terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu plantei a minha árvore!!!


Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Sem dúvida essas são três coisas que quero fazer na vida. Já, realizei uma delas. Plantei uma árvore. Um coqueiro, na nossa linda orla de Pajuçara. Foi um convite muito especial da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempema), que resolveu homenagear 30 jornalistas que tenham ligação com a preservação do ecossistema.

Meio Ambiente é sem dúvida um dos temas que mais gosto de tratar nos meus textos. Falar da natureza, conviver com ela, poder instruir as pessoas a preservá-la, é sem dúvida uma sensação de complemento. Vivo isso muito na teoria, mas sempre que tenho a oportunidade de fazer algo diferente, na prática, isso me encanta.

Desde o primeiro momento que soube do convite, senti algo diferente. Uma sensação do tipo: eu sou importante de alguma maneira, ou melhor, o trabalho que faço é importante de alguma maneira, já para mim essa homenagem reflete o reconhecimento pelo que faço diariamente. Um trabalho cheio de altos e baixos, mas feito com muito amor...

Ao plantar o meu coqueiro, o pensamento foi longe. Só pensava na possibilidade de poder deixar minha marca, fincada através de uma árvore, que sobrevive cerca de 70 anos. E fui longe mesmo... Marquei o lugar do Coqueiro – batizado carinhosamente por Yvette Moura, de Lucy – para quem sabe um dia, poder levar meus filhos e até meus netos, para conhecer o coqueiro plantado por mim, numa manhã de novembro de 2010.

Lucy estará lá a partir de agora, junto com o Verdinho – plantado pelo Deraldo – e o Caio – plantado por Yvette. Meus companheiros de O JORNAL, que também dividiram comigo mais essa experiência.

Torço do fundo do coração que esses coqueiros permaneçam verdes, cresçam, dêem seus frutos e façam muitas sombras para as famílias que gostam de aproveitar o canteiro principal da Avenida Silvio Viana. Sem falar da possibilidade de deixar a cidade ainda mais bonita, afinal o COQUEIRO é a árvore símbolo da minha Maceió.

Ahhh, para quem nunca plantou uma árvore... Sugiro que plante... É uma experiência legal... Poder sentir a terra e contribuir para um ambiente mais verde, deixando o nosso ar mais puro e a visão mais bonita, é uma ótima sensação... Eu indico!!!



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O trânsito em Maceió é mais ou menos assim...

Foto Alagoas em tempo real

Começo da manhã. O trânsito já fervilha nas principais vias de Maceió. Basta chegar perto das 8h, que as grandes filas já se formam. A quantidade de semáforos e o número exagerado de veículos deixam a cidade num verdadeiro caos. Não adianta seguir por vias alternativas, o congestionamento está por toda a parte. A situação chegou ao extremo.

Para completar é motorista, mais apressado que o outro. Parece que estão todos atrasados e não importa quem esteja pela frente. É uma verdadeira guerra de nervos. Carro competido por espaço com motos, que competem com ônibus coletivos e caminhões de cargas, que circulam por toda parte sem nenhuma limitação de horário. Sem falar dos pedestres, muitas vezes esquecidos, ciclistas e até as carroças, estas que circulam livremente por qualquer avenida.

O maceioense sem dúvida não está acostumado com a nova realidade de congestionamentos. É comum motoristas estressados, apressados e muitos, sem nenhuma educação. É justamente essa falta de respeito, comum no trânsito, que dá espaço para as manobras mais arriscadas possíveis. Basta observar a quantidade de “trancões”, motoristas pela contramão e até em alta velocidade, em vias secundárias.

O problema no trânsito não para por ai, vai além dos motoristas de carros e motocicletas, também atinge aos pedestres, usuários de ônibus e ciclistas. Quem precisa do transporte coletivo é obrigado a se deparar com a demora, superlotação e ainda, o risco de serem vítimas da violência. Os que estão a pé, nem se falam, encontram calçadas quebradas ou ocupadas pelos carros que fazem de estacionamento, sendo obrigados a circular pelas ruas. E os ciclistas, que precisam andar pelas ruas, já que não existem ciclovias ou ciclo faixas.

Diante de tantos problemas, que envolve desde falta de estrutura da cidade, crescimento desordenado da frota de veículos, problema nos coletivos, planejamento de trânsito, falta de ciclovias e educação no trânsito, Maceió se transformou numa verdadeira “torre de babel”. Chegando em alguns pontos a se tornar uma cidade sem Lei, basta não ter a presença de um guarda municipal fiscalizando, que as pessoas se aproveitam para cometer imprudências.

sábado, 27 de novembro de 2010

Arma, sinônimo de insegurançaaa...

Mesmo com o Estatuto do Desarmamento, que proibi a população brasileira de ter armas dentro de casa, as pessoas insistem em andar armadas. Eu entendo que a violência está grande, que todos queremos nos sentir mais seguros. Porém, nem sempre estar armado é sinônimo de está protegido e de evitar que tragédias atinjam nossas famílias.

Sou o tipo de pessoa que tenho pavor de revólver, pistola ou qualquer tipo de arma. Acredito que armamento deve ser usado por quem sabe e precisa se proteger. Deve estar nas mãos daqueles que necessitam utilizá-la para preservar a paz e não dentro da casa de cidadãos comuns.

Para mim, arma não passa segurança. Ela tem o poder de deixar as pessoas mais ousadas, acreditando que são os “Deuses do Mundo”. Fato que não passa de engano. Quantos casos ficamos sabendo de pessoas que foram reagir a qualquer tipo de ação criminosa e acabaram sendo feridas ou mortas pela bandidagem. Criminoso não tem pena não, mata por prazer.

Sem falar dos inúmeros relatos de tiros acidentais dentro de casa. As crianças vão brincar com a arma do papai e acabam se matando ou tirando a vida do irmãozinho, amiguinho inocente. Essa semana tiveram dos casos desse tipo aqui em Alagoas. Um deles, que aconteceu nesse sábado no bairro do Clima Bom. O irmão de dez anos acabou matou a irmã de oito, com um tiro acidental. O menino aproveitou que a mãe saiu de casa e pegou a arma do pai, um sargento da Polícia Militar.

Imagino o desespero dessa família. Do trauma, dor e culpa que esse menino vai carregar para a vida toda. E do mesmo jeito que aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer um. Criança é curiosa e tem atração pelo perigo. Gostam de tudo que é proibido. Uma fatalidade que sem dúvida acabou com uma parte da vida dessas pessoas.

Situações como essa fazem a população pensar e passar a respeitar de verdade o que o país decidiu. Arma não é para qualquer um e só estimula a violência...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Qual o papel da imprensa: informar ou atrapalhar?

O Rio de Janeiro está pegando fogo, literalmente. O clima na cidade Maravilhosa é de guerra no combate ao tráfico de entorpecentes. Nesse momento até o Cristo Redentor está precisando de colete à prova de bala, qualquer um pode ser vítima. A situação do perigo eminente e do confronto está nas emissoras de TV ao vivo e em todo momento do dia.

Estava assistindo as notícias hoje e acompanhando a briga pelo melhor furo entre Globo e Record. Como jornalista, que faz cobertura policial diariamente, me questionei qual é o verdadeiro papel da imprensa em uma situação como essa? Será que a notícia é a prioridade mesmo. Para mim não... O bem comum da sociedade é o que vale mesmo...

O trabalho deles foi feito. Tudo foi noticiado na íntegra, sem cortes, da forma mais instantânea possível, inclusive prejudicando a operação policial e colocando em risco a vida do repórter. A “Guerra Carioca” apresentada pela imprensa nacional, mostrou um pouco da irresponsabilidade dos meios de comunicação, que com suas transmissões ao vivo, de helicópteros acabaram beneficiando a criminalidade.

Esse fato, onde a imprensa nacional mostrou as estratégias de ações e o momento – na hora exata - da entrada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) nas favelas, acabou fazendo com que os criminosos conseguissem fugir. A situação chegou a ser questionada pela instituição policial, que demonstrou insatisfação com o trabalho, chamando a cobertura jornalística de desserviço prestado pela imprensa.

E quem pensa que a sociedade concorda com esse tipo de ação jornalista, se engana. O comentário do Bope na rede social Twitter gerou a mobilização dos internautas, que não concordaram com a cobertura, já que o que todos querem é que isso acabe com a bandidagem atrás das grades e não com imagens da rede globo, mostrando eles fugindo da favela.

Noticiar é importante. Falar a verdade também, mas manter a ordem, não atrapalhar o trabalho e não colocar a vida de ninguém em risco, é sim, o verdade papel da imprensa. Jornalista quer a boa notícia. Jornalista quer a melhor imagem. Jornalista quer a informação precisa e na íntegra. Mas, jornalista ético não precisa se arriscar, não precisa colocar os outros em risco e muito menos atrapalhar o serviço no combate a criminalidade.

Situações como essa acontecem na mídia nacional e também na local. Conheço vários companheiros de profissão que venderiam a alma por uma matéria exclusiva. Para isso se arriscam e já chegaram até a ser ameaçado, no delírio de um grande furo. Sei que a sociedade tem o direito de saber a verdade, mas sei que minha vida vale muito mais do que a melhor notícia...

Em relação a esse fato a Record se pronunciou dizendo que não recebeu nenhum comunicado da Secretaria de Segurança Pública do Rio proibindo ou indicando qualquer lugar que não pudesse ser filmado. Já a grandeeee, rede Globo, não se manifestou.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O tempo!!! Que tempo???

Quantas vezes nos perguntamos qual o momento certo?

Para mim, essa resposta é um pouco óbvia. Sim, já que não acredito que exista momento certo. O momento certo é aquele que se tem vontade de fazer e arriscar. Pode demorar por um segundo ou uma vida inteira cheia de anseios. Tudo depende daquilo que se procura. A minha vida pelo menos é cheia de estalinhos “de que tem que ser agora”.

Sou imediatista. Senão fizer naquele momento exato que tenho o estalo, não faço nunca mais. Isso me serve para tudo... Desde uma simples faxina em casa a expor o segredo, mais secreto do mundo. Se a coisa não for feita naquela horinha exata, não acontece mais. Parece magia... Como se por encanto perdesse o prumo, o rumo e tudo que planejava fosse por água à baixo.

O planejar e o executar são difíceis de conciliar. Parece que aquilo que é feito do imprevisto, tem um gosto mais gostoso. Um sabor diferente... Uma sensação de poder mudar tudo na hora que quer em bem entende... Não gosto mesmo dessas coisas certinhas. Temos que fazer e pronto... Depois arcamos com as consequências. Afinal, a vida é cheia delas...

Sinceramente, essa coisa de fazer na hora que se tem vontade, que dá o estalinho, deixa a gente com o controle sobre nossas vidas... Esse é combustível para a velocidade adequada, de uma vida cheia de emoções e sensações... Abaixo a chatice do planejado, do calculado... O bom mesmo é se divertir errando, ousando e arriscando. Como diz o ditado: É errando que se aprende!!!

P.S: Vocês devem está pensando que depois de muito tempo sem escrever resolvi filosofar... Devo está meio maluca, mas acho que foi o sol na cabeça depois do feriadãooo... Espero que filosofem também com meu texto... Beijos para todos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O pavor do IML...

Repórter mortuária. É mais ou menos assim que me sinto as segundas-feira (dia tradicional do Instituto Médico Legal Estácio de Lima). Só de pensar nisso me dá nos nervos, um verdadeiro pânico. Gosto muito de ser repórter de polícia, acompanhar operações policiais, prisões, assaltos, confusão, rebeliões, protestos... mas, IML não, não, não...

Me sinto tão fúnebre quando tenho que ir aquele lugar. É triste. Cheio de lágrimas e lamurias de quem perdeu alguém. É um sofrimento tão grande, que acaba me deprimindo. E sinceramente, com essa quantidade de morte, que só cresce e cresce, tem se tornando constante as minhas idas ao Estácio de Lima.

A cada segunda-feira me deparo com histórias mais tristes, mortes mais cruéis... Famílias dilaceradas pela dor. Números de mortes que só crescem e fazem mais vítimas. Sem dúvida é assustador. Meu pavor por aquele lugar é tão grande, que ele habita meus maiores medos. Só de pensar de morrer e ter que ir para aquele lugar, é de dar nos nervos.

Hoje, acho que depois de muito protestar me livrei de ter que passar por lá. Senti um alivio tão grande, uma sensação de paz interior... Isso não diminui o número de mortes, mas melhorou meus transtornos pessoais. É aquele tipo de coisa, sinto uma sensação tão forte, tão intensa de coisa ruim, que prefiro me manter longe.

Como repórter, pelo menos me acho um pouco comprometida com a notícia, sei que mais cedo ou mais tarde vou ter que voltar para lá. Infelizmente, as más notícias não acabam e do jeito que a crescente violência anda, minhas idas e vindas do IML devem continuar por um bom tempo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E temos uma presidente...


Pronto. Acabou. Já sabemos que para 2011 teremos uma presidente, que terá um grande desafio pela frente: atender os anseios de uma população cheia de esperanças. Dilma Rousseff faz história como sendo a primeira mulher a assumir o Brasil.

De um lado ela vai encontrar seus eleitores apaixonados, do outro uma parte desacreditada e totalmente desconfiada no modelo de governo que ela seguirá. Eu prefiro fazer parte do grupo dos confiantes, daqueles que desejam que ela entre mesmo na história, não apenas como mulher, mas como alguém que deixou o nosso país ainda mais forte politicamente e economicamente.

Prefiro acreditar que o trabalho pela diminuição da pobreza e apoio aos mais necessitados vai continuar; que as políticas sociais continuaram fazendo a diferença; que os Planos de Aceleração do Crescimento vão desenvolver o Brasil; que as políticas externas ficaram mais fortes e alianças com os outros países, trazendo benefícios.

Que ela mantenha a postura sensata e não invente de radicalizar com tirania. Somos um país livre e que optou pela sensibilidade feminina de uma mulher de aparente gênio forte. Gosto de pessoas de personalidade, pensando nisso torço que esse seja um grande governo.

Em relação a Alagoas, o Téo Vilela continua. Também espero que 2011 seja um ano de continuidade de projetos. Em quatro anos já deu tempo de arrumar a casa, agora é hora das grandes mudanças e investimentos. Não sou muito boa com políticas, mas é como disse, prefiro torcer e acreditar que a decisão da maioria tenha sido a melhor para o futuro.