sábado, 23 de outubro de 2010

Não passou de história de pescador...

História de Pescador. Foi baseado nisso que a Marinha do Brasil resolveu montar uma mega operação, para retirar seis supostas minas marítimas que estavam enterradas em Maragogi. A ação custou cerca de R$ 10 mil aos cofres públicos e não passou de um conto de pescador... Isso mesmo, nenhuma bomba foi encontrada.

Após 16 dias de escavações, os especialistas em explosivos encontraram no lugar das minas perigosas, que podiam detonar Maragogi, uma chaleira, um ferrolho, duas latas de cerveja, outros objetos de ferro. Essas bombas, que segundo estudos teriam chegado a território alagoano na época da Segunda Guerra Mundial, trazidas pelas correntes do oceano.

O pior nisso tudo é que eles se basearam em conversa de pescadores da região. Onde hoje é Maragogi, há alguns anos era uma Colônia de Pescadores. Foram os filhos desses pescadores que apontaram os locais, que seus pais e avôs diziam estar enterradas as minas que chegaram pelo mar. A gente para imaginar que essas conversas deviam surgir durante a noite, naquelas rodas em torno das fogueiras, onde cada um dizia ter uma história diferente.

Tudo bem que maio uma mina marítima foi encontrada no Centro do município, mas isso não quer dizer que a cidade esteja cheia de explosivos. Fica um grande questionando, como é que uma Força Armada se baseia em “conversas” para iniciar uma ação que mobilizou um município inteiro. Já imaginou quantas vezes um ataque de guerra aconteceu por falta de ANÁLISE maior? Podem ter acontecido vários, é claro.O fato é que faltou melhor estudo da área, que pudesse realmente comprovar a real situação.

Na cidade, em alguns lugares houve escavações, em outros apenas o detector de metal e gazes comprovou que não existia nada. Depois do escarcéu feito, sobrou para a Marinha apenas orientar a prefeitura de Maragogi de que, se algum objeto semelhante a uma mina for encontrada em outras escavações, a área deve ser isolada numa faixa de 45 metros, que é a zona letal de uma mina marítima, e que seja feito contato com a instituição.

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