimentar mais um boca, quando perguntei disparou logo, “Onde se alimenta nove, alimenta dez. Todos estudam e trabalham na roça comigo. Comida não vai faltar”.


Com respostas como esta, minha cabeça saiu de lá ainda mais fervilhando. Aquelas pessoas estavam ali para enfrentar a situação e não estavam preocupadas em ter um, dois, ou dez filhos. Para eles tudo se daria um jeito e no final daria certo. Fiquei realmente chocada com a mistura de fé e machismo, mas entendi que as coisas ali funcionam daquela forma.