segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mendigos alvos fáceis da violência nas ruas

Foto de Internet

Viver nas ruas de Maceió não deve está sendo nada fácil para os mendigos. Não sei o que está acontecendo, mas tenho convicção que uma verdadeira chacina de moradores de rua tem se instalado pela cidade. Só esse ano, já foram sete casos de violência contra essas pessoas que não tem um teto.


Os casos vem se repetindo e nada é feito para mudar essa situação. Primeiro foi uma mulher grávida de sete meses morta a pedradas; depois um idoso que dormia em baixo de um banco da Praça Centenário, que levou uma surra e morreu a caminho do hospital; outro foi queimado, também enquanto dormia e semana passada um foi degolado em frente ao Banco do Brasil da Ponta Verde.


Os casos tem acontecido numa sequência de desrespeito e vão continuar se nada for feito. Eu fiz reportagem em quase todas essas sete mortes e tenho observado que os crimes são bastante parecidos: os moradores de rua são vítimas da crueldade enquanto dormem, os crimes são os mais bárbaros possíveis e para completar até agora ninguém foi preso.


Não sei de nenhuma resposta da polícia sobre essas mortes. Não existem culpados, pelo menos até a última sexta-feira nenhum suspeito tinha aparecido em nenhum dos casos e muito menos ações que possam minimizar esse problema social. Não é difícil passar pelas esquinas da cidade e até mesmo dentro dos caixas eletrônicos da nossa Orla para encontrarmos moradores de rua dormindo. Os caixas eletrônicos dão pelo menos a sensação de que eles tem um teto para dormir.


Sinceramente, não sei se essas mortes fazem parte de algum acerto de contas por dividas ou se temos um problema grave pela frente, que é a possível existência de um grupo de extermínio que vem agindo pela cidade. Sei que esses crimes são bastante estranhos e que precisam de resposta.


Não consigo entender o que leva o ser humano a matar tão friamente. A cada reportagem desse tipo que me deparo fico chocada. O crime me choca, mas a falta de políticas públicas e ações sociais ainda mais. Para essas pessoas faltam oportunidades e uma condição de vida justa que está descrita na nossa Constituição Federal. Ano de eleição, será que alguém vai fazer alguma coisa? Que faça, nem que seja por agora.

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