quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Do inferno ao Céu...


Que dia cheio de emoções eu tive hoje. Fui literalmente do inferno ao céu. Pela manhã tive um dia de cão, quando chego a tarde a felicidade tomou conta da minha vida. Sem dúvida só tenho a agradecer a Deus por mais uma lição dessa vida.

Vocês não devem está entendendo nada. Mas, vou explicar. Hoje, pela manhã durante a minha última pauta fui surpreendida – mais uma vez – com um entrevistado engraçadinho que veio negar o que tinha me dito e que tinha sido publicado na edição de O JORNAL. Só que dessa vez tive a oportunidade de provar pessoalmente que estava certa.

A matéria foi sobre recenseadores do IBGE vítimas de uma suposta tentativa de assalto durante a coleta de dados para o Censo 2010 na região da Aldeia do Índio, no Jacintinho. Ontem, fui até o posto de coleta e escutei o relato do pessoal, que disse está temeroso com essa situação. Inclusive, marcariam uma reunião com as lideranças do local para pedir apoio.

Hoje, retornei para fazer cobrir a reunião. Para minha surpresa, quase fui agredida pelo coordenador da região. Pensei que ele ia me “engolir”. Grosso, me chamou num canto e disse que a minha reportagem era mentirosa. Olhe que eu fiquei cega na hora. No mesmo tom perguntei a ele onde estava a mentira. E para minha surpresa era na capa – feita pelo editor geral.

Ele, junto com o recenseador que me deu entrevista e tirou o corpo fora, não tinham nem lido a matéria. Não sabiam nem o que tinha escrito. Grossa como ele, li linha por linha do texto e no final, perguntei se eles não tinham dito aquilo mesmo. Cabisbaixos e acredito que até envergonhados, acabaram assumindo que estavam enganados. Tive tanta raiva. Ai que vontade de descer do salto, mas estava trabalhando e tive que me controlar.

É cada coisa que a pessoa ver. Posso ter mil defeitos, mas mentirosa não sou não, muito menos na minha profissão. Pois é, isso que vive acontecendo. É sempre culpa do jornalista. Acho que eles não esperavam que fosse voltar. Mas, foi ótima esclareci tudo.

Já a tarde, o sol voltou a ganhar brilho. A tempestade foi embora e veio a bonança. Saiu o resultado de um prêmio nacional que me inscrevi e para minha surpresa, meu nome estava entre os três finalistas. Uhuuuuuu... O Prêmio é do Instituto 3M, me inscrevi pelo simples fato de tentar. Nunca tinha feito isso nacionalmente e resolvi arriscar.

A matéria selecionada fala sobre ações de ONGs de Maceió em comunidades tomadas pela violência e que podem fazer a diferença na vida de famílias cercadas pela criminalidade. Foi uma matéria corriqueira, feita sem nenhuma pretensão, mas que me deu uma ótima oportunidade de deixar minha marquinha em algum lugar fora de Alagoas.

O resultado da premiação sai no próximo dia 19. Vou a São Paulo me sentindo uma vencedora. Não importa se ganhe o primeiro lugar ou não. Já me sinto uma campeã. De Alagoas só estou eu entre os finalistas, do Nordeste eu e um de Recife, contra dezenas da região Sudeste e Centro-Oeste. Muito feliz e reconfortada pelo reconhecimento do meu trabalho.

Digam então se não tenho razão. Meu dia foi ou não foi cheio de emoção? Só tenho a agradecer a Deus e a todos que apostam e confiam no meu potencial. HAPPY DAY!!!

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