domingo, 18 de setembro de 2011

“A chegada do Luluco”

O soninho bom... Bocão de titia...

Quatorze de setembro de 2011. O dia que entrou para a história da minha família. Foi nele, uma quarta-feira, que um pequeno, grande homem veio ao mundo. Luiz Augusto Andrade Santa Rosa de Souza, chegou trazendo a alegria e iluminando a vida de todos que o cercam.

O dia de sua chegada começou diferente. Mais brilhoso, caprichado. Eita menino esperado, desejado e amado. Assim como eu, acredito que muita gente acordou pensando que em breve ele estaria em nossos braços. Pensamento insistente, que não conseguiu me deixar trabalhar direito. Todos os meus bons pensamentos estavam neles, na Mell e no bebê.

Foi um dia longo, cheio de ansiedade e lembranças, essas que me remeteram a um passado. Acabei fazendo uma breve retrospectiva e lembrei de momentos da infância, quando eu e meus irmãos, Victor, Augusto e Mayara, ainda brincávamos de chimbra ou melhor, brigávamos por elas. E quando de repente, o tempo passou e ele, meu irmão mais novo (Vitinho), nos comunicava que seria pai. Parece que foi ontem... Um susto e uma sensação de começo de felicidade. Coisa sublime.

Curti ser tia desde o começo. Foram uns nove meses de longa espera e preparativos. A cada coisinha de bebê comprada, do fazer das lembrancinhas, do móbili para a porta do quarto, tudo já remetia ao amor que já sentíamos. Sabia que o amaria muito, mais não imaginava que seria tanto quanto amo.

E depois de um dia tão cheio e de tanta espera, um choro ecoou pelos corredores da maternidade. Pontualmente às 8h30, Luiz Augusto ou meu Luluco como vou chamá-lo, gritava ao mundo que chegou. Chegou forte, com saúde e trazendo amor. E eu estava lá, pude acompanhar sua chegada bem de pertinho.

Jamais vou esquecer daquele momento. Minhas pernas tremeram ao vê-lo nascer. Foi a melhor sensação do mundo. E tenho certeza, que naquele instante uma ligação forte se formou entre nós (eu, ele e a mãe dele). Não sei se deveria estar ali, mais por um presente de Deus e do dr. Luciano, o obstetra maluquinho, pude registrar a chegada do Luluco ao mundo. Nunca vou esquecer esse dia, cada momento, cada sensação vivida. Foi perfeito. Tive que segurar o choro, afinal as fotos precisavam ficar boas.

Também não vou esquecer nunca da emoção de todos. Com os olhinhos puxados, biquinho lindo e suas bochechas rosadas, impossível não se apaixonar. Ele é único, sublime, que chega perto a perfeição. Chegou fascinando. Tanto que não consigo parar de olhá-lo. Levo-o comigo para onde vou, sua foto está no meu telefone celular. Quando estou com saudades, isso é sempre, paro e fico a admirar.

Tão frágil e tão forte. Como consegue despertar um sentimento de amor tão grande. Sabia que iria gostar muito dele, mais não imaginava que seria da maneira que sinto. É uma coisa grande e podem dizer, sou tia babona sim... Espero poder participar de cada novidade da vida do pequeno.

Quero acompanhar o Luluco na escola, no parquinho, na praia... Em tudo... quero ser a melhor tia que ele pode ter. E enche-lo de amor sempre... Um dia espero que meu sobrinho querido, o primeiro entre todos que ainda virão, possa ler isso e saber o quanto ele é especial.

Meu pixoto, seja bem vindo... Sua família ama você!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Matam por matar...

Matar se tornou a coisa mais banal do mundo. Fez cara feia, chamou de chato, desagradou a alguém, tenha certeza: você corre o risco de ser assassinado. E as mortes estão cada vez mais humilhantes, degradando a figura do ser humano. Hoje, fiz matéria sobre mais um desses crimes e por mais comum que eles estejam se tornando, voltei a me chocar.

Choquei não apenas pela forma que o crime aconteceu, mais principalmente pela tragédia que mais uma morte causou em uma família. Dessa vez, a vítima foi um menino, 15 anos. Adolescente cheio de vida e bem afeiçoado como me disse o pai, em mais uma entrevista “emocionante” que tive que fazer na porta do IML.

O garoto, que para mim é uma criança, foi morto quando voltava para casa, depois de uma visita a madrinha. Ele estava no ônibus, quando ocorreu um Apagão na cidade. Estava tudo escuro, quando criminosos armados invadiram. Atiraram na cabeça sete vezes. Mataram sem piedade, como se mata um inseto e depois jogaram o corpo para fora.

O pai jura que o filho não tinha envolvimento com drogas. E mesmo que tivesse, não merecia morrer assim. Cadê as chances que as pessoas têm de viver, errar, arrumar a bagunça, bagunçar de novo e continuar vivendo? Isso tem que acabar. As pessoas precisam voltar a amar o próximo e ter piedade.

Quando conversa com o pai, um homem simples, que não queria dar entrevista, mais diante da minha insistência resolveu abrir seu sofrimento, senti uma comoção enorme. Por um momento, me senti parte da família dele. E o mais interessante, é que em nenhum momento, ele pediu que os criminosos fossem encontrados para serem punidos. Aquele homem, que perdeu o filho de forma prematura, queria apenas enterre-lo de forma digna, já que a morte foi injusta.

Ainda nas minhas análises das reportagens que faço, lembrei logo que aquele era mais um pai que perdia seu filho e que amanhã, se tiver de voltar ao IML, encontrei outras famílias dilaceradas pela tragédia urbana. Quando isso vai parar? Quantos ainda terão que morrer? Fico torcendo para isso acabar...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tudo vira brincadeira para crianças


Fotos: Tudonahora

Basta chover um pouco na nossa Maceió que a cidade vira um caos. Buracos, alagamentos, desabamentos e muito congestionamento. Só aparecem problemas. Nessa terça-feira de agosto (02), não choveu, porém as chuvas que caíram no final de semana fizeram com o nível da Lagoa Mundaú, misturada com a maré alta que ocorreu na madrugada, elevasse, atingindo casas e invadindo vias.

O problema é antigo e preocupa os moradores, que mesmo com o medo de perder tudo, preferem não deixar suas casas. Porém, diante de tanta coisa ruim, uma foto hoje vinculada no site Tudonahora, me chamou a atenção. Duas crianças, que aparentavam ter cerca de 10 anos, aproveitaram o nível da Lagoa mais alto para brincar na água.

A imagem retrata a inocência dos meninos, que estavam tomando banho num córrego, provavelmente poluído, mais cheio de alegria no rosto. De acordo com a matéria, a criançada pulava e fazia piruetas, enquanto motoristas de carros, motos e caminhões, se viravam para passar na via alagada.

Essa foto me fez lembrar da infância, onde tudo são brincadeiras e festas. Não existem problemas que não possam ser resolvidos. Acho que devíamos guardar um pouco dessa sensação da infância na nossa vida, onde acreditamos que tudo pode dar certo, basta persevera.

Fico imaginando os motoristas que tentavam passar na via, preocupados com seus veículos. Deviam estar estressados. Enquanto do outro lado, a meninada se divertia. E essas crianças sabem bem o que é superação. Elas vivem isso todos os dias. Tanto que para muitos, o fato da lagoa transbordar assusta e para eles vira motivo de brincadeira. Eles sabem que a Lagoa voltará para seu lugar e que na próxima chuvarada tudo pode acontecer de novo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O desrespeito da telefônica e a eficiência da Anatel


Serviços Oi. “Digite o número do telefone que você quer atendimento. Opção 1, nova linha. Opção 2, promoções. Opção 3, falar com um de nossos atendentes”. Acho que essas foram as falas eletrônicas que mais ouvi nos últimos dias, desde que solicitei a mudança de um número residencial para um novo endereço.

Foram vinte e cinco dias esperando que o telefone e a internet fossem ligados. Telefonemas constantes, que se transformaram numa verdadeira guerra de nervos. Todos os dias escutava explicações diferentes dos atendentes – não eletrônicos - e novos prazos, com a promessa que minha solicitação seria em breve atendida.

A paciência, que não é muito meu forte, chegaram a faltar algumas vezes e a vontade de cancelar a linha, teve que ser contida para evitar que meus direitos de consumidora fossem perdidos. Acho que foram mais de vinte ligações e protocolos anotados. Até que veio a sugestão de ligar para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunições, órgão responsável pela fiscalização das telefônicas).

Não pensei que o serviço da ouvidoria da Anatel fosse tão eficiente. Na última quinta-feira, fizemos a ligação para o 1331 e no outro dia, a operadora já estava entrando em contato conosco para avisar que o serviço seria feito em cinco dias. De repente o papel mudou, eles que me ligavam todos os dias para saber se estava tudo correto.

Em menos de uma semana, o telefone foi ligado e em seguida a internet. Justificaram a demora, devido a um problema técnico na área onde estou morando. Para mim, cliente, isso não importa até por que, no final do mês o boleto para o pagamento chegará na minha casa.

O mais interessante ainda é que aqui no condomínio fui a primeira a ter internet pela Oi. Não por que sou melhor do que os outros, mais sim, porque procurei meus direitos no lugar certo. Liguei para Anatel. Não é difícil fazer a denúncia, basta telefonar, ter os protocolos das ligações de reclamação em mãos, passar endereço e número de telefone para contato, e pronto.

A Central de Atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Ela aceita reclamações, denúncias, sugestões ou pedidos de informações. Quem quiser mais detalhes sobre a Anatel é só entrar no site http://www.anatel.gov.br/

Moral da história: aprendi que quando temos noção dos nossos direitos e denunciamos o que está errado, os problemas são resolvidos. Foram vinte e cinco dias sem internet, que poderiam ter sido ainda menos, se tivesse denunciando antes. Indico que todos façam isso, quem sabe as operadoras passam a nos tratar melhor e com mais respeito.

Já em relação a ficar sem internet, posso dizer que foram dias difíceis. Nunca pensei que a tecnologia fosse me fazer tanta falta. Sem internet, me senti um verdadeiro ‘peixe fora d’água’. Tive que construir novos hábitos e me acostumar com a companhia de livros e da velha e boa televisão, para passar o tempo. Não que isso tenha sido ruim, mais foi uma readaptação difícil. Faz parte!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um mergulho na Praia do Francês...

Hoje quero dividir com vocês uma experiência que tive no último mês de março. Essa foi uma daquelas coisas que a gente faz na vida e nunca vai esquecer. Conheci a Praia do Francês de uma forma diferente, num mergulho com cilindros espetacular, que me rendeu uma ótima matéria e boas histórias. Para quem nunca mergulhou, eu indico perder o medo e afundar num mundo de cores, formas e tamanhos diferentes.

Já estava habituada com a natureza da Praia do Francês, localizada em Marechal Deodoro (local onde freqüento desde criança). Águas claras e quentes. Uma paisagem peculiar, formada por barreiras de corais que se estendem por quilômetros próximos à costa. Areia fofa e branquinha se unem a centenas de enormes coqueiros à beira mar, formando um ambiente exuberante para todos os gostos. De um lado uma praia de ondas, do outro águas calmas que forma uma grande piscina.

É na parte mais calma, onde os mergulhos acontecem. O fundo do mar é tão lindo, quanto fora d’água. A água é límpida e de fácil visibilidade, onde a biodiversidade pode ser vista por toda a parte. O mergulho próximo aos corais reserva grandes surpresas. Um colorido especial e intenso. A variedade de espécies de peixes e corais consegue formar uma paisagem bonita de ser vista.


A cada imersão a biodiversidade se transforma. Ambiente vivo, que fica ainda mais bonito quando observado de dentro d’água. Ao todo são três faixas de recifes, que como por fascínio, atraem mergulhadores e várias especiais de animais marinhos. Se eles são bonitos quando visto de fora, ficam ainda mais bonitos quando visto submerso.

É uma verdadeira pintura de corais que se formam. Existe o tipo cérebro que se dividem em labirintos de sulcos e bordas arredondadas; os corais de fogo, que imitam plantas de folhas largas, com babados nas pontas; outros se assemelham a casas de abelhas, flores e galhos. É nesse ambiente, onde os mergulhadores podem se sentir num verdadeiro aquário gigante, com direito a peixinhos coloridos, os espinhosos ouriços, o encantador cavalo marinho e até com a presença da intrigante da moréia.

Só que para mergulhar na Praia Francês é preciso um verdadeiro pacto com a natureza, onde o principal segredo é o respeito. Nesse ambiente é essencial que nada seja tocado, onde os animais não podem sequer sentir a presença curiosa do homem. É dessa forma, que a beleza ímpar do local pode ser preservada.

Ainda durante o mergulho, me assustei um pouco com a degradação provocada pelo lixo deixado na praia. Sacolas plásticas, latinhas de cerveja e refrigerante, garrafas pets e muito resto de material de construção fazem parte do cenário subaquático. Sem falar, que os corais que demoram anos para conseguir crescer, acabam sendo destruídos por quem trabalha e visita os recifes. Caminhadas e até mesmo as âncoras paradas sob as “pedras” se tornam inimigos graves dessa vida marinha.

É preciso preservar o local e cuidar para que outras pessoas também possam conhecer aquele paraíso guardado pela água do mar. O problema é que ainda falta consciência ambiental e ações mais incisivas dos órgãos de preservação ambientais





Já estava com saudades, agora é hora de voltar


Olá queridos leitores,

São quase sete meses sem escrever por aqui. Foram várias tentativas de retomar o blog, mas a correria do dia à dia acabou me fazendo calar. Já estava com saudades. Agora retomo o projeto e a dividir minhas experiências com vocês. Espero que dessa vez, com pausas menores e retornos mais constantes por aqui.

Vou continuar seguindo a tendência de sempre. Os temas serão os mais variados, onde volto para dividir as experiências da minha vida e as histórias que acabo colhendo no meu trabalho como repórter de cidades de O JORNAL.

Espero que aqueles que já passavam por aqui continuem voltando sempre e aqueles que ainda não conheciam meu trabalho sejam muito bem vindos...

Um abraço carinhoso a todos...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mais um pouquinho de Marituba do Peixe...



Fotos Láyra Santa Rosa

Para quem não sabe a região pantanosa da Marituba do Peixe é única em Alagoas. Pouco conhecida, ela realmente lembra o famoso Pantanal mato-grossense, explorada internacionalmente pelo turismo ecológico. Assim como na região Centro-Oeste, a Marituba do Peixe é formada pela quantidade excessiva de água e a mais variada vida selvagem. Cobras, Jacarés, lontras, capivaras, jaçanãs, galos d’água, gaviões e até falcões peregrinos vindos dos Estados Unidos na época de migração, podem ser encontrados na área de preservação.