quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ver de perto é ainda pior...


Posso está sendo repetitiva. Mas, ver a destruição provocada nas cidades alagoanas ao vivo e a cores é muito maior, do que vê-la pela televisão. Quase duas semanas após a enchente dos rios, o cenário deixado é de destruição total, parece que caiu uma bomba atômica em cima delas. Hoje, estive em Murici e pude ver de perto o que a força do rio fez com a cidade.

Ao entrar no município, já de cara nos deparamos com vários desabrigados. Na margem da rodovia, num ginásio, eles esperam os recursos para a reconstrução de suas casas. As roupas que sobraram, junto com as doações que já chegaram,foram limpas e formam um grande varal nas cercas das fazendas. A vida para eles continua.

No Centro do município, os prédios que não foram atingidos funcionam normalmente. Na parte destruída, o momento é de reconstrução. Muitas pessoas já colocam a “mão na massa” e tentam recuperar o que sobrou. Em várias ruas, na parte Central, a água chegou a alcançar mais de três metros.

Muitas pessoas perderam tudo. Pela conversa que tive com alguns moradores, ninguém esperava que o rio subisse tanto. É comum ter enchente, mas nenhuma foi como essa. Conversei com uma comerciante, dona de uma ótica que quando soube que a água estava avançado correu para pegar os produtos e acabou ficando ilhada no primeiro andar do prédio, com duas filhas de dois e quatro anos. Ela só deixou o prédio, após ser resgatada pelos bombeiros.

Na rua onde funciona a ótica, poucos prédios ficaram de pé. A maioria caiu e foi arrastado pela chuva. Uma devastação geral. O pior é que as pessoas estão com medo. O nível da água voltou a subir no final de semana e trouxe mais lama. A cidade que está em limpeza, teme agora uma nova enchente que leve o pouco que sobrou.

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