quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cadeirinha já virou item procurado pelos ladrões de carros


Uma nova modalidade de furto tem se espalhado pelo Brasil e já começou a fazer vítimas aqui em Maceió. Com o uso obrigatório das cadeirinhas, bebês conforto e assentos de elevação, a “bandidagem” já tratou de se interessar pelo produto. Com o custo alto e a pouca demanda no mercado, o equipamento é perfeito para negociar nas feiras informais – onde a nota fiscal é item dispensável na negociação.

Em agosto, fiz uma matéria sobre isso, com informações de vendedoras de lojas denunciando que alguns clientes tinham retornado para comprar o produto, após serem roubados. Dessa vez, aconteceu aqui no prédio. Um dos meus vizinhos, que tem dois filhos pequenos, consequentemente dois equipamentos de segurança, teve o vidro do carro quebrado e o bebê conforto e cadeirinha levados.

O carro estava estacionado na porta de entrada do condomínio. Eles aproveitaram a madrugada, horário de pouco movimento, para quebrar o vidro e levar os equipamentos. O coitado do meu vizinho além do prejuízo com a cadeirinha e o bebê conforto, ainda teve que comprar um vidro novo. Sem dúvida foram mais de R$ 300 gastos de uma única vez.

Tentei saber da polícia se existem queixas em relação a esse nova modalidade de crime, a assessoria da polícia Civil não soube informar. Alegou que como se trata de furto, muitos preferem não denunciar. Só que a denúncia é uma forma de forçar a polícia a investigar ou pelo menos tentar que eles façam isso.

Com essa prática, agora os pais que precisam sair com seus filhos – e usar obrigatoriamente esses equipamentos - tem que se lembrar de arrumar um lugar para esconder aquele “trambolho”, já que esse equipamento é enorme e pesado. Senão bastasse a prática de levar os sons dos carros, os estepes e outros pertences esquecidos ou guardados no veículos, eles agora querem também a cadeirinha.

Para fugir da criminalidade não temos muitas alternativas, mas vale sempre o cuidado. Eu sugiro aquelas dicas básicas de sempre: procurar estacionar em lugar seguro, iluminado e com movimento; tentar guardar o equipamento na mala – o que os olhos não vêem o coração não sente (assim eles não vão saber que existe o que roubar ali); e se for vítima de criminosos, denuncie. Infelizmente, a polícia ainda é o que nos resta.

Desde julho, esses equipamentos de segurança para crianças de zero a sete anos se tornaram de uso obrigatórios. Segundo órgãos de trânsito eles garantem a segurança do menor, evitando possíveis mortes em casos de acidentes. O não uso pode gerar ainda o peso no bolso, com uma multa gravíssima de R$ 191,54, sete pontos na carteira e retenção do veículo.

Vale ficar ligado!!!

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