segunda-feira, 21 de junho de 2010

Depois da chuva as doações...



Imagens da cidade de São José da Lage

Depois da devastação de parte de pelo menos dez das vinte cidades atingidas pela força das águas no último final de semana, ontem foi dia de planejamento, reconstrução e assistencialismo. Os dados contabilizados são de uma verdadeira catástrofe. Até agora foram registrados 26 mortes e mais de mil pessoas continuam desaparecidas. Além de 47 mil desalojados, mais de 27 mil desabrigados e mais de 20 mil casas destruídas e danificadas.

A força das águas passou destruindo e arrastando tudo que tinha pela frente. Casas, prédios públicos, pontes, postes de eletricidade, tubulações de água e até famílias inteiras foram levadas pela enxurrada. A situação é preocupante e destruição total. Hoje, um militar do Corpo de Bombeiros me disse durante entrevista que o cenário é pior do que se possa imaginar, chegando a comparar com os de cena de filme de guerra.

Nesse momento o que vale é a população se unir e tentar ajudar a essas pessoas que perderam tudo. A maioria dos municípios estão sem água potável e sem energia, tudo devastado. Só nos resta a caridade com o próximo. A orientação do Corpo de Bombeiros é levar os mantimentos para os quartéis de todo Estado. O medo da corporação é que exista campanha política as custas da situação grave.

“A situação é muito delicada e sabemos bem que muitos podem se aproveitar para se promover as custas da tragédia dos outros. Quem quiser ajudar deve procurar os quartéis do Corpo de Bombeiros que sabemos quais as áreas estão mais necessitadas. Estamos aceitando doações de alimentos não perecíveis, água potável, roupas, cobertores, tudo que possa ajudar a quem perdeu tudo”, disse o tenente coronel, Denildson Queiroz, secretário executivo da Defesa Social do Estado.

Estou bastante sensibilizada com essa situação. A cada dia a tragédia se mostra com proporções gigantesca. Temos mil desaparecidos e quase sem chance de serem encontrados com vida, até agora são apenas 26 mortos, mas esse número pode ser ainda maior. E para completar, a preocupação agora é que volte a chover na cabeceira dos rios em Pernambuco e aquilo que já está destruído fique ainda pior. A previsão é que venha mais chuva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário