quarta-feira, 31 de março de 2010

Virou confusão mesmo e a culpa é da imprensa..


Completando a informação do texto que publiquei anteriormente, trago as últimas da confusão no IML. Pela manhã de hoje, recebi a missão de buscar os motivos da demissão do diretor do IML, Kleber Santana, que estava publicada no Diário Oficial do Estado. Foi isso mesmo que você acabou de ler, o cara colocou a “boca no mundo” e terminou sendo exonerado. Sabe o que é pior, já está negando o que disse.

Já no final da tarde, recebi uma ligação do editor geral do O JORNAL me contato sobre uma matéria que tinha sido publicada num dos sites de notícias. Santana dizia que as informações passadas por ele a imprensa ou a mim que primeiro escrevi sobre o assunto, tinham sido deturpadas e que ele na entrevista só estava explicando os motivos do exame não estarem sendo feitos.

Não costumo responder, nem comentar nesses sites, mas tive que fazê-lo. Tenho certeza e convicção das palavras ditas pelo médico Kleber Santana, que agora nega. Irritado com as denúncias feitas pelos policiais, ele chegou a dizer e pedir que colocasse que foi ele quem disse: “PODE COLOCAR NA SUA MATÉRIA QUE FOI O DIRETOR DO IML QUEM DISSE” e soltou a bomba denunciando os casos de suposta tortura. Jamais escreveria ou criaria uma história tão séria. Muito me surpreende que o médico esteja negando suas palavras. O problema foi falar sem ter como comprovar. É lamentável!

Outra coisa, ele sabia que estava falando com uma jornalista. Nunca, em nenhum momento neguei minha identidade ou disse que não publicaria. Costumo respeitar quando uma fonte pede sigilo, mas quando não, falou está falado, responda pelo o que está afirmando. Mas, é claro que é mais fácil se arrepender e sair por ai colocando a culpa no jornalista que estava fazendo apenas seu trabalho.

Espero que ele aprenda a pensar antes de falar. Jornalista é jornalista e tem uma missão que é informar a sociedade sobre o que está acontecendo. Se tem algo que tenho certeza que sou e tento ser a cada dia é cuidadosa com o que coloco nos meus textos. Minha missão, nem minha intenção é prejudicar ninguém. Tento, e quem me conhece sabe disso, escrever exatamente aquilo que foi dito e nunca recebi uma reclamação.

Voltando a matéria que fiz sobre a exoneração, tentei falar com Santana, mas ele não atendeu as ligações do O JORNAL. Então, conversei com o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, que negou que a exoneração tenha sido por causa das denúncias. Contou que foi uma decisão administrativa e que o médico assumirá o Samu ainda está semana. Ele garantiu ainda, que o caso será investigado, mas depois dessa ‘negativa do ex-diretor do IML, que voltou atrás de suas palavras’ já sabemos que não vai dar em nada.

Pena que algumas pessoas sejam covardes e não se responsabilizem pelo que dizem...



terça-feira, 30 de março de 2010

E a matéria virou confusão

Foto: Alagoas24horas

Sabe quando você pega uma pauta e sente que ela vai dar o que falar? Bem assim foi o que aconteceu, com uma que fiz semana passada. Os policiais que trabalham na Central de Polícia estavam reclamando que esperavam mais de 12 horas com os presos para conseguir fazer exame de corpo e delito. Isso por que faltariam médicos legistas, principalmente no horário noturno, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima.


Minha missão era ouvir os policiais, através da diretora da Central de Polícia, Gorete Cavalcante e também o diretor do IML, Kleber Santana para saber até que ponto as reclamações tinham fundamento. O que eu não esperava e que os dois iam colocar a “boca no mundo” e uma guerra de instituições seria declarada.


Gorete foi clara ao afirmar que os médicos eram relaxados e não ficavam em seus horários de plantões, principalmente no noturno. Disse ainda, que eles estavam sendo prejudicados por ficarem presos após um plantão de 24 horas, aguardando a vontade do perito de trabalhar quando quisessem. Isto estava gerando reclamação geral entre os policiais civis.


Quando fui conversar com o médico Kleber Santana, ele não gostou das acusações. Aproveitou para falar sobre suas desconfianças e dizer os motivos que os exames não eram feitos. Defendeu seus funcionários e garantiu que todos os dias o IML tem médico legista, inclusive no horário da noite, mesmo sem receber o adicional noturno.


Mostrando um pouco de irritação, Santana disse logo: - “Pode colocar na sua matéria que foi o diretor do IML que falou. Os exames de corpo e delito, não são feitos nos presos que chegam sem identidade. Existe uma Lei Estadual que só permite que o exame seja feita com um documento de identificação. Algumas vezes, policiais numa tentativa de esconder casos de espancamento, levam outros detentos sem documentação com foto, no lugar do preso verdadeiro que teria sido agredido. Preso sem documentação não faz exame no IML”, garantiu.


Ainda num tom de denúncia ele colocou que os delegados de polícia muitas vezes não estão nas delegacias quando deveriam estar e ainda, em casos de crimes nunca vão ao local. “Se formos recolher um corpo em Coruripe, precisamos ir a Penedo pegar a requisição de liberação na Delegacia, por que o delegado que deveria ter ido ao local do crime não foi. E essa situação se repete em outras cidades. Se você for ao IML agora, vai encontrar médico, já numa delegacia não tenho certeza se o delegado vai está lá”, disse.


Depois de conversar Santana, tive que voltar a falar com a Polícia Civil. Dessa vez, a vítima da repórter era o diretor geral da Polícia Civil, delegado Marcilio Barenco. Acho que ele estava de bom humor nesse dia, que não quis polemizar. Calmo, falou desconhecer as acusações e que esperava que o diretor do IML fizesse uma denúncia informando quem são os policiais que fazem essa prática. Já em relação aos delegados, ele disse que isso acontece apenas nos fins de semana, quando as delegacias dos municípios fecham e apenas as Regionais funcionam.


A matéria foi publicada na última quinta-feira. Estranhei na sexta nenhuma contestação. Porém, ontem a Associação dos Delegados de Polícia Civil resolveu questionar as graves denúncias e negar que essa situação existe. Estava instalada a confusão. Antônio Carlos Lessa, representante dos delegados informou através de sua assessoria que iria interpelar judicialmente Santana e que ele teria que provar as acusações através de inquérito policial.


É assim que uma matéria vira uma verdadeira confusão... Eu fiquei apenas com a parte de ouvir os envolvidos. Cada um que defenda sua classe e acuse quem quiser.


Espero que essa história não pare por ai, já que o mais importante nisso tudo é que se investiguem todas as situações. Tanto a feita pelos policiais, já que não é aceitável que os médicos não estejam trabalhando e muito mais a que foi feita pelo diretor do IML. A tortura deveria ter ficado na época da ditadura e infelizmente, sabemos bem que essa prática continua acontecendo todos os dias...

domingo, 28 de março de 2010

Big Brother Maceió

Não vai demorar muito para a nossa cidade virar um verdadeiro big brother. Sim, eu escrevi BIG BROTHER. Explico a minha colocação. Até o meio desse ano – pelo menos essa é a expectativa -, estaremos vigiados 24 horas, por 44 câmeras. O circuito será espalhado por toda a cidade. A idéia é cuidar da segurança, mas será que nos sentiremos mais protegidos ou apenas vigiados?


O monitoramente começará nas proximidades da Ponte Divaldo Suruagy, percorrendo a praia do Sobral, seguindo por Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca, Cruz das Almas. Em seguida passará por toda Via Expressa, Tabuleiro do Martins. As câmeras estarão ainda, na Avenida Fernandes Lima, Centro e parte do Trapiche da Barra.


Segundo informações da Secretaria de Defesa Social o projeto está avaliado em R$ 4,1 milhões. Muitoooo dinheiro!!! Eles dizem que funcionará na redução da criminalidade, que sinceramente, não para de crescer. A capital alagoana não será a primeira a trabalhar com essa tecnologia, Pilar a alguns anos também instalou o sistema, que se me lembro bem, não teve lá esse funcionamento todo.


Bem menor que Maceió, a polícia que age no município vizinho garante que o número de homicídios reduziu. Porém, em novembro 2008 aconteceu um episódio onde um amigo foi agredida por um grupo desconhecido durante o Festival do Bagre realizado no Pilar, e precisamos das imagens para tentar reconhecê-los. O sistema que deveria ser um sucesso, adianto, não ajudou.


Acompanhei essa história de perto e todo o sofrimento da pessoa em não conseguir reconhecer os seus algozes. Fomos até o Batalhão da Polícia Militar, que é responsável pelo monitoramente naquela localidade, buscamos incansavelmente as imagens do evento. Até achamos alguns momentos em que a vítima e agressores aparecem. Porém, quando fomos em busca de detalhes que poderiam ajudar na identificação como a placa de um carro, as imagens não serviram de nada.


Resultado, agressores impunes. Para mim, naquele momento o circuito de câmaras que deveriam garantir a segurança e a certeza de punir, não passava de mais um enfeite e dinheiro público jogado no mato. O que era uma esperança se tornou apenas uma frustração.


Em relação ao nosso BIG BROTHER MACEIÓ, prefiro ser positiva e acreditar que existe a chance de funcionar e que em Maceió seja diferente. A sociedade não aguenta mais essa violência, não suporta mais essa sensação de impunidade. Quem sabe se existissem essas câmeras na semana passada, quando bati com o carro, o causador da colisão não tivesse sido identificado?


Que esse sistema não seja mais um enfeite eleitoral e sim, algo que mude a vida dos maceioenses, deixando a nossa cidade que é tão linda, mas tranquila e com paz.

sexta-feira, 26 de março de 2010

“Fazer ver e fazer crer”

Depois de alguns dias de abandono retomo as histórias no meu querido blog. Justifico a ausência, culpando a semana corrida. Mas, vamos ao que interessa.


Esse resto de semana me fez repensar sobre a importância do trabalho do jornalista. Assisti algumas palestras de colegas de profissão e refleti bastante sobre a forma que muitas vezes nos comportamentos diante das notícias. Escutei uma frase durante uma apresentação da jornalista Silvia Falcão na abertura do I Encontro Médico – Mídia da Região Nordeste que dizia: “O jornalista tem a obrigação de fazer ver e fazer crer”. Ela foi crucial para minha reflexão de hoje.


As pessoas acreditam muito no que nos dizemos. Somos formadores de opiniões, alguns vão ainda mais além e nos chamam do Quarto Poder. A informação tem força. Quantas vezes a imprensa diz que é e todos acreditam. Será que lembramos dessa responsabilidade no nosso dia a dia? Esta semana estamos vivenciando um caso concreto disso, o julgamento dos Nardoni. Eles podem até ser inocentes, mas entraram no Tribunal do Júri condenados.


Quando se trata de matérias sobre casos emblemáticos, busco analisá-los com maior cuidado. Leio, releio, escrevo exatamente o que o entrevistado disse. Tenho muito medo de fazer com que o meu texto se torne “palavra verdadeira”, sem ser. Tento fazer com que os meus leitores tenham uma informação precisa e principalmente real, exatamente como aquilo aconteceu. Busco nos detalhes e observação a garantia de veracidade. Só que tenho que confessar que muitas vezes essa rotina incessante e as pautas muitooooo chatas, me fazem esquecer da responsabilidade e do dever do jornalista em fazer com que o fato vire notícia. Perco a empolgação.


Muitas vezes, recebemos uma pauta e nem ligamos muito para a parte social da coisa. É como se tivéssemos um piloto automático que damos partida e seguimos adiante. As vezes me puxo para a realidade e tento fazer com que aquele meu trabalho faça a diferença na vida de alguém. Enquanto, a notícia na maioria das vezes é para os jornalistas apenas uma parte do cumprimento do trabalho, para muitas pessoas, ela será algo crucial. Os entrevistados vão comemorar a oportunidade, os leitores devorar a informação.


São tantos fatos e coisas novas que recebemos durante uma semana de trabalho, que as vezes cansamos. Para aqueles que não trabalham em redação ter uma idéia, num dia cumprimos três pautas, isso quando não aparece a quarta perto de irmos embora. Ficamos tão alvoroçados para cumprir logo a nossa meta diária e tão acostumados com aquela correria, que nos esquecemos do nosso papel principal: - manter uma sociedade informada com os verdadeiros reais.


Essa coisa meio mecânica acontece geralmente quando pegamos aquelas pautas repetitivas. Sem emoção. Pautas de gabinete, que servem apenas para completar o fechamento da edição do jornal. Só que essas pautas, que nem sempre são tão legais, também podem esconder uma grande matéria, basta apenas olhar diferente para ela. Sempre vai ter alguém que se interessa por aquilo, nem que seja apenas o entrevistado.

sábado, 20 de março de 2010

O privilégio de uma boa matéria...

Fonte de água natural - Catolé

Barragem do Catolé

Essa semana recebemos – eu e mais três repórteres – a missão de fazer uma grande reportagem sobre o abastecimento de água em Maceió. Tínhamos o tempo curto e muita coisa para descobrir. Cada uma ficou com uma parte. Uns falariam sobre as finanças e investimentos no sistema de água, outros sobre o desperdício e a falta, e eu, sobre a situação dos mananciais que abastecem toda a capital alagoana.


Quando recebi a pauta, não tinha nem noção do que encontraria pela frente. Mas, estava curiosa para descobrir como a nossa água chega as nossas torneiras, e principalmente de onde elas vem. Não contei história. Marquei logo as entrevistas e quis ver de perto os nossos sistemas de abastecimento.


Primeiro, estive no sistema Pratagy. Vi o passo à passo do tratamento de água e recebi um norte para o seguimento da minha matéria. Ainda não tinha noção do que me esperava. Foi no dia seguinte que tive uma doce e maravilhosa surpresa, que nem imaginava. FIQUEI COM A MELHOR PARTE DA MATÉRIA. Pelo menos para mim, foi!


Enquanto meus amigos repórteres pegaram a parte burocrática da matéria, eu fui me aventurar na Mata do Catolé, em Satuba. O lugar é fantástico, de uma beleza ímpar. Entrei na mata fechada, pisei na lama, andei horrores, quase cai, tomei banho de chuva, usei tênis – que detesto – mas me diverti como nunca. Além, de encher meus olhos e minha alma com a magnitude da lugar.


Aquela área que fica localizado próximo a Ladeira do Catolé é responsável por boa parte do abastecimento de água da cidade. Num mesmo local, cercado de Mata Atlântica funcionam os dois sistemas de abastecimento. O primeiro, menos complexo e bem mais simples é o Aviação. É um pequeno riacho, cheio de baronesas e muitos peixinhos que tem sua água sugada para um decantador. Ela recebe o tratamento apenas com cloro. Após isso, é enviada para tanques que abastecem a caixa d’água da Cidade Universitária e outros sete bairros.


Mais adiante vem uma das paisagens mais bonitas que já vi na minha vida. Basta andar cerca de dois quilômetros e está lá, esplendorosa a barragem do Catolé – Cardoso. Apesar de em alguns pontos da margem a mata está maltratada, o local parece nunca ter sido tocado pelo homem. A água é cristalina e reflete todo o verde da encosta. Para chegar a mata é preciso atravessar o pequeno muro de contenção da água da reserva.


A mata fechada é de difícil acesso. Não é todo mundo que conhece aquela área. Para fazermos a nossa “aventura jornalística” tivemos o apoio de uma equipe do Batalhão de Polícia Ambiental, que mais uma vez foram essenciais no nosso trabalho. Depois de uma longa caminhada, se esquivando de vários obstáculos, árvores de todos as espécies de Mata Atlântica e tamanhos, conseguimos encontrar uma das nascentes do Catolé.


Ao longe da mata o barulho da água já pode ser escutado. Ao se aproximar, o burburinho fica ainda mais intenso. Assim como todo o riacho, a água da nascente é ainda mais pura e cristalina. Brota de dentro da terra e escorre passando pelas árvores até chegar à margem da barragem. O gosto chega ser ainda mais refrescante do que a saída das torneiras que estamos tão acostumados. É claro que não perdi a oportunidade de experimentar.


Chegar naquele local de nascente e poder me deparar com tanta beleza daquela mata me vez ver como somos iluminados e o quanto é importante preservar o que ainda existe de natureza. O cheiro do verde das árvores, o frescor da água pura, o canto dos pássaros e até mesmo a chuva que caiu inesperadamente e me deixou completamente molhada renovou todas as minhas energias.


Um lugar tão lindo, tão puro, tão perto da gente. Pena que ainda existem pessoas que desmatam esses lugares, jogam lixo – esquecendo que vai durar anos para desaparecer no meio ambiente, e não estão nem ai para o amanhã.


A matéria completa, com fotos lindas está no O JORNAL desse domingo. Nos quatro mosqueteiros dessa missão, chegamos a conclusão com todo o conteúdo apurado, que senão for feito algo urgente, principalmente em relação a preservação dos nossos rios, riachos e do nosso lençol freático poderemos ficar sim sem água. A cidade está crescendo desordenadamente e a estrutura vai precisar ser mudada para atender toda a população que já sofre sem água hoje.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Proteção de Deus!!!


Me desculpem os céticos, mas eu acredito que existe sim um anjo da guarda, um espírito de luz, algo que nos rege acima do nosso consciente, nos protegendo e nos dando sinais de coisas que podem a vim a acontecer. Aquela coisa do aviso, do alerta. Falo hoje sobre isso, devido o último acontecimento da minha vida.


Estava voltando do trabalho nessa sexta-feira, depois de uma semana enfadada e cheia de atribuições. Louca para almoçar, descansar e me preparar para um fim de semana que prometia ser ótimo, de muito descanso e sossego. Para minha surpresa em questão de segundos tudo mudou. Levei um trancão de uma motorista irresponsável, perdi o controle do meu carro – o vermelhinho – e bati num poste no Barro Duro. O cara fugiu é claro, me deixando com o prejuízo.


Graças a Deus foram apenas danos materiais. Estou ótima, saudável e sem nenhum arranhão. Foi um susto enorme, acho que o maior que já tive. Para mim acertar um poste era sinônimo de acidente grave. Lembrei de vários acidentes que já fiz e que as pessoas acabaram morrendo com a pancada no concreto. Eu tive apenas aquele tremor natural do susto e já estou bem.


Chorei bastante. Chorei de medo, alivio por estar bem, de raiva, muita raiva, pelo prejuízo e principalmente pela falta de respeito que aquele irresponsável cometeu. Ele viu que atingi o poste, sabe que é culpado, mas preferiu ir embora como se nada tivesse acontecido. Estou com minha moral machucada. Por incrível que pareça mesmo assustada, chorando horrores, consegui pegar a placa do carro e já a encaminhei para a polícia tentar localizá-lo. Agora é esperar!!!


Mas seguindo minha linha de raciocínio, depois de chegar em casa, tomar um banho e me acalmar, lembrei de umas sensações que vinha sentindo há algumas semanas. Sempre que estava ao volante e me pegava olhando para um poste me vinha uma coisa na cabeça, uma sensação estranha, e logo uma imagem rápida do meu carro batido no posto.


Não era bem o que alguns chamam de Djavu – sensação de que algo que estamos vivendo aconteceu. Era algo mais real, como se fosse mesmo um aviso. Uma sensação de que poderia ficar ferida em uma colisão no poste, algo que não conseguia parar de pensar. Uma impressão real. E o que mais me assusta é que o acidente aconteceu! Não nas mesmas proporções sentidas, ainda bem, mas aconteceu!!!


Prefiro acreditar que vinha sendo alertada e que naquele momento, o mesmo anjinho que vinha me dizendo que isso poderia acontecer – acho que preparando meu espírito para a adversidade – , ficou perto de mim segurando meu corpo para não ser sacudido com a pancada e mantendo meus pés firmes no freio. Sinto como se tivesse nascido de novo e vou ainda mais longe, sinto como se fosse protegida de Deus que esteve comigo através de um protetor. Só pode!!! Como explicar essas sensações? Eu não tenho resposta! Me resta apenas acreditar e agradecer.


Ainda estou com a alma magoada e revoltada por ter batido no meu carro, amassado capo, lateral e para lama, estando inocente, sem culpa nenhuma. Mas, agora é esperar. Como Luiz me disse “Depois da tempestade vem a bonança”, é levantar a cabeça e seguir.

terça-feira, 16 de março de 2010

Trânsito cão

Avenida Gustavo Paiva e o trânsito lento no novo semáforo.

Andar em Maceió está virando um tormento. Não tem quem aguente esse congestionamento. Dirigir é um estresse. É carro atrás de carro. Fila atrás de fila. Buzinas e mais buzinas, sem falar nas barbeiragens dos apresados que querem chegar primeiro a todo custo e para isso passam por cima de quem está pela frente. O trânsito não flui, engatinha lento.


Está virando um desafio chegar no horário dos compromissos. Pela manhã então, é terrível. E o pior de tudo é que não temos por onde escapar. Se decidirmos chegar ao Centro pela Fernandes Lima, separe uma boa música, relaxe, tire os sapatos e prepare para trabalhar a paciência. Se for pegar pelo Barro Duro não pense que será diferente!!! É o trânsito parado do mesmo jeito.


Nos últimos dias tenho tido experiências terríveis com o trânsito, de tirar do sério qualquer um. Tudo isso por que venho lutando para conseguir chegar no horário do trabalho, e não pensem que isso acontece por relaxamento da minha parte, que não é!!! Há alguns anos conseguíamos chegar da Serraria a parte baixa da cidade em 15 minutos. Hoje, se você for arriscar fazer isso tenha certeza, se tiver horário marcado vai chegar atrasado. Afirmo isso com todo conhecimento de causa.


Costumava sair faltando 15 minutos para o meu horário, mas de repente comecei a perceber que não estava dando mais tempo. Mudei meu horário acreditando que seria diferente. Piorou. Passo 40 minutos para conseguir me deslocar de casa para a redação. Um verdadeiro exercício de tolerância.


Já não sou uma pessoa muito tranquila, e é fato que durante o percurso vou me irritando. É a quantidade de carro, os semáforos fechados, as motos, as bicicletas, carroças, um verdadeiro caos. Então comecei a pensar o que está acontecendo com a nossa cidade? Tudo bem que ela está crescendo e é natural que o número de carros aumente. Mas, o que fazer? É preciso vias alternativas urgentes, o trânsito não flui mais.


Para completar o nosso planejamento de trânsito deixa muito a desejar. Não sei se alguém já teve a curiosidade de contar a quantidade de semáforos durante seu percurso mais rotineiro: eu tive. No meu Serraria – Barro Duro – Mangabeiras tenho que me deparar com simplesmente, dezesseis sinais de trânsito em menos de dez quilômetros percorrido. E na última semana foi instalado mais um, que apesar da presença constante dos guardas o congestionamento dobrou, triplicou.


É um verdadeiro desafio chegar ao trabalho. Uma guerra de nervos. É necessário muita paciência com o para – para. Sem contar nos trancões que levamos das carroças em plena Ladeira do Óleo, das motos que cortam sem nenhum respeito as leis de trânsito no Barro Duro e dos ciclistas que competem com os carros espaço em plena Avenida Gustavo Paiva, em Mangabeiras.


Acho que estamos chegando perto de um colapso. Senão for feito algo urgente, em breve estaremos sendo obrigados a viver o rodízio de carros que as grandes capitais do país já vivem!!! VALE O ALERTA!!!

sexta-feira, 12 de março de 2010

A gripe A volta atacar...










Depois do anúncio de uma morte confirmada por Gripe A em Alagoas e que o vírus anda circulando livremente pelo Estado, hoje três gestantes e um recém nascido apresentando diagnóstico inicial de Síndrome Respiratória Aguda Grave – principal sintoma da H1N1 - foram detectadas na Maternidade Escola Santa Mônica. O atendimento no local está suspenso, mas sem dúvida essa informação é bastante alarmante.


Em plena campanha de imunização e já quando o vírus estava esquecido no Brasil e no mundo, a doença começa a fazer vítimas em Alagoas. É preocupante saber que essa doença que já matou muitos está por ai circulando livremente... Aconselho a todos a voltarem com aqueles velhos cuidados que tomávamos nessa mesma época do ano passado.


Não custa limparmos mais as mãos e quem sabe até mesmo voltar a usar o álcool em gel. Acho que não é nada desesperador, mas sim preocupante. Depois da experiência de viajar para Argentina em plena epidemia de H1N1 e voltar ilesa digo a vocês não sei se foi sorte, mas os cuidados básicos fizeram uma grande diferença.


Durante a semana que passei por lá tinha um vigia incansável que não me deixava colocar as mãos na boca – como boa ex-roedora de unhas que sou, ainda tenho essa mania - e me lembrava o tempo todo de limpá-las. E essa limpeza era de verdade, ensaboando e esfregando as costas das mãos, sem esquecer os dedos e as unhas.


Não vamos esquecer que esse vírus se pega de uma forma muito fácil, basta um espirro, uma tosse, ou até mesmo uma conversa que ele pode se espalhar pelo ar. Sem falar no toque de objetos e apertos de mão, já que o H1N1 sobrevive até 10 horas na superfície. Enquanto parte da população não é vacinada, vamos manter os cuidados. Lamento que algumas faixa etária não estejam inclusas nessa campanha, pois esse vírus merecia ser totalmente retirado do país com a imunização de todos.


A alegação para essa não imunização em massa do Governo Federal é que brasileiros de determinadas idades não foram tão contaminados durante o último surto da doença. Por isso segundo eles, não existe necessidade de que seja feita essa imunização. Eu particularmente discordo...


Não esqueça se estiver gripado e com alguns sintomas como tosse, febre alta, dor de cabeça, dores musculares e coriza não deixe de procurar o médico, o diagnóstico da doença no início é essencial para uma recuperação adequada. Muitas das mortes ocorridas pela gripe suína – nome vulgar da doença - ocorreram com pessoas que procuraram o serviço médico com um quadro mais grave ou já sofriam de algum outro tipo de problema de saúde como hipertensão ou obesidade.


DEIXO ACIMA O CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO PARA NINGUÉM ESQUECER DE SE IMUNIZAR!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

A confusão da carteirada...

Imagens do circuito interno do shopping

Estava evitando falar no assunto até pelo respeito que tenho há vários policiais Civis... mas, é impossível deixar de comentar sobre o tema mais comentado da semana. Que palhaçada essa história dos cinemas Centerplex!!! Todo dia é uma versão nova, um disse que me disse, e enquanto isso a Segurança Pública de Alagoas continua abandonada.


Tenho a minha versão e acho que a maioria das pessoas seguem nessa mesma linha. Para mim um grupo de policiais teve a entrada no cinema barrada e resolveram armar aquela situação na tentativa de forçar o cinema a liberar o acesso. Prenderam a gerente sem necessidade numa tentativa desesperada de coação.


O pior de tudo é o senhor secretário de Defesa Social e o senhor delegado Geral partirem em defesa dessa suposta operação policial. Garantirem que tinham mandados de prisão do Gecoc e por isso a tentativa de entrada no cinema. Uma história mal contada, que nem eles conseguiram explicar. Ninguém engoliu essa operação de tráfico num cinema que foi inaugurado há menos de quinze dias...


O mais interessante nisso tudo é que o Gecoc negou, e continua negando que tenha autorizado a ação. Hoje em mais um capítulo dessa história os promotores em comunicado oficial disseram: “Na data de 08 de março do corrente, mediante contato de integrante da Polícia Civil, APÓS OS FATOS OCORRIDOS, fomos informados da existência de um “documento” – supostamente – produzido pelo GECOC e que, segundo o interlocutor, teria credenciado uma investigação policial em unidade comercial alagoana. O citado papel – SEM SIGNATÁRIO, de posterior conhecimento dos Promotores de Justiça, a bem da verdade, demonstra ausência do mínimo PADRÃO estabelecido neste GRUPO para PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES. A falta de padronização e a classificação errônea, dentre outras nuances, fatos perceptíveis até mesmo por um leigo que ao papel tiver acesso, caracterizam uma peça APÓCRIFA e feita às pressas, com objetivos ainda desconhecidos”.


No meu entendimento os promotores deixam claro que não sabiam de nada e que mais uma vez foram procurados pelos representantes da delegacia Geral para assumir um fato mal feito e irresponsável da nossa polícia. Temos policiais bons e decentes, mas temos dirigentes que assim como a atitude desses policiais - tentando forçar a entrada no cinema - querem passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que desejam.


Ontem, dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis entraram nas negociações com o Centerplex e achavam que tinham chegado a um acordo. Mas, a direção do cinema deixou claro que policial só entra se tiver a trabalho e ainda, terá seu nome encaminhado a Defesa Social. Virou uma verdadeira guerra que poderia ter sido evitada se esses policiais tivessem “vergonha na cara” e pago a entrada como todo mundo faz. Senão é liberado não vai, mas forjar uma operação é que não dá, principalmente com a quantidade de crimes que acontecem todos os dias em Maceió. A sociedade vive a mercê dos bandidos.


É lamentável que fatos como estes aconteçam na nossa sociedade. Acredito que as coisas estão mudando e fico feliz por isso!!!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Noiva estressada...


Nas minhas andanças pela internet me deparei com uma notícia que sinceramente achei engraçada. Uma noiva descontrolada destruiu uma loja de vestidos nos Estados Unidos. Isso por que o noivo não se agradou do vestido e a “mataria” caso ela não tivesse sua roupa alterada. Com a resposta negativa de mudança, a família da jovem se uniu e detonou com tudo, chegando a um prejuízo de pelo menos R$32 mil.


O que achei engraçado não foi o prejuízo do comerciante, mas sim o descontrole da moça. Só sabe o que se passa na cabeça de uma noiva quem já foi noiva, principalmente nos dias atuais que esse tipo de festa virou um verdadeiro evento. São sonhos que se montam, gastos e mais gastos para que tudo der certo. A idéia de que algo possa dar errado gera um descontrole geral.


Volto no tempo e lembro-me dos preparativos do meu casamento. Quanto estresse!!! São detalhes; tantas opiniões e briguinhas que se fosse contar cada história acabaria escrevendo um livro. Mas vou ser bem sincera, o desgaste é enorme e no fim das contas a festa passa tão rápido... A minha, para mim é claro, foi uma das mais lindas que já vi. Saiu exatamente tudo como foi planejado e não precisei agredir ninguém.


Não vou negar que se essa situação do vestido acontecesse comigo, talvez com os ânimos alterados como estava na época, a cena se repetisse. Planejamos tanto, sonhamos tanto, que se algo desse errado era capaz de arrancar os cabelos em plena cerimônia. O emocional oscila o tempo todo.


Se hoje com a experiência que tenho fosse casar, talvez deixasse toda aquela pirotecnia de festa de lado. Faria uma coisa simples... Tenho certeza que me estressaria menos, e não deixaria de ser feliz do mesmo jeito que sou tendo direito a festão... O melhor nesse e em todos os momentos da vida é preservar o amor, o companheirismo e a calma, por que casar é bom, mas é preciso ter jogo de cintura e muita paciência!!!

terça-feira, 9 de março de 2010

SÁUDE = CAOS

Fotos divulgadas pelo Sinmed

Hoje fiz mais uma daquelas matérias que vai render a capa do O JORNAL de amanhã. E garanto, não foi por competência minha não, mas sim pela força do assunto: o CAOS NA SAÚDE em Alagoas. Um relatório divulgado a imprensa trás a tona problemas antigos, que existiam na antiga Unidade de Emergência e permanência no mais novo Hospital Geral do Estado.


As denúncias são graves e preocupantes. Garanto que ninguém merece ser atendido naquele caos. De acordo com o relatório as pessoas ficam jogadas no corredor aguardando atendimento, isso tanto faz se é em macas ou deitados em papelão no chão. As imagens que foram divulgadas, junto com as denúncias são de levantar os cabelos.


O documento conta ainda a história de uma UTI improvisada: O HGE tem uma Unidade de Terapia Intensiva, destinada à internação para monitoramento ininterrupto de pacientes em estado grave, com risco de morte. E tem uma área, a Área Vermelha, que é uma UTI informal: era destinada ao atendimento de pacientes graves e foi transformada em área informal de internação desses pacientes. Por absoluta falta de leitos. No local, tanto ficam pacientes em macas e cadeiras de rodas, como deitados em colchonetes espalhados pelo chão.


O mais chocante é que as pessoas correm o risco de pegar infecções graves e morrer a mercê sem socorro. Segundo o relatório feito com depoimentos dos próprios médicos morre paciente na fila de espera para o centro cirúrgico; a esperando por avaliação de neurologista; por falta de diagnóstico, porque o médico que deveria atender esse paciente estava ocupado com outros doentes; morre paciente porque foi deixado num colchonete no chão, no meio do tumulto da área vermelha, e ninguém se deu conta da sua presença; morre paciente porque o exame que tinha urgência de ser feito não estava disponível; porque faltou o medicamento necessário para salvá-lo.


Sem falar na falta de médicos de todas as especialidades que piora ainda mais os problemas estruturais. Quem tiver sorte que não vá para o HGE, que de acordo com uma médica hoje “paciente grave ir para o HGE e sair vivo, é mero acaso!”. O pior é tudo é que o poder público sabe disso, conhece todos os problemas e não faz nada. Outubro tá chegando e vamos pensar bem antes de escolher quem vai governar o nosso Estado...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Merecemos todas as rosas...


“Dizem que é a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda” é com a música cantada por Erasmo Carlos que começo minha homenagem as mulheres nesse dia 8 de março. Dia marcado por lutas e vitórias.


Como temos nos mostrado fortes nessas últimas décadas. Já não ligamos mais em ocupar profissões que eram tipicamente masculinas. Trabalhamos, cuidamos de casa, dos filhos e vencemos as dificuldades a cada dia. Somos fortes, vencedoras!!! Merecemos todas as homenagens por conseguir nos dobrar, triplicar para exercermos todas as funções de profissional, esposa, mulher, mãe...


O dia já é consagrado, mas as lutas continuam. Lutamos para vencer o preconceito, que são muito nos meios de trabalho... Lutamos para diminuir a violência contra as mulheres... Lutamos pela igualdade... Lutamos, lutamos e lutamos... E espero que as vitórias venham ainda mais...


Parabéns para nos mulheres !!! Deixo uma mensagem copiada, mas que achei super engraçada:


M de mulher...

“Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes.
Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras.
Madalenas ou Marias.
Marinas ou Madonas.
Elas são Manhãs e Madrugadas.
Mártires e Massacradas.
Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas.
Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis.
E são Marinheiras e Magníficas.
Mimam Mascotes.
Multiplicam Memórias e Milhares de Momentos.
Marcam suas Mudanças.
Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes,
Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas,
Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas,
Manicures, Maiores, Menores, Madrastas,
Madrinhas, Manhosas, Maduras, Molecas,
Melodiosas, Modernas, Magrinhas.
São Músicas, Misturas, Mármore e Minério.
Merecem Mundos e não Migalhas.
Merecem Medalhas.
São Monumentos em Movimento, esses Milhões de Mulheres Maiúsculas"



Feliz dia Internacional da Mulher!!!