terça-feira, 8 de junho de 2010

Nossas crianças o futuro do amanhã

Foto Internet

A cada dia as crianças estão mais espertas e entendidas de tudo. Cada vez menores eles já falam palavrões, sabem o que é namorar, beijar na boca e como se tem um filho, falo de sexo mesmo. Nem adianta o pai e a mãe vim com o “conto da cegonha” que vai parecer piada perto desses meninos e meninas que evoluem cada vez mais rápidos.


Está na televisão, na internet, nos games, nos outdoors por toda parte. As informações bombardeiam essas crianças, que já não dormem mais cedo e preferem assistir a novela das 20h, que começa as 21h, do escutar a historinha que o pai e a mãe costumava contar.


Os pais por sua vez vivem na correria de trabalho e deixam seus filhos serem criados por qualquer pessoa que não tem a mesma responsabilidade que eles deveriam ter. Sem contar que fazem qualquer coisa para suprir sua falta dentro de casa. Enchem os filhos de presentes, fazem todos os gostos e se esquecem que o que eles querem mesmo é atenção e até mesmo, educação.


Depois quando os filhos se transformam em pessoas sem personalidade ou com essa transviada. Sem educação, cheios de vícios, só resta aos pais os questionamentos como um sonoro e comum “onde foi que errei?”. Errou em não dar limites. Pode parecer fácil para mim, que não tenho filhos, mas hoje já penso bastante no futuro e no trabalho difícil que terei pela frente em tentar educar.


Digo isso porque também sei do bombardeio de informações que vem pela televisão, internet e rádio, que ensinam valores trocados para quem quiser assistir, navegar ou ouvir. Mas, volto a afirmar os pais são muitas vezes complacentes com essa situação. Ao ir ao cinema, me deparei com uma cena que me chamou a atenção e foi o real motivo para eu escrever esse texto. A sessão tinha classificação proibida para menores de 14 anos e vi crianças que se tivessem seis anos era muito.


As crianças estavam acompanhadas dos pais e acredito que por esse motivo o cinema, diga-se de passagem cheio de princípios quando se fala em carteirada, deixou eles entrarem. Entendo que a presença do pai e da mãe, os deixam com toda a responsabilidade, mas depois não venham questionar os motivos dos filhos estarem violentes e com os valores invertidos. A base da vida adulta é feita agora.


O filme tinha cenas de morte e violência durante todo o tempo. Até que era leve, pelo menos para mim que já passei da idade mínima há muito tempo. Porém, se a censura dizia 14 anos, porque levar crianças com idade menor que isso. E fica meu questionamento, porque o cinema não respeitou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é claro quando exige a classificação, proibindo a entrada das crianças.


Resolvi escrever sobre as nossas crianças pela minha preocupação com o amanhã, afinal elas serão o nosso futuro. Foi uma sincera vontade de alertar aos pais sobre o risco do bombardeio de informações na cabeça de seus filhos. Um abraço carinhoso a todos...


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